sortudos os ignorantes; não são loucos de saber das loucuras do mundo.
Frases de Isabela Reis
12 frases
a vida pede muito de nós e, no momento, ela me pede paciência. As coisas têm de caminhar como devem, não correr como quero. No final tudo muda, tudo volta, tudo melhora, e tudo vai dar certo.
Gosto de tudo aquilo que é vasto. Por isso prefiro a infinita dúvida do que o pseudo saber limitado.
Em um de seus belíssimos contos, Clarisse Lispector tratou da felicidade, mas não de um modo geral e sim da felicidade clandestina. Uma garota, após ser vítima da maldade de outra que a fazia ir todos os dias à sua casa, para que esta lhe emprestasse um livro, o qual queria muito…
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Em um de seus belíssimos contos, Clarisse Lispector tratou da felicidade, mas não de um modo geral e sim da felicidade clandestina. Uma garota, após ser vítima da maldade de outra que a fazia ir todos os dias à sua casa, para que esta lhe emprestasse um livro, o qual queria muito ler, finalmente, após dias e dias de expectativa, consegue o tal. Mas ela não começou a lê-lo imediatamente; "fingia que não o tinha, só pra depois ter o susto de o ter." E ela criava várias situações para que "esquecesse" de que o possuía, e, com isso, tinha a toda hora aquela felicidade de encontrá-lo ao acaso; perdê-lo, esquecê-lo, reencontrá-lo. E essa é a maior de todas as felicidades, aquela que vem aos poucos, quando se finge ter perdido, ou esquecido, somente pelo prazer do eterno reencontro.
Possível continuação do conto "A melhor e a pior comida do mundo" de Pedro Bandeira. O cozinheiro, novamente, respondeu:
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Possível continuação do conto "A melhor e a pior comida do mundo" de Pedro Bandeira. O cozinheiro, novamente, respondeu: - E o que há de pior do que a língua, senhor? A língua dá vida àquelas palavras mal pensadas, ditas e entendidas. É a chave da incompreensão entre as pessoas, órgão da mentira e da inconsequência. Graças à língua é que se destroem cidades, graças à ela o amor termina. A língua é o órgão ausente na indiferença, na frieza, na incompreensão. É a língua que torna eternos os versos de amores impossíveis, imaginários, inacabados de grandes poetas, e as ideias melancólicas de grandes escritores. Com a língua se aliena, se persuade, se desvia, se corrompe, se mascara, se engana, se critica, se nega. Com a língua dizemos "fogo", "guerra", "morte". A mesma língua que dizia "eu te amo" nada mais diz. O que pode haver de pior do que a língua?
A cada suspiro de saudade que dou, mais inflamada é a chama do meu amor.
Nada melhor do que estar perdidamente apaixonado por alguém que já está ao seu lado
Doar-se Nunca tive muito a oferecer a ti Por isso lhe dou estes poemas
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Doar-se Nunca tive muito a oferecer a ti Por isso lhe dou estes poemas Chamados Eternidade E juro sempre ser seu nome a inspiração; E então, dou-lhe A maior frase do mundo: eu te amo. O maior verbo do mundo: amar. O maior nome do mundo: amor. O maior poema do mundo: tu
As vezes até as coisas mais perfeitas precisam terminar. Isso parece ser estranho, mas é verdade... porque às vezes não estamos preparados ainda pra viver aquele momento, por mais maravilhoso que pareça. Não é fraqueza, não é medo... é só o tempo necessário para amadurecer, é só…
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As vezes até as coisas mais perfeitas precisam terminar. Isso parece ser estranho, mas é verdade... porque às vezes não estamos preparados ainda pra viver aquele momento, por mais maravilhoso que pareça. Não é fraqueza, não é medo... é só o tempo necessário para amadurecer, é só o tempo necessário para que não só o instante seja adequado, mas também nós sejamos aquilo que precisamos ser para vivê-lo plenamente.
Negação Lembranças trazem à tona O vazio que habita em mim
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Negação Lembranças trazem à tona O vazio que habita em mim E nisto volto eu, por hora, a nele habitar. Saudade não me cabe no peito Por não caber em nada mais Por não haver como preencher: Por não existir nada além De um ego meu, louco por inflar-se. Meu tudo nunca foi tu Mas minha teoria sempre foste; Minha mais elaborada sinfonia Mais dispendiosa, mais desafiadora. E quebrou. O som agudo feriu meu sentidos Meu sentir, minhas verdades E de tudo falso fez. Assim, não é a lembrança d'algum amor De laranjas por-do-sol, De contos de fadas Não; eis minha verdade: Um conto eternamente inacabado De título fracasso.
Engano Vem, adoça meus lábios. Desce suavemente, quente pela garganta
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Engano Vem, adoça meus lábios. Desce suavemente, quente pela garganta Aquece meu peito, meu coração Me faz acordar, me faz feliz. Amarga ao mesmo tempo que adoça. Se parece com amor Mas é café mesmo.
Quais as suas portas? Aquelas de madeira, de ferro De vidro, de sonhos.
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Quais as suas portas? Aquelas de madeira, de ferro De vidro, de sonhos. Corações e mentes são portas E também as possuem Quais tens aberto? Quais tens fechado? Esmurraste alguma porta pelo caminho? Conheça todas as suas portas E acabe por esquecê-las; Preocupe-se mais com o salão após E a vida por detrás dele. Caminhe cuidadosa, mas não tenha limites. As portas que se fecham todo o momento Te oferecem uma, duas, inúmeras chaves Então, se o horizonte se fechar a tua frente, Faça da decepção, possibilidade. E com isso, na inconstância eterna Sê eternamente feliz.