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Frases de Gesiel Modesto

27 frases

⁠Meu desespero não é o que poderia ser, Nem o que poderia ter sido, Mas sim o desespero
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⁠Meu desespero não é o que poderia ser, Nem o que poderia ter sido, Mas sim o desespero Dos infinitos caminhos Que posso escolher. Alguns demasiadamente ruins, Outros demasiadamente bons, Mas nenhum completamente estável. Isso define a vida: A instabilidade que aparecerá Quando menos se espera. E isso nos define como humanos: Sempre procurar sermos estáveis, Mas ainda assim falhamos. Pois esse é o mal da sociedade: Um inevitável desacordo social, Uma troca injusta do bem pelo mal. Um mal disfarçado de egocentrismo. E aqueles que o evitam Tendem a ser o dobro do sonho, Precisam ser demasiadamente menos humanos. E sempre será o mesmo caminho para todos Ao olhar para si no reflexo De um espelho fragmentado. Assim, percebo que não há Como sermos humanos de fato, Pois ser humano é não ser humano.

⁠Quando me liberei das correntes que carregavam toneladas, percebi que, liberto, pulei e planei como se fosse vento. Olhei ao redor e percebi que minha vista havia mudado: agora, enxergava horizontes livres para caminhar. Caminhei lentamente e contemplei a paisagem—aquele pôr do…
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⁠Quando me liberei das correntes que carregavam toneladas, percebi que, liberto, pulei e planei como se fosse vento. Olhei ao redor e percebi que minha vista havia mudado: agora, enxergava horizontes livres para caminhar. Caminhei lentamente e contemplei a paisagem—aquele pôr do sol, tão levemente quente ao meu rosto. Caminhei apressadamente, sentindo a necessidade de encontrar um caminho. Comecei a balançar meu corpo: estava em trote. E, quando vi, estava correndo disparadamente, até que me tornei um só com a vida. Não sentia o calor do sol, pois eu o era—tão fervorosamente majestoso e livre. Explodia luz que, ao tocar o mundo, tornava-se cor—cores vivas que pintariam a esplêndida arte da vida.

⁠Foi quando me deparei: a realidade cobriu-me naquele instante, como um véu que cobre objetos e os reduz a nada, senão simples formas. Os vultos me cercavam, e um silêncio ensurdecedor ecoou nos meus ouvidos. A existência, antes anestesiada pela minha tentativa inútil de esquecer…
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⁠Foi quando me deparei: a realidade cobriu-me naquele instante, como um véu que cobre objetos e os reduz a nada, senão simples formas. Os vultos me cercavam, e um silêncio ensurdecedor ecoou nos meus ouvidos. A existência, antes anestesiada pela minha tentativa inútil de esquecer-me ou até fugir dela, penetrou-me aos olhos: já não enxergava mais nada. O breu tomou conta de minha visão, e ali já havia entendido — e, certamente, foi o estopim da fatalidade que me poderia ocorrer. Não poderia fugir; como conseguiria, se já não me havia forças para correr, muito menos direção para guiar-me? E, se os tivesse, alcançando o topo da colina mais alta e mais distante de todas, como poderia fugir de mim mesmo? Como poderia fugir da angústia que tomou completamente meu corpo naquele instante? A única coisa que poderia fazer era olhar fixamente para o nada, assim como olho para mim no espelho pelas manhãs. Sem escapatória, era apenas uma alma passando frio, ao lado de tantas outras vestidas, combinadas e esquentadas pelo calor de suas vestimentas: seus corações, que palpitavam ferozmente ao contato dentre tantas outras parecidas, enquanto o meu já não tinha forças para viver. Meu coração estava num imensurável inverno congelante, sem previsão de essência: espera-se, somente, a morte por hipotermia.

⁠Amor à primeira vista não existe. Sua complexidade em sentimento desvanece-se, tornando-se inexistente diante dos verdadeiros e primordiais sentimentos. O amor, em sua essência, é tédio ressignificado e transformado em algo maior: compreensão, resiliência e doação. Ele toma uma…
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⁠Amor à primeira vista não existe. Sua complexidade em sentimento desvanece-se, tornando-se inexistente diante dos verdadeiros e primordiais sentimentos. O amor, em sua essência, é tédio ressignificado e transformado em algo maior: compreensão, resiliência e doação. Ele toma uma parte da alma e a molda, alimentando uma nova forma — sutil e subjetiva — dotada de serenidade. Essa forma se torna o aspecto daquilo que almeja ser: um verdadeiro e existente amor autêntico. Livre da superficialidade do desinteresse, ele ascende para a plenitude da abnegação. Este ato final eleva o indivíduo, conferindo-lhe virtudes: integridade e honra, os alicerces de um amor que transcende o efêmero e habita o eterno.

A magnitude do ser humano, em seus valores emocionais e éticos, é destacado pelo empenho de quando este – destituído de apoio externo – aceita as verdades calcinantes de sua mente e, não somente nesta máxima, age para solucioná-las, mesmo que signifique renunciar seus caprichos a…
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A magnitude do ser humano, em seus valores emocionais e éticos, é destacado pelo empenho de quando este – destituído de apoio externo – aceita as verdades calcinantes de sua mente e, não somente nesta máxima, age para solucioná-las, mesmo que signifique renunciar seus caprichos agradáveis do ser. Quando alcançado, eleva, portanto, seu intelecto – desenvolvendo sua sabedoria, que deforma os vetores de valores que contrapõem a ideia de incitar carne e sangue do seu esquecido e insignificante cadáver.

⁠No final, a morte é um professor que ensina o valor da vida. Quando em luto, tua alma sofre um dano severo e irreversível, que te faz melhorar, pois agora sabes que qualquer um pode esvair-se da existência nos próximos segundos. Essa é a vontade de existir: ignorar teus limites…
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⁠No final, a morte é um professor que ensina o valor da vida. Quando em luto, tua alma sofre um dano severo e irreversível, que te faz melhorar, pois agora sabes que qualquer um pode esvair-se da existência nos próximos segundos. Essa é a vontade de existir: ignorar teus limites e medos pelos teus sonhos e, embora pareça apático, doar o amor não dito a quem ainda resta amar.

⁠"Até o oceano me rejeita." Pego-me vagando em meus pensamentos, Aquele momento em que o tempo para.
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⁠"Até o oceano me rejeita." Pego-me vagando em meus pensamentos, Aquele momento em que o tempo para. Os ventos cessam sua brisa fria, E o silêncio arranca de mim Os suspiros que já não existiam. As nuvens fogem, levando consigo A chuva que poderia apartar As chamas vívidas da luz guardiã, Aquela que persiste mesmo à noite E me protege dos males da escuridão. Mas quem disse que não gostaria De cegar-me com o breu? De andar sem preocupações, Ferindo-me aos cacos de garrafas quebradas, Dos inocentes bêbados eufóricos, E entregando-me aos lobos famintos, Finalmente tendo um propósito? Embora venham com mentiras ardilosas, Dizendo que meu destino é iluminar o mundo, Eu sei: meu reflexo está distorcido. Os demônios solares, sedentos por lúmen, Corroem minha carne e alcançam minha alma. Busco então refúgio no azul profundo, Sob o manto do mar, Esperando apagar a chama que consome Minha essência. Mas até o oceano, que abraça todos os naufrágios, Me rejeita. Ele conhece meu peso, minha dor... Mas devolve-me à superfície, Como um pedido que o universo se recusa a ouvir. Resignado, aceito: não há lugar para mim. Passo a vagar, uma existência pífia, Ociosa para mim, mas viciosa Para aqueles que sugam o que resta da minha alma.

⁠Fui, por tempos, o mais ingênuo dos poetas. Traduzi minha alma em escritos,
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⁠Fui, por tempos, o mais ingênuo dos poetas. Traduzi minha alma em escritos, ofertados a rostos que jamais souberam ler; justamente por esconderem-se atrás de máscaras. As palavras — essas que julguei importantes —, definhavam-se à medida do correr do tempo. Então, tornaram-se meras lembranças do que poderiam ser: pontes de transformação, não muros de adorno. Foi à escuridão do meu quarto — a única leal que me restou — que compreendi: não era a beleza que faltava aos versos, mas o merecimento dos olhos. Toda poesia é imperfeita, como todo homem; e é essa a essência da natureza. Os dissimulados, na vã procura do eterno, hão de pasmar-se aos espasmos da tênue verdade. Agora, ao ausentar-me, deixo um rastro de luz contida — mínima, talvez, mas real. Aqueles que um dia lerem, não mais embuçados — com a alma aberta —, sentirão o brilho de minha partícula viva, explodindo no silêncio cósmico. “Não fui lido, mas fui real.”

⁠Expliquei-me aos que amava, mas não fui entendido. Então, expliquei-me a mim mesmo — e não me entendi. Olhei para o reflexo no espelho para ver quem eu era e, nos cacos quebrados, só enxergava fragmentos de uma alma ilegível. Olhei para a água do lago, e minha melancolia o pertu…
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⁠Expliquei-me aos que amava, mas não fui entendido. Então, expliquei-me a mim mesmo — e não me entendi. Olhei para o reflexo no espelho para ver quem eu era e, nos cacos quebrados, só enxergava fragmentos de uma alma ilegível. Olhei para a água do lago, e minha melancolia o perturbou: as ondas fugidias distorceram-me, reafirmando minha ausência no mundo. Então, expliquei-me à existência: ela me ignorou. Como podem os ventos e a chuva tocar-me a pele? Como pode o sol, ao reluzir-me, criar sombra — se não sou nada e nem ninguém para nada e nem ninguém?

O tempo passa de forma distinta na mente. Em mim, atravessaram-se milhares de sofrimentos em milhares de anos. Sofri para compreender, aceitar e moldar cuidadosamente todo o mármore que envolve minha alma. Ninguém poderia ditar-me a melhor forma de ser senão eu mesmo, pois tive…
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O tempo passa de forma distinta na mente. Em mim, atravessaram-se milhares de sofrimentos em milhares de anos. Sofri para compreender, aceitar e moldar cuidadosamente todo o mármore que envolve minha alma. Ninguém poderia ditar-me a melhor forma de ser senão eu mesmo, pois tive a infelicidade de sustentar-me até os limites do próprio limiar de minha vida.

Aquele que sela suas janelas acabará malbaratando os raios do sol — uma luz que, projetada adiante, tenta prevenir as catástrofes ordinárias. O ser, quase imóvel sob o peso dessa renúncia lancinante, vê retardado seu próprio florescer. Ainda, os que detêm o saber, os floristas, t…
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Aquele que sela suas janelas acabará malbaratando os raios do sol — uma luz que, projetada adiante, tenta prevenir as catástrofes ordinárias. O ser, quase imóvel sob o peso dessa renúncia lancinante, vê retardado seu próprio florescer. Ainda, os que detêm o saber, os floristas, tornam-se mais estrídulos que o próprio ceifador visível, cujo único labor é garantir que os campos permaneçam estéreis.

Efêmera linha da vida; vermelho segmento da criação. Eis, apresento-me com reverência para o criador: pinceladas que gritam histórias não ditas, mas encardem a mão do artista. Não há plenitude sem bagunça. Calor confortante de almas intersectantes: baú de lembranças ou livro de…
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Efêmera linha da vida; vermelho segmento da criação. Eis, apresento-me com reverência para o criador: pinceladas que gritam histórias não ditas, mas encardem a mão do artista. Não há plenitude sem bagunça. Calor confortante de almas intersectantes: baú de lembranças ou livro de esperanças. Não há conexão sem morte. Sobriedade de um insano igualado à deturpação da lógica de um abnegado. Não há vida sem balança comedida.