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Frase de Jose Gomes Paes

A Escadaria e o Tabuleiro da Baiana. O Tabuleiro da Baiana é um marco na cidade de Urucará, junto com a Escadaria, foi construído nos anos 40 ou 50 e desde de lá, se tornou um ponto de referência da cidade. No passado era o Porto onde os barcos atracavam, principalmente os de linha, que traziam cargas e passageiros. No dia da chegada, formava-se uma multidão para receber quem chegava, cartas e encomendas dos parentes que se encontravam distantes, muitas crianças ficavam a espera do Barco de Linha, que por um tempo, foi proibido pelo juiz, a presença dessas crianças na Escadaria. Nas nossas viagens para Manaus para estudar e no retorno das férias, era onde o Barco de Linha encostava. Eu, gostava de tomar banho na Escadaria do Tabuleiro da Baiana. Por muitos e muitos anos, também serviu como ponto de encontro de amigos, em colocar as conversas em dias e saber das novidades da cidade. Era aprazível, divertido e feliz, muitas histórias, causos e contos se ouvia, principalmente das lendas da nossa Amazônia, como: do Boto, da Anaconda e da Onça. De vez em quando, saía um cafezinho para despertar o sono. O que não faltava era uma boa piada, que alegrava todos os presentes. Muitos já estão na morada eterna e nos deixaram muitas e muitas saudades. A Escaria e o Tabuleiro da Baiana, não estão mais tanto em evidência. Devido a demanda e a dificuldade do desembarque, foi construído outro Porto, que recebe os Barcos que chegam em Urucará, mas nunca deixou de servir, alguns Barcos ainda atracam na Escadaria. Sempre quando vou a Urucará, gosto de ir a Escaria e ao Tabuleiro da Baiana, matar a saudade, relembrando os momentos felizes vividos. Tenho encontrado sempre o amigo Cleonir, vendendo seu salgadinho. A Escadaria e o Tabuleiro da Baiana, está precisando de inovação e mais adereço, para que seja mais visitado, pelo povo que chega em Urucará e assim manter a viva chama do local, que sempre foi o maior ponto de referência da Cidade de Urucará. José Gomes Paes Escritor, compositor e poeta de Urucará. Membro da Abeppa - Cadeira Membro da Alcama - Cadeira 23 - Acadêmico Fundador.

Jose Gomes Paes

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Pensador.com

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Canoa Ribeirinha (A canoa nos leva as paisagens inimagináveis, onde a natureza expõe toda a sua beleza). Madeira de Lei Tronco de Itaúba Árvore sacrificada Brocaçao, cavação Trabalhada, lapidada Árvore nativa Tronco de Angelim Pedra Desgalhar, descascar Esculpir, golpes de Machado Canoa fabricar Mata virgem Tronco de Massaranduba Ciência milenar Do caboclo ribeirinho Queimar, golpes de Enchó, alinhar Canoa Ribeirinha Tronco de Cupiúba Derrubado, escavado Quilha, bancos Acabado e calafetado Canoa Ribeirinha Meio de transporte Tronco de madeira Dos ribeirinhos e ribeirinhas Desta Amazônia brasileira Sem a canoa ribeirinha O caboclo não sobrevive Ele pesca, ele caça Trabalha, planta e colhe seu alimento Ele sonha e viaja José Gomes Paes Poeta amazonense de Urucará Poeta da Abeppa e Alcama

Raiz Sou filho de Urucará Adotado por Manaus
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Raiz Sou filho de Urucará Adotado por Manaus Cresci no Amazonas Terra de muitos quintais Sou caboclo urucaraense Orgulho-me de meus ancestrais Hoje estou em Manaus Com Urucará no coração Um dia, hei de voltar A morar no meu torrão Que não me sai da mémoria E do fundo do coração Quando estou em Urucará Sinto muita emoção É muita paz, é alegria É Raiz, é gratidão É viver intensamente Uma verdadeira paixão

O CABOCLO É RICO POR NATUREZA Autor: José Gomes Paes A natureza é fonte de sobrevivência de todos.
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O CABOCLO É RICO POR NATUREZA Autor: José Gomes Paes A natureza é fonte de sobrevivência de todos. Principalmente dos caboclos como nós. Se os rios estão limpos e protegidos Haverá muito mais peixes Para saciar a nossa fome e de muitos outros. Do pobre, do rico e do caboclo. Porque o caboclo é rico por natureza. Se proteger a mata os animais sobrevivem. Posso matar uma caça para saciar minha fome. Eu vivo na natureza e sobrevivo dela. A floresta é meu lar Ela me dá o ar que respiro A fonte de água prá beber Deito na rede me embalo e viajo. Vou além dos meus pensamentos. Sonho estar aqui pescando. Remando, canoa adentro do lago. Que rio! Parece um tapete brilhante. De águas correntes vivas e rebujantes. A receber seu ilustre filho da natureza. De canoa entre os igapós As arvores me rodeiam e me cobrem. Vejo a minha sombra a refletir na água. Como se fosse um espelho, dádiva da natureza Nasci aqui neste pedaço do Amazonas Cresci comendo manga no pé Peixe assado na beira dos igarapés Tomando banho no rio. Desde menino eu aprendi. A pescar, a caçar, a nadar. Dos conselhos que minha mãe dizia O pé de abacate no quintal. O jaraqui frito que ela fazia São coisas que me fazem lembrar. Dos amigos que aqui deixei E dos mais velhos que sempre respeitei Das brincadeiras de pira Jogos de turiste O papagaio de papel. O campinho detrás da Igreja. A historia de Papai Noel Do sapato embaixo da rede A espera do presente de natal. Das peladas do fim de tarde. Do banho no cedro do porto. Lembro bem do salto das ribanceiras. O nadar no rio de águas brancas e frias Dos ventos de verão. Em baixo dos bejaminzeiros. Que encobrem o frontal da cidade. Oh! Cidade querida que tanto amo. Que um dia me viu nascer. Nunca vou esquecer-me de ti. Porque quem ama sente saudade. E a saudade dói muito no fundo do peito Porque não proteger a natureza? Se ela me dá o que eu preciso para sobreviver Porque não preservá-la? Porque não defendê-la? Se ela me dá tudo. Tudo o que eu posso ter. A alimentação, a mata, a água, o ar, a chuva, o vento, o sol, a lua, o frio, o peixe, a caça. Eu sou filho da mata, sou caboclo. Caboclo rico por natureza. E preciso sobreviver. FIM