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Frases de Isabel Morais Ribeiro Fonseca

3.189 frases

VIVER Oh morte, não venhas ter comigo... Nunca ninguém me falou de ti
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VIVER Oh morte, não venhas ter comigo... Nunca ninguém me falou de ti Nunca ninguém me disse quem tu eras Nunca ninguém me falou de que virias. Se virias no outono...no inverno... Na primavera...ou talvez no verão Por isso, oh morte, não passes ao meu lado Que eu ainda tenho muito, muito para viver!

" INVERNO " Ouve, ouve o silêncio do inverno meu amor Nas folhas molhadas da chuva já mortas no chão
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" INVERNO " Ouve, ouve o silêncio do inverno meu amor Nas folhas molhadas da chuva já mortas no chão Que escorregam pelas minhas mãos vazias Onde tu deixaste tatuado o teu nome na minha pele Palavras escritas no tempo, que ecoam no nosso momento Abraços silenciosos que deixamos no caminho em pedaços Meu amor rasga o meu corpo, neste inevitável passar do tempo Enche as páginas vazias do meu livro em poemas solarentos Quero escrever envolta em ti para ti, num sonho refeito e feito Num encontro perfeito de corpo e alma, eu em ti, tu em mim.!!

"SOMOS" Somos existência sem tempo nem referência Somos música feita de lágrimas de um tempo
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"SOMOS" Somos existência sem tempo nem referência Somos música feita de lágrimas de um tempo Somos um coração de pedras que voa sem asas Somos poemas soltos amargos de água salgada Somos uma seta de um arco preso no peito ferido Somos feitos de tudo e de nada, existência sem tempo Somos referencia matéria de densidade e amplitude. Somos feitos do reconhecível e do intraduzível Somos feitos de expectativas e de desilusões Somos feitos de surpresas, nunca somos um só Somos um no meio de muitos e muitos em cada um Somos um mundo de palavras que tentamos descobrir Somos anjos cadentes, demônios decadentes Somos humanos mesmo quando desumanos!

"UM SÓ" Quero perder-me em ti Envolver-me na tua quimera
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"UM SÓ" Quero perder-me em ti Envolver-me na tua quimera Somos uma só carne, uma só alma, um só corpo Rompeste em mim todos os medos, onde eu residi Habitaste no meu peito; no tempo certo Enlaço-me nos teus braços; sem negar que te amo Aprendi a sonhar Depois em ti na conjugação de nós Devolveste-me a vida Que as mágoas me prendiam ao chão Saborear o teu aroma, é perder-me no teu sabor Sentir-te junto de mim, como se fôssemos um só Quero-te muito meu amor Como o perfume das acácias Derreter-me no calor do teu corpo As nossas mãos dadas com os dedos entrelaçados Que nos tornam num só Um só coração, uma só alma, um só corpo!

EMBORA BANHADA Embora banhada se encontre a minha alma Carrego em mim……
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EMBORA BANHADA Embora banhada se encontre a minha alma Carrego em mim…… Um segredo fechado a sete chaves És a sombra que não deixo ir………… A lua que espero para dormir Na corrida do dia, na calmaria da noite… Venço sempre a tempestade Pernoitando em ti…………. Rendendo-me e adormecendo em mim, em ti Acreditei no teu amor……… Colhi as tuas dores, banindo os teus temores Embora banhada e perdida se encontre esta minha alma Coloquei-te no meu peito……. Refeito de emoções, cheias de silêncios. Rosa desfeita em sílabas de dor……… Amor sufocado de palavras nas noites solitárias!

AMO-TE Amo-te nos poemas que escrevo Nas horas
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AMO-TE Amo-te nos poemas que escrevo Nas horas Nos minutos que não te vejo E quando tu não estás ao meu lado Nas palavras que não consigo dizer-te Nem escrever Dos silêncios da nossa madrugada Noites de insônia quando estou acordada Amo-te meu amor E escrevo-te nos meus poemas Mais sentidos!

APARO O MEU Aparo o meu pensamento constante Sopro com o meu desassossego a entrar
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APARO O MEU Aparo o meu pensamento constante Sopro com o meu desassossego a entrar A viver a minha música, chorar o meu filme Tu és o meu desassossego, a minha aventura O homem que faz-me vibrar sem pensar Inebria-me os sentidos, revoltos, soltos Relembrando sem cobrar as tuas dúvidas Onde a caravana passa sem ninguém ladrar Dobrar a dor sem pôr-se a berrar, a pairar Forra-se a alma do corpo, livra-se da sujidade Adoram tudo menos a quem deviam adorar Deus Honra a palavra forte que se foge a sete pés!

REINVENTO-ME NO LIVRO DA VIDA Reinvento-me no livro da vida em cada palavra Que escrevo, que leio, com amor, com dor
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REINVENTO-ME NO LIVRO DA VIDA Reinvento-me no livro da vida em cada palavra Que escrevo, que leio, com amor, com dor Devagarinho, escrevo minha vida em cada palavra solta Escrita, dita em voz alta ao vento no tempo Quero acreditar que ainda posso voar... na tempestade forte da vida Eu sei que quase tudo que escrevo é para ti... Meu amor,meu amigo. Julgamos que a vida nos pertence que já é um dado Mais que adquirido. Mas a vida não nos pertence e tem os seus dias cinzentos Quando não são escuros. O meu sol, és e sempre foste tu… O único que iluminas a minha vida... Na escuridão das noites frias. Às vezes reclamas a minha falta de atenção para contigo, Afinal sempre gostaste do que eu escrevo. Uma depressão tirou-me a luz e fez a minha vida Naufragar no mais fundo deste mar de angústia... Que não me deixa chegar ao porto para ancorar este barco que é o meu corpo doente, encalhado em alto mar... a minha vida tomou um rumo triste, cinzento, negro. As cores foram-se desaparecendo nos dias em que a dor muitas vezes não me larga. Sofro muitos revês, muitas noites de insônias... Muitas manhãs em que a única... Vontade é voltar a fechar os olhos e esquecer que existo. São dias muito complicados.... com muitas lágrimas.... muitas desilusões Muitas dores.... Emocionais que quase me fazem desistir de tudo... Mas tu estás sempre presente, acreditas que o amanhã me trará uma aurora mais bonita… Talvez mais serena com um pouco de paz. Sempre acreditas na minha força em recuperar... e em ter de volta a minha vida... Não deixas-me desistir de lutar, obrigas-me a dar Mais um passo em frente. Confesso... que este ano tem sido doloroso estou tão cansada De toda esta minha tormenta... Quero recomeçar ou melhor recuperar minha vida …… E deixar para trás todos estes meses de dor!!! obrigado meu amor.

" GLORIA" Gloria ao sol dos mortos Aos sonhos que eles nos dão
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" GLORIA" Gloria ao sol dos mortos Aos sonhos que eles nos dão Silabas adormecidas no tempo Combustão de recantos poéticos Monte de arvoredo visível no inconsciente Cheio de bolor Sopra o vento assolando a minha alma Tantas vezes desabrigada Poemas escritos no ventre colorido De pétalas num livro aberto Gloria ao sol dos vivos Aos sonhos que nos deixam saudade Rezas de uma poesia feita de sombras amadas No silencio da vida Poemas escritos num beijo que te dei bordado de esperança Segredei ao vento o teu nome E a chuva em resposta beijo-me o rosto!!

CAMINHO " Caminhei descalça na areia molhada Da nossa praia deserta
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CAMINHO " Caminhei descalça na areia molhada Da nossa praia deserta Andei perdida por estradas e caminhos Por pedras, fragas entre as árvores Procurei nos muros desfeitos o teu olhar Ergui os meus olhos para o céu e estendi os braços Despi-me de todos os meus medos... Para não envelhecer tão depressa Nascemos para não ser da mesma cor ou pintura Notas da mesma música Palavras do mesmo verso ou águas do mesmo rio. Fui testemunha dos teus risos Enxuguei as tuas lágrimas com beijos Participei e chorei as tuas frustrações O nosso amor é recheado de paixão Nos fez querer sempre mais A minha fonte é extravasar a vida Toda a beleza, todo o encaixe, é para o meus poemas Os meus sentidos são óbvios que jamais direi Tenho de apressar-me, em escrever os meus pensamentos Escrevo apenas nas folhas de papel Que vão cair amarrotadas no cesto dos papeis Meu amor, quando me perco..... Tu encontras-me e eu encontro-te!

OCULTA ADVERTÊNCIA Oculta advertência sem assistência Consciência perdida por convivência
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OCULTA ADVERTÊNCIA Oculta advertência sem assistência Consciência perdida por convivência Fragas em permanência de uma abstinência Numa fuga de preferência sem resistência Sangue que corre nas veias por insuficiência Vitórias que a vida nos dá por providência A tua alma que morre em mim por imprudência Sonho com o teu corpo com bastante impaciência Derrotas feitas tantas vezes de turbulência Passos gigantes desconcertantes sem coerência Um coração leviano apaixonado com confidência O pecado sem virtude…É um vício de muita resistência!

OH MORTE...OH MORTE...ADEUS - Oh morte que o pavor me cubra Dos olhos da esperança por quem viveu
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OH MORTE...OH MORTE...ADEUS - Oh morte que o pavor me cubra Dos olhos da esperança por quem viveu Ou talvez de quem já não vive Oh morte que o pavor me cubra Muda agonia que o meu alento desfalece Oh devora-me o corpo exausto que repousa Jaz de morte nos lábios meus Mortal desgosto cobre o meu rosto Pedra de mármore fria de macio encosto Oh saudade insana que não quer perder a alma Magoa deixada na escuridão dos olhos - Oh morte...oh morte...adeus - Vai-te embora oh morte, ainda não é a minha hora.

Ando descalça pela calçada...... Com os candeeiros velhos iluminados..... Onde tiro as pedras da rua......
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Ando descalça pela calçada...... Com os candeeiros velhos iluminados..... Onde tiro as pedras da rua...... Vejo-te ao longe, em passos largos.... Afinal és aquele, com quem divido as minhas lágrimas.... Murmúrios.... e desabafos...... Contigo deixo a dor.......adormecer no desespero.... E escrevo em poemas......todos os desejos.... Cobertos de sentimentos áridos...... Suspiros.....mágoas......e murmúrios...... Onde escuto as palavras passadas.... Cegas e ensurdecidas pela raiva..... Esquecidas...de lágrimas..... e de risos... Almas brilhantes...onde o mar cantava... E canta.....uma bela melodia.... O vento falava com doces palavras, com gestos delicados...... Onde eu voo com asas de um condor...ou de uma águia.... No luar da meia noite...que eu tanto queria ver.... Dando a outra face, De um rosto...triste....e talvez envelhecido.... Dorme....docemente com os aromas......perfumes..... Cheiros de poesia...afinal ando descalça contigo..!!!!

Encontro os pedaços de letras Escondidas guardadas no sótão.... Uma palavra
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Encontro os pedaços de letras Escondidas guardadas no sótão.... Uma palavra Uma foto Uma verdade Um sentimento guardado De amor que foi e já não é.. Guardei..... Rabisquei... Esqueci.... Sofri.... Guardada.... Calada....... O tempo apagou o que foi já não é.. Lembrança que ficou... Escrevi...e não apagou No sótão guardei pedaços...... de letras escritas ao vento.!!!!!.

CHUVA DE VERÃO Fresco era o dia plantado de chuva O que desejei tantas vezes
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CHUVA DE VERÃO Fresco era o dia plantado de chuva O que desejei tantas vezes Diante do teu olhar Diante da tua boca O querer voltar para ti Como volta a chuva ao rio Depois de desejar voltar para o salgado mar Os velhos sentados dormiam no tempo Esquecidos por momentos Plantados na chuva quente de verão Abri a janela as cores da noite no silêncio Pensamento onde as palavras multiplicavam-se como vozes Chamei-te pela noite, vesti-me com o teu nome Rasguei todos os pedacinhos de mim Escritos no tempo plantados em momentos Onde desejei tantas vezes o teu olhar, a tua boca!

AS FOLHAS DAS LETRAS As folhas das letras atravessam os carris Elas desconhecem as linhas do destino
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AS FOLHAS DAS LETRAS As folhas das letras atravessam os carris Elas desconhecem as linhas do destino Chegam à estação na vertigem do silêncio. Viagem atribulada feita na escuridão dos túneis O poeta escreve nos caminhos mais noturnos A morte desvenda o mistério de um rosto triste Os labirintos da alma são a solidão do corpo Palavras secas no palato da nossa memória No silêncio descrevo com esta sonolência Poética onde invento ninhos feitos de ilusões Palavras por escrever, por dizer tantas vezes Sussurradas nas páginas brancas do poema Dor sentida de lamento nas esquecidas letras Onde atravessam os carris da nossa curta vida Viagem atribulada esta a nossa, do destino incerto A morte desvenda o mistério da vida mal vivida!

Escrevo todos Escrevo todos os meus sentimentos Procuro nas palavras o que sinto
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Escrevo todos Escrevo todos os meus sentimentos Procuro nas palavras o que sinto O chão foge a cada minuto dos pés Palavras escritas mal ditas da voz Renasce um silêncio rasgado de dor Cresce um vazio que em mim é vazio. Escrevo todas as magoas e tristezas Aninho-me em ti, sentindo o teu calor Esperança guardada levada pelo vento A parede que morre da árvore a morrer. Incômodo desnecessário feito de lágrimas Céu morto nascido parido no nosso inverno!

ANALISE... ESCREVO... Escrevo porque vejo o sol nascer Escrevo pelas noites mal dormidas
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ANALISE... ESCREVO... Escrevo porque vejo o sol nascer Escrevo pelas noites mal dormidas Escrevo pelo amanhecer do teu rosto Escrevo, escrevo, escrevo e pronto. Escrevo porque a minha alma precisa Escrevo por que tenho necessidade Escrevo pelo amor que eu tenho da escrita Escrevo pela vida que sinto em estar viva Escrevo pelas manhãs orvalhadas e perfumadas Escrevo o amor que vivo e sinto quando estou contigo Escrevo e ninguém tem nada a ver com isso. Escrevo pelas estrelas que brilham no céu Escrevo pela lua que guia a minha vida Escrevo pelo amor mais puro que sinto pelos meus filhos Escrevo pela simplicidade das palavras Escrevo por que sou muito amada Escrevo por que amo muito o meu amado Não analise, a minha escrita não vale apenas Escrevo, simplesmente escrevo e pronto.

Sinto-me insegura Sinto-me insegura, melancólica e triste As tuas palavras giram na minha cabeça
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Sinto-me insegura Sinto-me insegura, melancólica e triste As tuas palavras giram na minha cabeça Apetece escrever o que saem dos dedos Ficar assim, no silencio, sem sentir-me. Ó vem matar esta paixão que anda comigo Vem arrancar esta amargura do meu peito Dá-me o luar da tua imensa compaixão Oh Senhor meu Deus ilumina o meu coração Nunca encontrei humildade ou arrependimento. Cadáver sepultado sem mágoa do que não foi. Erosão vulcânica de mim dentro de mim própria. Renasce um silêncio vazio rasgado de uma morte. Envelhecem as palavras do tempo a repeti-las Nego cada lágrima caída do meu rosto nas mãos São minhas as palavras escritas que saem dos dedos Oh Senhor meu Deus ilumina o meu pobre coração.!

Jardim vivo Jardim colorido Por entre tulipas e lírios
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Jardim vivo Jardim colorido Por entre tulipas e lírios Vivo todos os meus delírios Com o coração cansado amargo na alma Lembranças de uma vida feliz Com o terço na mão De um tempo em que amei E fui muito amada Solidão que fere e dilacera a alma Ferida não cicatrizada que não se esquece Quando as duas almas têm os seus destinos traçados Conhecem todos os medos Fraquezas e desejos Acorrentei-me a ti e agora? Mesmo que me soltes eu não quero ser livre Quero acabar meus dias acorrentada a ti No jardim colorido Onde vive todos os meus delírios!

Escrevo um livro fechado Com as páginas intactas A minha alma é um cadáver
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Escrevo um livro fechado Com as páginas intactas A minha alma é um cadáver Que foi pedir sonhos aos mortos. Sem medos sem culpas; Quer se faça dia, ou noite de trevas Presságios fúnebres de nocturnas preces Leva adiante de pávidos rostos abaixo do mar A sombra de uma só covardia de sossego; desfeita em desassossego Pedras geladas, fragas raras, mármore precioso Oh morte leva contigo o perfume das flores, dos cravos, das rosas Estás aqui comigo, oh morte na sombra deste sol quente Escrevo que a minha alma é um cadáver Para pedir um sonho aos mortos Afinal os vivos não me ouvem ou fingem não ouvir Que ninguém rasgue os livros escritos nas folhas do sonho Feita de poemas cheios de amor e dor.!