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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

Escrevemos a dor, a dor que escondemos. Perdemos e talvez queiramos esquecer. Sentada ao computador numa noite fria.
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Escrevemos a dor, a dor que escondemos. Perdemos e talvez queiramos esquecer. Sentada ao computador numa noite fria. Já não sinto os dedos que teimam em escrever. Estou gelada e triste, é noite lá fora, a solidão é completa. Odeio, odeio a noite, ela põe-me doente. Vagueio pela casa, à procura não sei bem do quê? Sinto o meu coração a congelar com o frio. Frio das palavras que escrevo, que não consigo ouvir. Procuro no meu baú de recordação. Aquele que fechei a sete chaves algo que me fizesse rir. E não encontrei nada, nada. Fiz uma retrospectiva da minha vida. Não gostei do que senti e vi. Senti dor e dor, Mas lá continuei a remexer nas recordações. Elas são tantas, são um misto de emoções fortes. Lágrimas, lágrimas de amor e de saudade. As crianças crescem tão depressa, Talvez depressa demais. E eu envelheço como qualquer mortal. Das lágrimas da saudade, passei para o sorriso rasgado. Pelos bons momentos, retratados nas fotos. Na praia com as crianças, nas férias que fizemos. Dos velhos tempos que deixaram tantas recordações. Cheguei ao fundo do baú, já vivi tanto, já chorei tanto, já sorri. Já abracei, já amei, sou uma vencedora apesar de tudo. Eu ainda estou aqui, pronta para novas batalhas. Tranquei novamente o baú de recordações, Ele vale mais que ouro. As palavras que eu escrevo, essas levam-nas o vento As recordações não!.

Somos metade um do outro Não vivemos um sem o outro... Tu sabes tudo da minha vida, da minha alma
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Somos metade um do outro Não vivemos um sem o outro... Tu sabes tudo da minha vida, da minha alma Da minha solidão, sou transparente. Não consigo esconder nada de ti Tu vês a minha aura quando estou no escuro. Na minha própria escuridão Fechada nos meus pensamentos No meu mundo. Tu vives no meu pensamento constantemente... E nas mais variadas formas. Quando me fecho na minha solidão Eu falo contigo, são é palavras silenciosas. Que me fazem bem falar no silencio em alguns.... Momentos e circunstanciadas A tua presença enche o meu vazio e eu encontro-te sempre... Sempre no eco dos meus passos. Sigo os trilhos que um dia gravaste.... O teu nome na minha alma No meu corpo. Procuro-te nos versos que escrevo, nos poemas Na saudade, no amor. O que sentimos um pelo outro, é uma ligação muito forte Difícil de romper. Neles encontro-te na doçura do perfume das rosas Nas horas incertas. Incertas em que perco-me de mim e perdendo-me, Encontras-me e eu encontro-te. Estás comigo no por do sol, da manhã que nasce Na noite que adormece. Na primavera, no verão, no inverno, no outono Na chuva, no frio, no calor. Na tempestade do mar onde lutamos.... gritamos na areia com as ondas da saudade. Sentimos a revolta dos sentidos furiosos de uma paixão A nossa, a nossa meu amor!!!

Abraça-me como uma concha... Fresca da manhã..... Entre os meus devaneios....
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Abraça-me como uma concha... Fresca da manhã..... Entre os meus devaneios.... Quero sentir o vento que traz o aroma da tua pele.... Despir-te com o orvalho.....da manhã.... Entre o céu.....os mares e ondas.... Paixão feita em explosão .. Devaneios..... De loucos medos.... Veste o meu corpo de ti...... Sentido dos sentidos... Dos teus braços.... Que desamarraram em mim ate a eternidade.... Onde leio-te....leio-te E volto a ler... Sem cansar-me.....em silêncio.!

Plagiamos, uma saudade que dói sem sensatez. Plagiamos, sem ferir por ser uma dor sem medida. Plagiamos, as portas fechadas com sete chaves.
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Plagiamos, uma saudade que dói sem sensatez. Plagiamos, sem ferir por ser uma dor sem medida. Plagiamos, as portas fechadas com sete chaves. Plagiamos, os delírios pendurados ao pescoço. Plagiar, é morrer de sede ao pé da fonte. Onde a carcaça seca sem alimento. Plagiamos, as garras e o uivo de um lobo. Plagiamos, a água que queima como fogo. Onde, anda o escorpião com o seu veneno. Na poeira sem perdão, desta nossa escuridão. Feita em desatinos camuflados de malvadez. Plagiamos, a dor, a vida, o amor.... Que não nos pertence.!!

Entras No nosso quarto com o teu perfume. Aroma forte que eu tanto gosto.
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Entras No nosso quarto com o teu perfume. Aroma forte que eu tanto gosto. Entras como se entrasses no mar. Fecho os olhos esqueço tudo. Entrego-me nos teus braços. Lanças-te com se fosses contra as ondas. Contra as ondas do mar. Perfumadas, adormecidas, salgadas. Roubados no tempo dos cortejos, dos sorrisos Tempo florido, vestido de fogo. Nas pálpebras sem esforço , sem cansaço. Primavera silenciosa na alma, no corpo Melodia encantada de gemidos. Nas noites de lua, de sol, rastro dos teus passos. Abraços quentes, sentidos, poéticos. Entras no nosso com a saudade e a liberdade. De amar com paixão, derrubando a solidão!

Navego pelas margens Pelas margens da memória Sinto-me perdida
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Navego pelas margens Pelas margens da memória Sinto-me perdida Por favor Não me deixem só Sozinha Nos momentos de solidão Onde rasgo as águas do tempo Como as gaivotas... No horizonte Carregando toda a tristeza deste mundo O silêncio faz-se tão doce Que o mar solta-se nos nossos olhos Adormecendo a dor do coração As estrelas despertam a solidão Amor abraça-me Abraça-me para sentir a emoção Neste mar de águas profundas Como um barco à deriva Cheio de saudade que maltrata Maltrata esta dor agarrada ao corpo Que veste de negro esta ingrata alma Poesia triste, feita em poemas Na multidão, desta minha triste solidão!

Vivemos uma história de amor Onde os cães ladram e a caravana passa. Eu não gosto e nem preciso importar-me com
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Vivemos uma história de amor Onde os cães ladram e a caravana passa. Eu não gosto e nem preciso importar-me com o que os outros pensam a meu respeito. Nem responder a quem me ofende Estranho este nosso desencontro que acabou sem começar. As feridas, embora estejam fechadas, cicatrizadas, podem sangrar sem serem vistas. O homem que eu amo é a parte. A parte de mim mais bonita e talvez a mais poética. Embriagou-me com o seu beijo Como um vinho doce numa taça alegre e deslumbrante. Tentado imaginar tantos segredos tantos sussurros na madrugada quente como o nosso coração. Senti a maciez dos teus dedos na minha pele, pele arrepiada. Cheia de desejo nesta manhã. Orvalhada de esperança, de sonhos simples, de brincadeiras. Somos um casal bem apaixonado. Sempre abraçados, agarrados à loucura. No nosso, só nosso, quarto feito de sonhos e fantasias!

Sou mulher... Esqueço as ilusões do outono Aconchego-me nos teus braços...
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Sou mulher... Esqueço as ilusões do outono Aconchego-me nos teus braços... Esqueço o frio que sinto nas noites E nas madrugadas onde desenho os meus sorrisos Desprendo-me dos grilhões que me secam o sonho Sou mulher... Não grito e nem choro no inverno Afasto-me do abismo que me chama... Não bebo este veneno servido no cálice de absinto... Rompo as amarras que me prendem, voo em liberdade Não deixo que a vida me prenda e amordace-me a vontade. Sou mulher... Dispo-me das vestes negras e tristes da estação Não guardo as flores murchas ou as pétalas Adormeço na noite soltando um gemido de amor Rasgo o silêncio que me sufoca desta solidão Entrego-me ao teu beijo ardente na alvorada..!!

Sempre ouvi dizer..... Que os amantes e apreciadores do vinho .... Serão castigados e atirados no fogo do inferno......
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Sempre ouvi dizer..... Que os amantes e apreciadores do vinho .... Serão castigados e atirados no fogo do inferno...... O Vinho dos Mortos....dos vivos..... Vinho em garrafas enterrado nas.... Escuras e talvez esquecidas adegas... Néctar dos deuses deste novo paladar..... História das garrafas enterradas..... começou durante as invasões napoleônicas.... Não choreis o vinho dos que já partiram... Não chorarei os mortos já esquecidos Na escuridão das suas sepulturas ou jazigos.... Onde cresce à solta, as ervas daninhas... Sobre os corpos adormecidos que agonizam de dor... Que precisam de encontrar a paz ....o caminho.... almas sofridas.....perdidas na funda escuridão...... E quando o sol....dos tristes esquecer os vencidos... Reze e medite orações......calmas......puras e profundas..... Para todos aqueles que vivem....mudos e esquecidos... No final meus amigos.....viva Portugal.... Bebei o vinho dos mortos....em memória de todos os vivos.... Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno..... Talvez o paraíso deva estar vazio.....não.!!!.

Subo o pano do palco. Sem público, sem palmas. Sarcástica da minha própria derrota.
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Subo o pano do palco. Sem público, sem palmas. Sarcástica da minha própria derrota. Acordo sozinha com os olhos e as pálpebras cerzidas. Nas madrugadas e nas manhãs de trovoadas. Tempestades em que se ocultam os morcegos. Os escorpiões cheios de veneno, sem luz da vida. Ânsias, mágoas embrulhadas em pele de cobra falsificada. Subo o pano do palco, sem público, sem palmas, sem nada!!

Meu amor visita-me. Visita-me enquanto eu não envelhecer. Surpreende-me com palavras.
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Meu amor visita-me. Visita-me enquanto eu não envelhecer. Surpreende-me com palavras. Cheias de amor e carinho. Das varandas cheias de malvas floridas. Noites povoadas de flores. Meu amor vem. Vem ver-me. Antes que as brumas contaminem. O vulcão e a lava do desejo. Onde os espelhos despertem em mim. O grito forte de viver. E da paixão. Perco-te no sono e nos teus braços. Sonho. Sonho contigo perto do meu coração. Que não sabe como tocar-te. Meu amor vem visita-me. Visita-me enquanto eu não envelheço.!

Mais leve que uma folha. Mais rápido que o vento. O pensamento vaguei no infinito.
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Mais leve que uma folha. Mais rápido que o vento. O pensamento vaguei no infinito. Que bom acabas de chegar. Para iluminares a minha vida. Iluminas até o meu pensamento. Mergulho nos teus carinhos. Pensamentos profundos... Quando acaricias-me com as tuas mãos. Fico sempre sem saber onde ir. Estou contigo ao vento, ao relento. Mais leve que uma folha, mais rápido que o vento. O pensamento vaguei no infinito!

Com medo de adormecer Ou talvez acordar. Parti de mim para me salvar.
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Com medo de adormecer Ou talvez acordar. Parti de mim para me salvar. Deixei para trás as janelas abertas. Dentro da ternura de um voo. Do teu deserto percorro um tempo. Um tempo feito de um relógio. De um abraço infinito De um amor…de um olhar Onde brota o sentimento. Sentimento que invade a alma. Contemplando o desejo de perder-me num sonho. A essência que aquece o coração. Escuto a música com a chegada das ondas. Misterioso afeto que mantém-me viva Com medo de adormecer...ou talvez acordar Parti à tua procura, numa noite fria e escura Deixando as janelas abertas para tu entrares.!!!

Da essência perder-se o perfume. Aroma que se enrola no ar Corpo desprendido do sabor
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Da essência perder-se o perfume. Aroma que se enrola no ar Corpo desprendido do sabor Lábios soltos, Vento da minha alma Transforma-se num espaço vazio da noite. Transporto o olhar do mar Entre as lágrimas salgadas Revoltas de emoções Silêncio das letras Palavras feitas em melodia suave Frases que crescem Neste encontro onde os corpos fundem-se Fundem-se em almas nos céus escuros Num abraço apertado e eterno!

Quarto quente Cortina velha ao vento. Quarto de tábuas corridas.
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Quarto quente Cortina velha ao vento. Quarto de tábuas corridas. Pedaço de um longo pano. Resiste a paixão na madrugada. Revelando-me os contornos do teu rosto. Da nossa noite de amor. Perde-se nas horas, nos dias. Terno abraço de carinhos e beijos. Perpétuo entrelaçar de corpos. Sonhos fiéis dos nossos dias. Quarto de tábuas corridas. Janelas com as cortinas soltas ao vento.!

Talvez sim, talvez não! Vou talvez envelhecer triste. Solitário(a) e abandonado(a).
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Talvez sim, talvez não! Vou talvez envelhecer triste. Solitário(a) e abandonado(a). Envelheço num pais cheio de sol, rodeado pelo mar. Vou envelhecer precocemente, sem dinheiro. Para os remédios comprar. Envelheço como um livro rasgado. Velho(a) esquecido(a) e guardado. Vou envelhecer, num país acidentado. Onde tudo que é velho, deitado fora será. Vou envelhecer neste inferno, nesta estação. Seja ela outono, inverno, primavera ou verão. Vou envelhecer , antes da hora marcada. Sem destino, sem hora, seja dia ou noite. Vou envelhecer e só para não morrer à fome. Vou ter que ser ladrão, vigarista ou aldrabão. E meus amigos, talvez tenha de mudar de nome. Embora eu não tenha dinheiro para a luz, água e gás pagar. Emigrar talvez seja o remédio, para pagar ao banco a casa que estou a morar. Envelheço num país, muito mal governado por ladrões e abutres esfomeados. Envelhecemos e vivemos todos neste inferno, neste lindo Portugal. Envelhecemos com sol, mar e boa comida, com os santos populares Sejamos velhos ou novos envelhecemos de certeza, neste pais acidentado e doente!

No calor dos teus braços meu amor Quero e queria...viver e sonhar Onde navega a minha ousadia
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No calor dos teus braços meu amor Quero e queria...viver e sonhar Onde navega a minha ousadia Deixando o meu corpo a arder Na loucura desta paixão assolapada Queima-nos os sentidos na lareira Arranjamos uma maneira de viver Viver todos os sonhos perdidos Perdidos com contigo meu amor Nessa fogueira dos nossos carinhos Escuta o mar junto ao meu coração No calor dos teus braços, meu amor Quero e queria viver, sonhar e amar!

Quero um amor. Um amor verdadeiro. Que toque na minha alma.
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Quero um amor. Um amor verdadeiro. Que toque na minha alma. Que entre pelos meus olhos. Invada todos os meus sonhos. Quero meu amor que possuas o meu coração. Por inteiro O meu corpo A minha alma Quero sentir os teus braços fortes. Longos Envolvendo o meu abraço. Os teus lábios mudos. Calando o meu silêncio. Fazendo dos meus desejos. Breves os segundos de êxtase. Quero um amor. Um amor verdadeiro. Invada todos os meus sonhos Possuindo o meu coração por inteiro O meu corpo, a minha alma. Em direção ao paraíso!

A poesia é mágica.....é feita de prece.... Oração em comunhão.. Onde a estrada abre-se à sua frente.....
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A poesia é mágica.....é feita de prece.... Oração em comunhão.. Onde a estrada abre-se à sua frente..... O vento sopra levemente nas suas costas..... O sol brilha morno.... e suaviza a sua face.... Onde a chuva cai de mansinho nos campos..... Eu sei que é mais fácil desistir..... Mas é no silêncio que a magia tem força .... Recita-se esta prece.... Até que nos encontremos..... Que Deus nos guarde nas suas mãos! Rezemos sem raiva.....sem ódio ou rancor... Que a nossa prece a Deus hoje seja simples... Onde nenhuma lágrima seja de dor.... Nenhum coração sinta a solidão...... Que Deus preencha o vazio da nossa alma com o seu amor! Onde cada noite escura....existe um amanhecer.... Que perdure sempre a poesia, feita em prece e oração.!!