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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

Porquê? Porquê escrever, com dor na alma? Se eu gosto de escrever poemas.
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Porquê? Porquê escrever, com dor na alma? Se eu gosto de escrever poemas. São como filhos acabados de parir. Porquê andar por caminhos de pedras? Se o meu chão é feito dos teus carinhos e ternura. Porque é que eu ando a chorar pelos cantos? Se apetece-me cantarolar, quando tu olhas para mim. Porquê gritar aos sete ventos, todos os meus desejos? Se eu oiço os murmúrios dos teus beijos. Porque é que ando a fugir dos teus braços.... Com medo de sofrer? Se posso sentir o teu desejo a deslizar no meu ser. Porque é que ando a morrer por dentro de dor e solidão? Se digo-te com loucura e com desejo..... Amo-te meu amor "com prazer"!

Rosmaninho doce perfumado onde canta uma alma doce uma sinfonia nunca tocada e talvez nunca escrita.
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Rosmaninho doce perfumado onde canta uma alma doce uma sinfonia nunca tocada e talvez nunca escrita. Rosmaninho doce perfumado onde perfuma um corpo de desejo nas noites escuras, escritas em rimas. Rosmaninho doce perfumado vinho da loucura, néctar dos deuses encantada moura deixada ao relento. Rosmaninho doce perfumado pedaços de dor, migalhas de amor esquecidas no tempo, talvez no momento. Rosmaninho doce perfumado poemas doces, levados pelo vento banho perfumado, do nosso deserto.!

A morte afaga todos os meus sentidos. Neste meu corpo frágil e gelado. Voa a minha alma num papagaio de papel.
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A morte afaga todos os meus sentidos. Neste meu corpo frágil e gelado. Voa a minha alma num papagaio de papel. Por este céu brilhante, onde queima o sol. Areia branca ou talvez vulcânica. De pedras grandes e pequenas onde ferem os pés. Pés descalços à beira do mar Deixamos as mágoas, as dores do corpo Onde a morte afaga os pensamentos. Frágeis, soltos e débeis Deste meu corpo já tão frágil e gelado!

O cadeado da minha alma está fechado. Fechado à chave, deitei fora a chave. Para um poço, um poço profundo!
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O cadeado da minha alma está fechado. Fechado à chave, deitei fora a chave. Para um poço, um poço profundo! O cadeado do meu coração está fechado. Perdi a chave na areia branca e quente... Da praia e não quero encontrá-la! O cadeado do meu corpo está fechado. Entreguei a chave ao meu amor. Onde ele guardou-a junto ao seu coração!

Noites dolorosas! Há noites muito difíceis, onde rezamos, rezamos e pedimos o sono. Mas ele simplesmente não aparece, tornando a noite dolorosa.
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Noites dolorosas! Há noites muito difíceis, onde rezamos, rezamos e pedimos o sono. Mas ele simplesmente não aparece, tornando a noite dolorosa. Quero dormir ou não me apetece dormir, só quero sair para a rua. Andar, andar sem destino, embrenhar-me no nevoeiro desta noite. E chorar, chorar sentindo os ramos das árvores, a vergarem o meu corpo. Triste, entristecido no orvalho da madrugada, que está a chegar. No jardim sinto os espinhos, a penetrarem a minha alma já em chaga. A lua, minha companheira das noites compridas e longas desapareceu. Abandonou-me nesta noite já tão dolorosa, é só escuridão profunda dentro do meu ser. O som do rio, é agora medonho, a corrente é forte, vejo o meu rosto refletido nas suas águas. Onde as minhas lágrimas são gotas negras, nesta noite sem sono, sombra do que fui. Do que sou lentamente afogada nesta noite de espinhos, onde rasgam a minha alma sem sono!

Escrevo Com a pena no teu corpo Fazendo
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Escrevo Com a pena no teu corpo Fazendo Dele o meu caderno de poesia Escrevo com tinta da china Tatuando os beijos da tua boca Ouve o meu coração Deixa o mundo cair Ama-me Mergulha no meu corpo Beija a minha alma Rapta-me Consume-me até à exaustão. Quero-te como um lobo que uiva Que quer matar a sede. Quebra as amarras Deixa-me sem pensar Sem ouvir Sem falar Rodeados de velas De luz. Despidos de pudor Escrevo-te e tatuo o teu corpo!

Primavera (1984). Chegaste sem avisar amor, numa manhã de primavera. Aos poucos e poucos, invadiste o meu coração.
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Primavera (1984). Chegaste sem avisar amor, numa manhã de primavera. Aos poucos e poucos, invadiste o meu coração. Ocupaste um lugar na minha mente, no meu pensamento. Na minha alma, no meu corpo, na minha vida. Afinal quem te deu permissão para invadir. Invadir todo o meu ser. Sem pressa tu foste-te instalando, aninhando-te no meu colo. Hoje percebo que gosto da tua presença. Dou por mim a pensar em ti, no teu sorriso. No teu rosto doce, como é bom o sabor das lembranças de ti. Pensar em ti é como sentir um perfume, que nos traz boas recordações. No compasso dos sentimentos, dos pensamentos doces. Gosto de fechar os olhos e visualizar o teu rosto, o teu sorriso. Embalar o delírio, o desejo, sinto saudade dos teus beijos. Dos teus abraços, dos teus carinhos, do calor da tua pele. Ouço a tua voz a sussurrar no meu ouvido, as palavras doces. Abro os olhos e tu estás aqui meu amor!

Rosmaninho da saudade. Quando eu morrer meu amor.. Quero a minha campa cheia de rosmaninho
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Rosmaninho da saudade. Quando eu morrer meu amor.. Quero a minha campa cheia de rosmaninho Para que te lembres do meu corpo perfumado. Quando eu morrer meu amor... Planta-me aos meus pés, camélias de todas as cores. Para não te esqueceres dos filhos, que eu pari com amor. Quando eu morrer meu amor... Planta-me um roseira de rosas vermelhas. Para recordares o amor e o desejo que senti por ti. Quando eu morrer meu amor... Canta muito, chora o que tiveres de chorar. Mas nunca te esqueças de viver, de sorrir e de amar. E nunca culpes Deus por me ter levado!

Observo a chuva miudinha. Que escorre, cai dos meus olhos. Lágrimas de dor, de alegria, de amor.
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Observo a chuva miudinha. Que escorre, cai dos meus olhos. Lágrimas de dor, de alegria, de amor. As gotas tecem as palavras que a minha alma sente. Tecem e sente espontaneamente. Embalo as letras, embalo as palavras. Embalo a minha dor Tentando compor versos ou talvez poemas. Poemas tantas vezes ausentes de mim. Ausentes do meu corpo Palavras onde resmungam na minha boca. Há dias que as palavras escorrem. Escorrem para o papel. Escritas num telhado de telhas de barro Escrita de sonhos em forma de rimas. Tantas vezes a inspiração adormece. Adormecemos num sono leve. E as letras descansam no papel. Talvez queiram ser apenas observadas. Ou apreciadas no pensamento. Do nosso silêncio!

Na alvorada Dos meus olhos Um dia tu serás madrugada.
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Na alvorada Dos meus olhos Um dia tu serás madrugada. Orvalhada de amor. Orvalhado de desejo. Do teu corpo e do meu... Estará sempre cheio de poesia. Serás mar... Mar sem maresia. Da boca que dá-me beijos. Que aquece o meu coração. Enche a minha alma. De amor És tu o meu rei e senhor Serás sempre. Deste meu corpo. Deste castelo... Feito em fortaleza. Sem amargura. Sem dor. Deste meu jardim florido. Onde nasce a tua flor. Que só quer o teu amor.!

Plagiamos o amor que sentimos Plagiamos o medo que temos Plagiamos toda a dor que existe em nós
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Plagiamos o amor que sentimos Plagiamos o medo que temos Plagiamos toda a dor que existe em nós Plagiamos a solidão na noite escura e sombria Plagiamos a nossa pele na areia quente da praia Plagiamos o corpo em cirurgias perversas Plagiamos o sangue que corre nas nossas veias Plagiamos o cabelo dando-lhe outra cor Plagiamos a nossa vida com medo dos outros Plagiamos o trabalho que muitas vezes odiamos Plagiamos por maldade ou por uma simples vontade Plagiamos por tudo e por nada, por nada e por tudo!!

Tenho Tenho uma necessidade absurda de escrever. Sobre tudo o que sinto, sobre tudo o que me incomoda.
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Tenho Tenho uma necessidade absurda de escrever. Sobre tudo o que sinto, sobre tudo o que me incomoda. Ao principio os meus textos, muitas vezes não saiam dos rascunhos. Talvez por medo ou talvez porque achar que não eram bons. Para partilhar ou ler. Depois o medo foi ganhando coragem. Dou graças a Deus por ter-me dado asas. A realidade é que os meus textos ou rascunhos... Estão cheios de tudo que vai cá dentro. As minhas mágoas. Os medos As vitórias As derrotas As mágoas De que tenho sido protagonista. Os meus textos e poemas. São o meu cantinho. O meu abrigo. Sei que posso escrever. O meu maior critico é o meu marido, é nele que eu confio. Sinto-me segura no meu cantinho e no meu refúgio Posso escrever o que quiser, não ofendo ninguém Falo de mim, fico muito feliz que gostem do que escrevo "obrigado" !

Passeio contigo na praia, é noite de luar. Abri os meus braços, recebi-te com carinho. Com emoção, onde adormeci a minha alma.
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Passeio contigo na praia, é noite de luar. Abri os meus braços, recebi-te com carinho. Com emoção, onde adormeci a minha alma. Desci o vale encantado do teu corpo. Com o meu corpo a arder. Como arde a madeira seca numa fogueira. Eu só queria ver o mar e banhar-me nos teus braços. Para apagar este fogo, nas asas de um sonho lindo. Vi-te delirante e nele semeei toda a minha ternura. Os teus olhos eram ondas bravas feitas de loucura. Rasgas-te as seivas da minha ousadia. Extravasaste os mares de mim. Cortaste todas as amarras E incendiaste o vale dos meus desejos.!

"ESCRITOS DESENCONTRADOS" O nosso limite ultrapassou A fronteira do visível ao invisível
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"ESCRITOS DESENCONTRADOS" O nosso limite ultrapassou A fronteira do visível ao invisível Perder o tempo, perder a paz Fugir para trás, sem pensamento Num contratempo, sem ser capaz Enfurecendo-me assim a minha própria alma Perder a vida, já que nada me satisfaz Até de joelhos, supliquei a Deus, aos anjos Esvaziei-me por dentro, dum só lamento Foge-me o momento, já nada me apraz Perdida ferida, sem um caminho a percorrer Envenenada, amordaçada por tão grande amor Onde os versos escritos paridos, são lágrimas de dor Sem palavras para escrever, linhas para corrigir Um ar amargo de desilusão, talvez seja só decepção Tornei-me um cativeiro de um amor impossível Como uma flor perdida no quente deserto do Saara Entre secas, tempestades irei sobreviver às palavras Destino meu, onde a minha dor envenenou os versos Escritos paridos que estou a perder, sem letras para escrever.

"MEU MENINO JESUS" Dá-me meu menino Jesus Paciência com o meu semelhante
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"MEU MENINO JESUS" Dá-me meu menino Jesus Paciência com o meu semelhante Dá-me meu menino Jesus Um abraço que tire toda a dor Dá-me meu menino Jesus Ser a mão estendida para tirar a fome Dá-me meu menino Jesus Que possa ser o sorriso da tristeza Dá-me meu menino Jesus A fé de tantos que não a têm e querem Dá-me meu menino Jesus Ficar muda sobre as atitudes pré concebidas Dá-me meu menino Jesus O silêncio para sentir e escutar o que me falta Dá-me meu menino Jesus A paciência que me falta a mim mesma Dá-me meu menino Jesus Residir perto do teu coração inocente Dá-me meu menino Jesus A sensibilidade de acreditar nas pessoas Dá-me meu menino Jesus Aprendizagem para reacreditar neste mundo materialista.

"LINHAS DE FLORES" Lendo, relendo as linhas que escrevi Das palavras que foram traduzidas
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"LINHAS DE FLORES" Lendo, relendo as linhas que escrevi Das palavras que foram traduzidas Em sentimentos tão intensos Que transformaram-se em amor Na leitura das linhas retratadas Em sinceridade, lágrimas que descem Nas linhas escritas, lidas, desprezadas Cicatrizes de felicidade nos meus olhos Lapidei os meus caminhos em belas paisagens Onde sobrevivi as minhas próprias dores Podei com paixão as flores no meu jardim Para colher nele o mais belo perfume Lendo, relendo as linhas que escrevi Onde as palavras transformaram-se em amor.

MENDIGO Dorme agasalhado Um vulto numa saca de sal
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MENDIGO Dorme agasalhado Um vulto numa saca de sal Alegria ao espelho, lerdo pano Salgada doce, carne velha Aperto a mão ao mar dando-lhe o bom dia Ele manda as suas ondas de maresia Palavras que brilham Adormecem na mentira De quem tem ou tinha pernas curtas O silêncio do barracão perturba os ouvidos Sons adaptados calmos da rua. Estranha escuridão que permanecia calada. Caminha entre os passos baralhados Tenta silenciar os pensamentos que gritam congelados.

"SEARA DOCE" Sonhos desfeitos feitos prisioneiros Amarguradas mágoas que ceifam vidas
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"SEARA DOCE" Sonhos desfeitos feitos prisioneiros Amarguradas mágoas que ceifam vidas Mergulhos na escuridão que o vento levou Em grãos de areia que repousam no silêncio Vida coberta de esplendor da anunciada morte Onde a alma renascia de humilde transparência Vidas feitas de esperança, que correm de águas cristalinas Num mundo que se transforma num novo amanhecer. Seara verde pela planície, montanhas da nossa vida Sementes caídas em terra fértil, regadas de amor!

"UM SÓ CAMINHO" Um só caminho de uma alma doente Dum receio tantas vezes prematuro
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"UM SÓ CAMINHO" Um só caminho de uma alma doente Dum receio tantas vezes prematuro Caminhante sereno, rosto marcado Pelo sofrimento da vida, tão vivida Madrugada orvalhada de sonhos cruéis Embebido nas arestas do futuro Com medo das saudades do presente Desta dor que em vão procura Onde cobre o coração dum escuro véu Alma de luz desgrenhada Caminho de uma jornada Amiga aurora da manhã, eu te saúdo Neste caminho de fragas, giestas, estevas Desçamos o monte, a serra juntos Bebamos juntos o vinho doce de morangueiro Com um travo suave a alecrim Espinho encontrado de escombros Onde encontro-te no caminho, tão só, tão sozinho Repartamos os dois o mesmo vinho Amargo da nossa jornada Taberna escura cheia de amargura Secura na alma, no corpo doente Prematuras sombras, frias e cruéis Calvário onde choramos o mesmo pranto Das saudades, já esquecidas, perdidas Caminhante sereno, rosto marcado Pelo sofrimento da vida, num só caminho Embebecido nas arestas do presente sem futuro.

"AME E SEJA AMADO" Ame o próximo momento Ame o sorriso que lhe for dado
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"AME E SEJA AMADO" Ame o próximo momento Ame o sorriso que lhe for dado Ame a atitude demonstrada Ame o abraço oferecido Ame o tempo, o presente que lhe é dado Apenas ame, ame para amar e ser amado Afinal como é maravilhoso começar e chegar ao fim do dia Agradecendo a Deus, pela vida Que ele tão generosamente nos concedeu Tenham todos um bom dia Um final de tarde e um anoitecer maravilhoso. Fiquem com Deus meus amigos.

"PROCURO-TE" Procuro-te e busco-te Nas fragas do caminho
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"PROCURO-TE" Procuro-te e busco-te Nas fragas do caminho Pelos vidros da janela Em cada nascer do sol E não consigo encontrar-te. Procuro-te e busco-te Nos seixos da rua Nas brechas da porta Nos grãos de areia. E não consigo encontrar-te. Procuro-te e busco-te No brilho das folhas à chuva No nevoeiro estampado na serra Nos espelhos do orvalho E não consigo encontrar-te. Procuro-te e busco-te Na tempestade dos ventos Nas nuvens altas e azuis No escuro da noite. E não te encontro, mas tu revelas-te!