Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
"PRISÃO" Ar contemplativo das feras presas Passeiam mudos, os bandidos cativos Em grades de algemas frias Calcam e recalcam tudo em redor Olhos frios, calculistas, mesquinhos, vorazes Coração de ferro deitado ao mar Alma triste resignada, cérebro mole Corpo de um inútil deserto Tatuagens no peito, no braço Entre guerreiros e poetas Olhos cansados, riso magoado Mata-se a dor, a saudade invade o regresso De novos trilhos, novos caminhos Pés doridos, roxos de espinhos Perde-se a imagem da auto estima Morre-se na hora prometida Apaga-se a luz na noite da vida Cessa-se a ressaca das trevas Chora-se o pesadelo em ruínas Olhar apagado cansado de ver Acorda-me depressa que eu não quero beber O veneno que me dão doidamente Como um verme doente e frio. 2015
No pensador.ai desde