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Frase de Jose Gomes Paes

CONSELHOS DE MINHA MÃE Quando o dia amanhece Levanto cedo e agradeço De joelhos ao Senhor Oro aos céus em uma prece De glorificar eu não esqueço Foi o que sempre me ensinou Minha mãe sempre pedia Pra ser um homem de respeito Ser honesto e trabalhar Tudo pra nós ela fazia Nos ensinava a ser direiro Que a maior riqueza era estudar O aprendizado ninguém tira de você Ser bom e não ser ganancioso Ter fé e ajudar a quem precisa Era o que ela falava ao anoitecer Antes da rede e do sono gostoso Aconselhava com sua palavra bendita Os conselhos foram importantes Assim, formei minha família E minhas filhas todas orientei Mesmo que esteja muito distante Quero lhe agradecer com honraria O pai de família que me tornei Assim, agradeço todos os dias Os dons que recebi de Deus Louvando glórias ao Senhor Tudo que senhora fazia Ensino aos filhos meus Com as bênçãos do Salvador Autor: José Gomes Paes Em 25/09/2019 Poeta urucaraense Membro da Abeppa - Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan Amazônicos. Acadêmico Fundador da Alcama - Academia de Letras Culturas e Arte da Amazônia.

Jose Gomes Paes

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Canoa Ribeirinha (A canoa nos leva as paisagens inimagináveis, onde a natureza expõe toda a sua beleza). Madeira de Lei
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Canoa Ribeirinha (A canoa nos leva as paisagens inimagináveis, onde a natureza expõe toda a sua beleza). Madeira de Lei Tronco de Itaúba Árvore sacrificada Brocaçao, cavação Trabalhada, lapidada Árvore nativa Tronco de Angelim Pedra Desgalhar, descascar Esculpir, golpes de Machado Canoa fabricar Mata virgem Tronco de Massaranduba Ciência milenar Do caboclo ribeirinho Queimar, golpes de Enchó, alinhar Canoa Ribeirinha Tronco de Cupiúba Derrubado, escavado Quilha, bancos Acabado e calafetado Canoa Ribeirinha Meio de transporte Tronco de madeira Dos ribeirinhos e ribeirinhas Desta Amazônia brasileira Sem a canoa ribeirinha O caboclo não sobrevive Ele pesca, ele caça Trabalha, planta e colhe seu alimento Ele sonha e viaja José Gomes Paes Poeta amazonense de Urucará Poeta da Abeppa e Alcama

Raiz Sou filho de Urucará Adotado por Manaus
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Raiz Sou filho de Urucará Adotado por Manaus Cresci no Amazonas Terra de muitos quintais Sou caboclo urucaraense Orgulho-me de meus ancestrais Hoje estou em Manaus Com Urucará no coração Um dia, hei de voltar A morar no meu torrão Que não me sai da mémoria E do fundo do coração Quando estou em Urucará Sinto muita emoção É muita paz, é alegria É Raiz, é gratidão É viver intensamente Uma verdadeira paixão

O CABOCLO É RICO POR NATUREZA Autor: José Gomes Paes A natureza é fonte de sobrevivência de todos.
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O CABOCLO É RICO POR NATUREZA Autor: José Gomes Paes A natureza é fonte de sobrevivência de todos. Principalmente dos caboclos como nós. Se os rios estão limpos e protegidos Haverá muito mais peixes Para saciar a nossa fome e de muitos outros. Do pobre, do rico e do caboclo. Porque o caboclo é rico por natureza. Se proteger a mata os animais sobrevivem. Posso matar uma caça para saciar minha fome. Eu vivo na natureza e sobrevivo dela. A floresta é meu lar Ela me dá o ar que respiro A fonte de água prá beber Deito na rede me embalo e viajo. Vou além dos meus pensamentos. Sonho estar aqui pescando. Remando, canoa adentro do lago. Que rio! Parece um tapete brilhante. De águas correntes vivas e rebujantes. A receber seu ilustre filho da natureza. De canoa entre os igapós As arvores me rodeiam e me cobrem. Vejo a minha sombra a refletir na água. Como se fosse um espelho, dádiva da natureza Nasci aqui neste pedaço do Amazonas Cresci comendo manga no pé Peixe assado na beira dos igarapés Tomando banho no rio. Desde menino eu aprendi. A pescar, a caçar, a nadar. Dos conselhos que minha mãe dizia O pé de abacate no quintal. O jaraqui frito que ela fazia São coisas que me fazem lembrar. Dos amigos que aqui deixei E dos mais velhos que sempre respeitei Das brincadeiras de pira Jogos de turiste O papagaio de papel. O campinho detrás da Igreja. A historia de Papai Noel Do sapato embaixo da rede A espera do presente de natal. Das peladas do fim de tarde. Do banho no cedro do porto. Lembro bem do salto das ribanceiras. O nadar no rio de águas brancas e frias Dos ventos de verão. Em baixo dos bejaminzeiros. Que encobrem o frontal da cidade. Oh! Cidade querida que tanto amo. Que um dia me viu nascer. Nunca vou esquecer-me de ti. Porque quem ama sente saudade. E a saudade dói muito no fundo do peito Porque não proteger a natureza? Se ela me dá o que eu preciso para sobreviver Porque não preservá-la? Porque não defendê-la? Se ela me dá tudo. Tudo o que eu posso ter. A alimentação, a mata, a água, o ar, a chuva, o vento, o sol, a lua, o frio, o peixe, a caça. Eu sou filho da mata, sou caboclo. Caboclo rico por natureza. E preciso sobreviver. FIM