URUCARÁ, MEU AMOR
Oh! Salve meu torrão querido
Teu nome está sempre guardado
Do lado esquerdo do peito
Por mim jamais esquecido
Por tudo que é demais sagrado
Te venero com muito respeito
Em todos os lugares que vou
Tuas lembranças levo comigo
Em muitos poemas que componho
Te homenageando estou
Dos lindos Lagos com capricho
Dos Banhos e a infância de sonho
Do baixo Amazonas a mais formosa
Pela tua beleza ímpar
Por muitos chamada de princesinha
Pra mim tu és uma rosa
Do meu jardim a mais linda
Doce e admirável rainha
Enquanto nesta vida, vivo for
Vou te amar pra todo sempre
Mesmo quando o tempo parar
Não te esquecerei, meu grande amor
Vou estar muito contente
Exaltando teu nome, Urucará
José Gomes Paes
Em 28/12/2019
Poeta e escritor urucaraense
Membro da Abeppa
Acadêmico e fundador da Alcama.
( A cruz, símbolo do cristão )
Corpo de Cristo
Não quereis que eu me entregue assim
A minha imagem ainda está manchada
Deixa eu pedir perdão a quem ofendi
Para que eu possa me apresentar com alma lavada
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Os meus pecados ainda me perseguem
A cruz de Jesus é o meu refúgio
Não erreis mais na caminhada que se segue
A confissão, aos meus atos, de repúdio
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Que possa me perdoar de todos os meus pecados
Que confessei ao padre e a igreja
Na presenca de Jesus e comunidade na sacristia
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Que o fardo seja leve, manso e alado
Aberto ao amor que o coração eu esteja
Para receber o corpo de Jesus na Santa Eucaristia.
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Amém.
Poeta José Paes
De Urucará
QUANTAS VEZES
Quantas vezes
Eu senti prazer
Em ler suas poesias
Quantas vezes
Eu me encantei
Com os versos que fazia
Quantas vezes
Você me surpreendia
Quantas vezes
Um novo poema surgia
Era diferente como escrevia
Quantas vezes
Na rede me embalava
Ouvindo a sua voz
No poema que falava
E me emocionava
Ah! Quantas vezes !
No banzeiro eu remava
Olhava o horizonte, na nascente
E via o céu e o rio, no poente
No encontro com a mata e me encantava.
Quantas vezes !
Descia o rio de canoa
Remava léguas pra te buscar
Na subida enfrentava a correnteza
Só pra gente ficar numa boa
Quantas vezes !
Fiz juras de amor toda hora
Nas noites enluaradas
No frio da madrugada
E ao romper da aurora.
Jose Gomes Paes
Poeta e escritor urucaraense
Membro da Abeppa e Alcama
E. E. RAMALHO JUNIOR
A minha casa e o rio
O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo, é ser um realista esperançoso. Ariano Suassuna.
A MINHA CASA E O RIO
A minha casa
A casa que eu nasci
Era linda
De uma beleza
Sem fim
Eu sonho com ela
O Rio passava
Eu via o rio
Da porta
E da janela
Sentia o vento frio
Eu descia
O caminho do porto
Na carreira
Para tomar banho no rio
Todo o dia
A cena se repetia
Do cedro
Pulava na água
Fria do rio
De brincadeira
Da porta de casa
Eu corria
E saltava
Da ribanceira
Eu passava
Ele me convidava
E lá estava eu
Como uma magia
Ele me arrastava
Era um desafio
Minha mãe me ralhava
Mais eu gostava
Eu sentia tanto amor
Pelo rio.
O rio, uma imensidão
Escondido
Pegava o casco
E o remo
E ia passear no meião
Anoitecia
E dormia
Eu acordava
Com o rio
Eu vivia e sonhava
A minha casa
Ficava de frente
Para o rio. Ela ouvia
Quando o rio se agitava
E roncava
No rio eu pescava
Todos os dias
Carregava água
Enchia os potes
E o tanque de casa
Belo e caudaloso
O rio está lá
A minha casa não existe mais
Ficou no tempo
Passado saudoso
Doces recordações
Que não me sai
Da memória
Dos momentos vividos
De eterna glória
Jamais esquecidos.
Esse poema, um dos mais lindos que fiz, abraça minha alma de saudade e faz-me lágrimar de emoção.
José Gomes Paes
Poeta amazonense de Urucará
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