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Frase de Gesiel Modesto

⁠"Até o oceano me rejeita." Pego-me vagando em meus pensamentos, Aquele momento em que o tempo para. Os ventos cessam sua brisa fria, E o silêncio arranca de mim Os suspiros que já não existiam. As nuvens fogem, levando consigo A chuva que poderia apartar As chamas vívidas da luz guardiã, Aquela que persiste mesmo à noite E me protege dos males da escuridão. Mas quem disse que não gostaria De cegar-me com o breu? De andar sem preocupações, Ferindo-me aos cacos de garrafas quebradas, Dos inocentes bêbados eufóricos, E entregando-me aos lobos famintos, Finalmente tendo um propósito? Embora venham com mentiras ardilosas, Dizendo que meu destino é iluminar o mundo, Eu sei: meu reflexo está distorcido. Os demônios solares, sedentos por lúmen, Corroem minha carne e alcançam minha alma. Busco então refúgio no azul profundo, Sob o manto do mar, Esperando apagar a chama que consome Minha essência. Mas até o oceano, que abraça todos os naufrágios, Me rejeita. Ele conhece meu peso, minha dor... Mas devolve-me à superfície, Como um pedido que o universo se recusa a ouvir. Resignado, aceito: não há lugar para mim. Passo a vagar, uma existência pífia, Ociosa para mim, mas viciosa Para aqueles que sugam o que resta da minha alma.

Gesiel Modesto

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Pensador.com

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⁠Meu desespero não é o que poderia ser, Nem o que poderia ter sido, Mas sim o desespero Dos infinitos caminhos Que posso escolher. Alguns demasiadamente ruins, Outros demasiadamente bons, Mas nenhum completamente estável. Isso define a vida: A instabilidade que aparecerá Quando menos se espera. E isso nos define como humanos: Sempre procurar sermos estáveis, Mas ainda assim falhamos. Pois esse é o mal da sociedade: Um inevitável desacordo social, Uma troca injusta do bem pelo mal. Um mal disfarçado de egocentrismo. E aqueles que o evitam Tendem a ser o dobro do sonho, Precisam ser demasiadamente menos humanos. E sempre será o mesmo caminho para todos Ao olhar para si no reflexo De um espelho fragmentado. Assim, percebo que não há Como sermos humanos de fato, Pois ser humano é não ser humano.

⁠Quando me liberei das correntes que carregavam toneladas, percebi que, liberto, pulei e planei como se fosse vento. Olhei ao redor e percebi que minha vista havia mudado: agora, enxergava horizontes livres para caminhar. Caminhei lentamente e contemplei a paisagem—aquele pôr do…
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⁠Quando me liberei das correntes que carregavam toneladas, percebi que, liberto, pulei e planei como se fosse vento. Olhei ao redor e percebi que minha vista havia mudado: agora, enxergava horizontes livres para caminhar. Caminhei lentamente e contemplei a paisagem—aquele pôr do sol, tão levemente quente ao meu rosto. Caminhei apressadamente, sentindo a necessidade de encontrar um caminho. Comecei a balançar meu corpo: estava em trote. E, quando vi, estava correndo disparadamente, até que me tornei um só com a vida. Não sentia o calor do sol, pois eu o era—tão fervorosamente majestoso e livre. Explodia luz que, ao tocar o mundo, tornava-se cor—cores vivas que pintariam a esplêndida arte da vida.