Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A VOZ DOS TEUS LÁBIOS Verões inquietos, que não voltam mais. Unidos pelas nossas bocas, coladas ao nosso rosto. Respiramos toda a essência de uma paixão. Não contida nos velhos livros Onde deixam passar as palavras. Os amores eternos, do crepúsculo dos olhares perdidos. Olhos nos olhos fechados... ao exterior a tudo que fluía à nossa volta. Ser-te-ei sempre como um poema incompleto Não por falta de palavras... Mas apenas pelo receio de as pronunciar No eco das árvores. Mesmo quando ninguém me tem… O teu coração enche a minha ausência. Obrigado, por me amares assim… Por ficares aqui, e me quereres sempre. Lá fora as minhas lágrimas escureciam A alma cor- de- rosa Onde encostavas o teu rosto Fixei-me na voz dos teus lábios. Juntei os meus lábios aos teus, o teu sabor devorou-me. Tirei-lhes a tua vida Dei-lhes a minha meu amor, éramos um só Posso não ser a primeira... Nem a única, mas deixa-me ser a tua última flor. Que os teus olhos veem, ao despedirem-se dos meus lábios. Harpa em mim, melodias de sonho… Perdi-me de mim e a tua boca iluminou-se. Dela saíram as palavras que eu não quis encontrar… Enquanto te sentia Verões inquietos, que não voltam mais… Do crepúsculo dos olhares perdidos!
No pensador.ai desde