"O teu sorriso: um piano completo."
Frases de Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
117 frases
Subirei em minhas sobrancelhas Sentirei as sombra dos ventos Me atravessar
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Subirei em minhas sobrancelhas Sentirei as sombra dos ventos Me atravessar Fazer caminhos Pra que algum dia um novo amor Possa passar...
SOMBRA DOS VENTOS Cansado de ser marinheiro nauseado De remar à unha rumo a dezembros nublados
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SOMBRA DOS VENTOS Cansado de ser marinheiro nauseado De remar à unha rumo a dezembros nublados Pus-me ao solo encravado Aqui ando e corro descalço Meu superego, campo farto de hectares Da primeira à última porteira Posse tenho das poças em que tanto afogo Eu quem afaga a cada seca desse cerrado Eu quem afaga Espelho de faca Plantarei um pássaro Para asas fazerem sombra em meu quintal Sujo, eivado, de esgalho (ou da migalha) O assoalho de meu quintal... Solo, sujo, sol e chão Farto de folhas de feridas que secaram No outono que se foi. Não como a sorte que nasce nos trevos Nas vielas dos meus dedos... A minha sorte - eu tenho outras - Ainda é cedo Pra mostrar Quero (mais do que posso); vê lá se posso Oh, esperança tão teimosa Quero comprar uma rede Pra me balançar E voar em vento Pra mo'da vida não parar A minha sorte - eu tenho outras - Ainda é cedo Pra mostrar
DANÇA DAS TUAS TRANÇAS Menina Deixa eu entrar na dança
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DANÇA DAS TUAS TRANÇAS Menina Deixa eu entrar na dança Que amarra as tuas tranças Menina Deixa eu entrar na dança Que amarra as tuas tranças Oh meu bem, não conte pra ninguém Se eu brincar na tua orelha Viro brinco ou refém E do teu nome eu fiz meu o-xi-gênio Respirando sonhos livres Estou esperando tu chegar E do teu nome eu fiz meu o-xi-gênio Quero desenhar teus beijos E em teus braços velejar
MUNDIÇO Um dia - contado a dedo, ponteiro por ponteiro - Há-de ter um mundo inteiro
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MUNDIÇO Um dia - contado a dedo, ponteiro por ponteiro - Há-de ter um mundo inteiro Da esquina ao beco esmo (um todo, de modo algum rachado) Planeta Meu Pr'eu correr e me danar
O VÃO Duma ponta a outra Há uma ponte
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O VÃO Duma ponta a outra Há uma ponte Que não é ponto - não somente Se tem reta: exclamação (!) Chego demorado, com aconchego de dúvidas Cheio de chão Por onde só quero voar Com certezas (não em vão)
SOMBRA DOS VENTOS Cansado de ser marinheiro nauseado De remar à unha rumo a dezembros nublados
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SOMBRA DOS VENTOS Cansado de ser marinheiro nauseado De remar à unha rumo a dezembros nublados Pus-me ao solo encravado Aqui ando e corro descalço Meu superego, campo farto de hectares Da primeira à última porteira Posse tenho das poças em que tanto afogo Eu quem afaga a cada seca desse cerrado Eu quem afaga Espelho de faca Plantarei um pássaro Para asas fazerem sombra em meu quintal Sujo, eivado, de esgalho (ou da migalha) O soalho de meu quintal... Solo, sujo, sol e chão Farto de folhas de feridas que secaram No outono que se foi. Não como a sorte que nasce nos trevos Nas vielas dos meus dedos... A minha sorte - eu tenho outras - Ainda é cedo Pra mostrar Quero (mais do que posso); vê lá se posso Oh, esperança tão teimosa Quero comprar uma rede Pra me balançar E voar em vento Pra mo'da vida não parar A minha sorte - eu tenho outras - Ainda é cedo Pra mostrar
LEVEZA Vaga, vaga, vagueia Futuro: ninguém ocupa
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LEVEZA Vaga, vaga, vagueia Futuro: ninguém ocupa Hoje meu riso passeia Onde pisei, sei o calo Hoje falo, não calo Levo até pedra no bolso Pois quando estou, sou leveza
CISCO Foi Passou
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CISCO Foi Passou Lixo espacial Virou cisco E em meus olhos Não entra mais
FALSETE Quando a lança me espetar Eu vou cantar agudo
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FALSETE Quando a lança me espetar Eu vou cantar agudo Até a minha voz derrubar o muro De quem não sabe se desequilibrar
VENTO-LOBO Vento-lobo, Uiva o frio em todo o dorso
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VENTO-LOBO Vento-lobo, Uiva o frio em todo o dorso Na matilha, caceis o fogo Fez do silêncio Fagulhas à carne Derreter o grito D'algum inverno tolo
ALGUM CANTO ainda que longe planalto de Todos Los Santos
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ALGUM CANTO ainda que longe planalto de Todos Los Santos hei de me anelar na tua griz juba ser sol, sal y chuva tatear a tua beleza piano em teu riso tu-eu (o banzo) eu-tu (encantos) afetados n'algum canto
JANELA JÁ NELE Por onde eu te vejo São olhos de desejos
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JANELA JÁ NELE Por onde eu te vejo São olhos de desejos Que no alto dum terceiro andar Paixão já é tanta Que nem se sabe pr'onde a vírgula Foi Par,ar
FARDO Hesito e vou (já) Êxito em ganhar
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FARDO Hesito e vou (já) Êxito em ganhar Pois meu fardo É pensar Que te Esqueci
TARTARUGA cada vez ligeiro eu me pego mais
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TARTARUGA cada vez ligeiro eu me pego mais num desejo besta de ser tartaruga... jabuti ter mosaico em meu casco mastigar sem pressa sentir chão frio um tal colchão quente y carregar o peso da minha fleuma deixar que lebres seam libres como vos
FÉVELA Quem se curva com um traço de risco
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FÉVELA Quem se curva com um traço de risco tende a morar muito mais perto de Cristo
IDADES NOVAS "A busca de novidade não pode ser tão somente movida pela predisposição a algo novo. Sobretudo, também é inovação a maneira como entendemos nossas fugas diante do que temos, repensar vivências superficiais, tal como lidamos com a dispersão de nossos sentidos. Aplica…
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IDADES NOVAS "A busca de novidade não pode ser tão somente movida pela predisposição a algo novo. Sobretudo, também é inovação a maneira como entendemos nossas fugas diante do que temos, repensar vivências superficiais, tal como lidamos com a dispersão de nossos sentidos. Aplicada neste contexto, não tem a ver com inércia. Mais tem a ver com a velocidade que aplicamos aos nossos carros invisíveis de desejos vazios. Para além, veja que reciclagem - tal como posta a palavra - nos dá autonomia para reinvenção de ciclos, ora nossa capacidade cognitiva se amplie conforme damos mais sensopercepção para si y para outros. E, em direta citação, repensemos que "se está em tédio consigo mesmo, pode ser sinal de má companhia".
ECLIPSE SAGITÁRIO Onírico: eis minha força motriz em cada palmo de crina
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ECLIPSE SAGITÁRIO Onírico: eis minha força motriz em cada palmo de crina só em beleza me embalo Cavalgo céu a dentro e sendo arqueiro - de impulso adestrado - atiço eclipse sol y lua em Sagitário
RADICAIS LIVRES: PRESIDente PRESIDiário
CAPRICA Capricórnio De córnea hígida y
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CAPRICA Capricórnio De córnea hígida y Pupilas dilatadas Nos córneos A bússola Aponta sem perder Foco Hora
HORÁRIO DE PAIXÃO Dou-lhe beijos demorados - assíduos
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HORÁRIO DE PAIXÃO Dou-lhe beijos demorados - assíduos em atrasos até que as línguas percam as horas em paixões sem con(fusos) horários
PRAXE II Tenho uma poesia Pra cada dia y
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PRAXE II Tenho uma poesia Pra cada dia y Velhas roupas me Sobram pra Lavar
O JANE-IRO- Teus dedos dedos de figo, topázio y malagueña
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O JANE-IRO- Teus dedos dedos de figo, topázio y malagueña verão, carnaval em jardins O Corcovado em teu dorso o arqueiro cavalga na Lapa - arcos de íris - circunflexos, vossos gemidos são preces Epa babá! quara (o sol) em tuas asas voltei outro, toquei harpa em teus fios tenho fiapos das mangas da tua flora-blusa de chita só Guanabara já sabia meu nado contigo: sincroniza o sismo podem mar y rio ser simbióticos quando dançam com liberdades de rimar
FOSSE LIGEIRO Tu Presente duma vida
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FOSSE LIGEIRO Tu Presente duma vida Que vive há dias em Nublados que me quaram Embrião de cambaxirras Eco alto que se ouve em futuro Passado ligeiro Passou, por mim, engomado Vestido em minha roupa Façamos tranças De nossos pêlos eriçados Contato com contato Envaidecidos (ego sem dolo) Em leões lunares: Pois há beleza nesse nosso (a)temporalizar