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Frase de Isabela Reis

Negação Lembranças trazem à tona O vazio que habita em mim E nisto volto eu, por hora, a nele habitar. Saudade não me cabe no peito Por não caber em nada mais Por não haver como preencher: Por não existir nada além De um ego meu, louco por inflar-se. Meu tudo nunca foi tu Mas minha teoria sempre foste; Minha mais elaborada sinfonia Mais dispendiosa, mais desafiadora. E quebrou. O som agudo feriu meu sentidos Meu sentir, minhas verdades E de tudo falso fez. Assim, não é a lembrança d'algum amor De laranjas por-do-sol, De contos de fadas Não; eis minha verdade: Um conto eternamente inacabado De título fracasso.

Isabela Reis

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Pensador.com

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sortudos os ignorantes; não são loucos de saber das loucuras do mundo.
Em um de seus belíssimos contos, Clarisse Lispector tratou da felicidade, mas não de um modo geral e sim da felicidade clandestina. Uma garota, após ser vítima da maldade de outra que a fazia ir todos os dias à sua casa, para que esta lhe emprestasse um livro, o qual queria muito…
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Em um de seus belíssimos contos, Clarisse Lispector tratou da felicidade, mas não de um modo geral e sim da felicidade clandestina. Uma garota, após ser vítima da maldade de outra que a fazia ir todos os dias à sua casa, para que esta lhe emprestasse um livro, o qual queria muito ler, finalmente, após dias e dias de expectativa, consegue o tal. Mas ela não começou a lê-lo imediatamente; "fingia que não o tinha, só pra depois ter o susto de o ter." E ela criava várias situações para que "esquecesse" de que o possuía, e, com isso, tinha a toda hora aquela felicidade de encontrá-lo ao acaso; perdê-lo, esquecê-lo, reencontrá-lo. E essa é a maior de todas as felicidades, aquela que vem aos poucos, quando se finge ter perdido, ou esquecido, somente pelo prazer do eterno reencontro.