À NOITE QUANDO A LUA...
À noite quando a lua convidou-me para escrever
Pensei em escrever um poema só para ti;
Mas só sentia solidão……
Uma dor dentro do peito
Como uma faca afiada, espetada no coração
Rabisquei, apaguei, rasguei, rescrevi
Não é nada fácil escrever para ti
Amo-te tanto que já mais amarei assim mais alguém
Com uma saudade, vontade doida de te ver
Os teus olhos quando se cruzam com os meus.
São os meus poemas já escritos
Os dedos das tuas mãos entrelaçadas nas minhas
São os versos que faço a pensar em ti;
Esta saudade…..
Esta dor no peito, esta ausência de ti em mim
É à noite quando a lua convida-me para escrever
Da certeza que tenho…
Que preciso escrever tudo o que sinto por ti!
DESATEI TODAS AS PALAVRAS
Desatei todas as palavras e deitei-as a voar
---------------Fugiram para as estrelas na palidez da lua.
Lamentos de um coração ferido, partido.
-------------------Carrego nos ombros, os filhos que eu pari
Flores abrir, no orvalho quente da manhã
--------É nas tintas que escrevo que mergulho e esqueço
Folha branca escrita em que meto-me e liberto-me!
-------------É nas palavras que navego no silêncio da noite
Luto contra os uivos e gemidos do vento
------------------Tintas de um poema de letras magníficas
Onde eu encontro-me e perco-me no tempo !!
SILÊNCIO
Hoje quero estar em silêncio.
Simplesmente eu.....
Faz já tanto tempo que não converso....
Com a minha alma, com o meu coração
Com Deus.....
Hoje preciso de silêncio....
De recolhimento....
De paz....
De quietude....
Hoje quero ignorar o mundo lá fora....
Que chama-me aos gritos.....
Que me exige.....
Hoje só quero um momento para estar silêncio
para pensar....
refletir.......
rezar..
meditar....
Ter um tempo só meu...
Hoje não quero falar...só eu e Deus, no silêncio.!!
CARPIR E RESIGNAR
São quase duas e meia da manhã! O sono tarda a chegar.
Nem o cansaço vence-me, nem a quietude derruba-me.
Noites mal dormidas, enquanto espero a madrugada.
Raiar do sol com este sono quase perdido.
A insaciável sede de escrever não disfarça o meu silêncio
Faltam-me todas as coisas que não vivemos esta noite...
O beijo que não te roubei...
Quase sinto-te aqui nos meus braços, a ver nascer um novo dia.
É claro que o poeta é um fingidor capaz de fingir
até a sua própria dor.
Talvez eu seja um poeta fingidor, ou talvez não seja.
A única certeza é o meu amor por ti.
As saudades transformam-se em frases, poemas, versos soltos.
Cada letra que escrevo é uma lágrima que escorre pela minha face.
Nem sei se são lágrimas minhas ou tuas;
palavras de esperança que perderam-se
Sei que gostas muito de ler-me como eu gosto de escrever-te.
Eu sei e tu também sabes que a saudade aperta
quanto mais nos afastamos
Das coisas que temos vivido e das que ainda não vivemos.
Das viagens feitas em silêncio que preenchem o nosso pensamento.
Lágrimas que choro quando não posso dar às crianças tudo que eu tive em miúda. Das nossas de dificuldades que são tantas!
Às vezes penso que Deus
só devia dar filhos aos ricos e não aos pobres.
Da raiva que sinto
Ao longo destes anos todos; estou cansada de inventar soluções
Espero um milagre mas nem a ferros ele vem; é só problemas!
O dinheiro nunca chega; as crianças estão a crescer e é cada vez mais difícil educá-las. Os tempos são outros, não são como eram antigamente.
O sorriso das crianças é contagiante e reconforta-nos; vemos a sorte que temos. Não sou valente, jamais serei invencível;
choro, grito de dor muitas vezes ao vento
Na tempestade do tempo; que não desistem de me carpir as mágoas
Já começo a resignar; não gosto muito confesso.
Mas enquanto o silêncio meditar nas agruras da minha vida
continuarão a escorrer-me as lágrimas feitas de palavras soltas em cada poema, verso ou frase que escrevo,
nestas noites da minha solidão em que tu estás ao meu lado.!!!
BEIJA-ME O OLHAR
Beija-me o olhar com a esperança
Nos meus passos cansados de um caminho
Sobre os seixos das fragas nas estradas
Rosto inquieto que afaga os meus medos
Silencia-me o grito de um beijo quente
Fazendo estremecer esta solidão
Calando os silêncios de uma melodia de amor
Lanço no abismo do inferno, tudo que me faz mal
Cheia de dores e saudades sem remorsos
Só a lembrança de um doce amor cala-me os gritos.
Deste meu desejo sentido e talvez já perdido!
A VOZ DOS TEUS LÁBIOS
Verões inquietos, que não voltam mais.
Unidos pelas nossas bocas, coladas ao nosso rosto.
Respiramos toda a essência de uma paixão.
Não contida nos velhos livros
Onde deixam passar as palavras.
Os amores eternos, do crepúsculo dos olhares perdidos.
Olhos nos olhos fechados...
ao exterior a tudo que fluía à nossa volta.
Ser-te-ei sempre como um poema incompleto
Não por falta de palavras...
Mas apenas pelo receio de as pronunciar
No eco das árvores.
Mesmo quando ninguém me tem…
O teu coração enche a minha ausência.
Obrigado, por me amares assim…
Por ficares aqui, e me quereres sempre.
Lá fora as minhas lágrimas escureciam
A alma cor- de- rosa
Onde encostavas o teu rosto
Fixei-me na voz dos teus lábios.
Juntei os meus lábios aos teus, o teu sabor devorou-me.
Tirei-lhes a tua vida
Dei-lhes a minha meu amor, éramos um só
Posso não ser a primeira...
Nem a única, mas deixa-me ser a tua última flor.
Que os teus olhos veem, ao despedirem-se dos meus lábios.
Harpa em mim, melodias de sonho…
Perdi-me de mim e a tua boca iluminou-se.
Dela saíram as palavras que eu não quis encontrar…
Enquanto te sentia
Verões inquietos, que não voltam mais…
Do crepúsculo dos olhares perdidos!
Cala-te
Cala-te óh vento
Tira-me deste pesadelo
Que deixas-te nesta pobre alma
Entregue ao seu cruel destino poético
Amarfanhadas palavras no ventre amado
Magoa que destrói todos os gemidos de amor
Lírios brancos de dor no silêncio em cúpulas de ti
As vestes negras de seda soltam-se do corpo sofrido
Noites repletas do teu odor
Numa taça de sons compreendidos de amor
Cala-te óh vento que eu não quero
Ouvir os gemidos da tua dor em mim.!
A MINHA DOCE
A minha doce alma está sepultura
Esquecida...
Derrotada...
Aprisionada...
A solidão é tanta que a angústia parece sufocar-me
Sufocada numa mente vazia
Que grita para ninguém ouvir
Cativa por medos
Feridas abertas que tardam em fechar.
O desespero leva-te ao delírio
E o coração parece parar
As lágrimas que caem dos olhos
Queimam-te a face
Mas que fazer quando se perde o gosto pela vida?
Vou esperar ate a tempestade passar
Afinal isto não vai durar para sempre, vou acreditar
Que a minha alma vai voltar a sorrir!
A ALEGRIA NO MEU...
A alegria no meu peito transformou-se.
Com o fim do inverno.
Vesti-me de branco para esperar a primavera.
No meu peito florescia de amor
Perfumada em emoção
Onde as lágrimas transformam-se em sorrisos
As tristezas em alegrias
A solidão em companhia, o desespero em esperança...
No fim a saudade insiste….
Porque a vida e a dor resiste
Vagueia minha alma onde nasce uma lágrima
Porque meu amor……
A paixão resiste com o começo de cada estação!
livro -zelai-me óh morte 2014
"BRINCAR COM AS PALAVRAS"
Brincar com as palavras
Por caminhos sinuosos
Confusos os sonhos
Perdidos e achados
Trevas de luzes
Escondidos e difusos
Nas dores do amor
Os sentidos, os suores
As paixões nascem da esperança
Renascida de uma herança
Outrora perdida, agora encontrada
Palavras que confortam como um beijo
Delicado, contido, desejado
Profano pelos segredos escondidos
Agora despertos e acordados
Beijo que desnuda-se sem excessos
Pela crença mantida
Um corpo dormente, anestesiado.
Na força celestial, que une os astros, os corpos
Ao amor eterno de um poeta que viu a luz
Traduzem-se os sentimentos, que brincam com as palavras
Onde desnudam-se as letras suavemente.
2015
"OBRIGADO"
Obrigado por seres quem és
Obrigado por estares quando preciso
Obrigado por tomares conta de mim
Obrigado por tirares-me o medo
Obrigado por me encontrares
Obrigado por não me perder
Obrigada por me dares a mão
Obrigado por o teu abraço
Obrigada por saberes sossegar-me
Obrigado por me protegeres
Obrigado por me defenderes
Obrigado pelo amor que me tens
Obrigado pela tua dedicação
Obrigado por seres quem és em mim.
2015
DEUS
Quando nos tornamos felizes
Com a alegria dos outros
Mergulhamos bem fundo
Na procura de Deus
Encontramos as pérolas da sua presença.
Não sou exigente com a vida
Muito menos com nada
Só quero que Deus conserve a beleza
De uma sede de vida
De um vendaval de emoções
Na coisas mais simples e belas
Da minha, da tua, da nossa vida.
2015
"PRISÃO"
Ar contemplativo das feras presas
Passeiam mudos, os bandidos cativos
Em grades de algemas frias
Calcam e recalcam tudo em redor
Olhos frios, calculistas, mesquinhos, vorazes
Coração de ferro deitado ao mar
Alma triste resignada, cérebro mole
Corpo de um inútil deserto
Tatuagens no peito, no braço
Entre guerreiros e poetas
Olhos cansados, riso magoado
Mata-se a dor, a saudade invade o regresso
De novos trilhos, novos caminhos
Pés doridos, roxos de espinhos
Perde-se a imagem da auto estima
Morre-se na hora prometida
Apaga-se a luz na noite da vida
Cessa-se a ressaca das trevas
Chora-se o pesadelo em ruínas
Olhar apagado cansado de ver
Acorda-me depressa que eu não quero beber
O veneno que me dão doidamente
Como um verme doente e frio.
2015
"AMAR É BOM"
Como é bom
Amar e sentir-me amada
Como é bom
Poder acordar, nos teus braços
Onde me abrigo em ti
Como é bom
Protegeres-me de mim, em ti
Como é bom
Entregar-me a ti, sem reservas
Como é bom
Amar-te incondicionalmente
Como é bom
Poder acordar contigo
Com um beijo ensonado
Numa manhã nublada
Com a confiança na alma
No coração, na mente.
2015
"METADE DE MIM ÉS TU"
Sofro por não te ver, sofro se te perder
Palavras feitas de silêncios, esquecidas no sótão
Longe de perder os teus gestos, os teus afetos
Onde o sorriso embala a tua, a minha alma
Durante todos os segundos, minutos
Horas, dias, meses e anos
No silêncio da noite os nossos corpos
Estão sobre os lençóis amarrotados de linho
Noite de todos os segredos desvendados
Que o tempo despertou em versos solitários
Onde a felicidade vive agitada, sem tempo de recordações
Da fome das palavras que dizíamos no nosso silêncio
Olho-te, sinto o teu pulsar, és como um vulcão
Num laço apertado de desejo, de amor.
Porque metade de mim é amor e a outra metade és tu.
2015
"DO TEU CHEIRO "GOSTO "
Do teu cheiro gosto bastante
Quando me invades a alma
Fazes-me viajar para longe
Roubas os meus pensamentos
Leva-os para terras longínquas
Nunca me perguntas se eu quero
Levas-me simplesmente
Contigo ando de mãos dadas
As tuas folhas são linhas do meu coração
Que eu permito, preciso e procuro
Contigo levito, voo sem asas
As minhas mãos estão sedentas de ti
Página a página, de partes de nós
Amo sentir, contigo recomeço tantas vezes eu queira
Sonho contado, escrito em várias línguas
Em todos os idiomas pelos quatro cantos do mundo
Dimensões, realidades, sonhos de encantar
Incentiva os corações de várias gerações
Até os insensíveis, os durões choram
Riem, amam e sofrem
Do teu cheiro eu gosto muito
Sentem-se a germinar, a transformar
Dos velhos livros já lidos e relidos
E os novos à espera para serem lidos.
POETA
Quisera eu ser poeta
....Escreveria um verso
Para traduzir o meu amor
....Passaria por marés ventosos
Entraria nas tempestades da paixão
...Nas calmarias do amor
Quisera eu ser trovador
...Diria todas as palavras
Para traduzir o meu amor
.......Sem destino
Sem passado, sem futuro.
CAMINHO DO AMOR
O caminho é e será sempre Deus
Não carregue mágoas no seu coração
Pois ele foi feito para amar
Não prenda a sua alma às correntes das tentações
O seu corpo foi feito para fazer o bem
Deixe as preocupações de lado e seja feliz
A nossa liberdade começa quando obedecemos à alma
Senão, somos levados à nossa própria escravidão
Ajude os outros, porque o caminho para a felicidade
É o caminho da nossa sintonia com Deus
Derrube as limitações que o seu ego lhe impõe
Livre-se do egoísmo, liberte-se da maldade
Esqueça-se de si mesmo, pense mais nos outros
Ponha fim a esta cadeia de todas as preocupações
Embeba o seu coração, com tudo que o faz feliz
Cultive a alegria em dose máxima, na plenitude da vida
Afinal a alegria provém dentro de nós mesmos
No amor com os outros, que vibra nos nossos corações
Apesar de todos os sofrimentos e injustiças desta vida
Sejamos sempre alegres e quando a dor, a tristeza
Quiser encobrir o arco-íris do sol que há na sua vida
Peça a Deus a serenidade e a luz brilhará novamente.
É BOM
Como é bom poder acordar
Acordar bem disposta
Com um doce beijo ensonado
Mesmo num dia nublado
Como é bom acordar
Sentir a tua pele perfumada
Enrolada num abraço apertado
De um sorriso rasgado
Como é bom poder acordar
Acordar bem humorada
Mesmo num dia chuvoso
Com um doce beijo molhado
Enrolado num abraço carinhoso
De um sorriso rasgado
Como é bom poder acordar
Acordar bem humorada
Com um ensonado beijo profundo
Sem dissimulações ou cobranças
Enrolada num abraço apertado
Como é bom, um beijo simples molhado.
"HÁ UM CORAÇÃO"
Há um lugar em mim
De onde mais ninguém tem acesso
Há um sitio, onde não me ausento
Há um cantinho, que eu não saio
Há um sitio, que é intocável
Há um coração, onde eu não quero sair
Onde é tudo intocável
De onde mais ninguém tem acesso
Que não me ausento, de onde permaneço
Esse lugar és tu, meu amor
Há um lugar no teu sossego
Do nosso desassossego
Que nos teus braços, nos teus beijos
Que me transportam para longe
Para as tuas mãos perdidas em mim.
Num afago lento, numa paixão declarada
A minha pele é tua, a tua é minha.
"COMO LER É BOM"
Como é bom ler, sem fôlego
Com paixão, com amor, sem dor
As palavras, letras, lidas, escritas
São impacientes de vontades apressadas
Irrequietas, agitadas de quereres constantes
Apressadas, inquietantes que entram de rompante.
Constantes, determinadas de ideias arrumadas
Obstinadas, decididas, sabem bem onde encaixar.
Cismadas, apaixonadas sabem por que regras guiar
É bom ler o amor, a paixão através dos outros
Sem fôlego, talvez mesmo que nada aprendamos
Ó que eu duvido muito meus amigos.
"QUANTO TEMPO"
Há quanto tempo meu amor
Há quanto tempo que não me ouves
Há quanto tempo não me olhas nos olhos
Há quanto tempo não sentes a minha alma
Há quanto tempo que não me dás um abraço
Há quanto tempo não me dizes, gosto de ti
Há quanto tempo não sentes o meu abraço
Há quanto tempo não mostras que gostas de mim
Há quanto tempo não provas a minha boca
Há quanto tempo que não me prendes com as tuas mãos
Há quanto tempo não tenho o sabor dos teus lábios
Há quanto tempo não dizes que me amas
Há quanto tempo não ouves o bater do meu coração
Há quanto tempo somos dois, num só corpo, numa só alma.
SENHOR
Senhor, tu sabes que sou frágil.
Tão frágil, ao ponto de partir-me
Como uma simples porcelana
Quero curvar-me diante de ti com humildade.
Tu sabes que tudo em mim
São como os dias de tempestades
Guia os meus passos, pois os meus
Levam-me para as águas intermináveis dos mares
Orienta as minhas noites que são revoltas e tristes.
Sopra nos meus ouvidos uma prece
Refresca a minha pobre alma
Tu sabes que sou imperfeita e por vezes desatenta.
Humildemente agradeço-te e ajoelho-me
Bendito seja o teu amor por mim
Amém