Frase de Isabela Reis
Possível continuação do conto "A melhor e a pior comida do mundo" de Pedro Bandeira. O cozinheiro, novamente, respondeu: - E o que há de pior do que a língua, senhor? A língua dá vida àquelas palavras mal pensadas, ditas e entendidas. É a chave da incompreensão entre as pessoas, órgão da mentira e da inconsequência. Graças à língua é que se destroem cidades, graças à ela o amor termina. A língua é o órgão ausente na indiferença, na frieza, na incompreensão. É a língua que torna eternos os versos de amores impossíveis, imaginários, inacabados de grandes poetas, e as ideias melancólicas de grandes escritores. Com a língua se aliena, se persuade, se desvia, se corrompe, se mascara, se engana, se critica, se nega. Com a língua dizemos "fogo", "guerra", "morte". A mesma língua que dizia "eu te amo" nada mais diz. O que pode haver de pior do que a língua?
No pensador.ai desde