Frase de Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
SOMBRA DOS VENTOS Cansado de ser marinheiro nauseado De remar à unha rumo a dezembros nublados Pus-me ao solo encravado Aqui ando e corro descalço Meu superego, campo farto de hectares Da primeira à última porteira Posse tenho das poças em que tanto afogo Eu quem afaga a cada seca desse cerrado Eu quem afaga Espelho de faca Plantarei um pássaro Para asas fazerem sombra em meu quintal Sujo, eivado, de esgalho (ou da migalha) O assoalho de meu quintal... Solo, sujo, sol e chão Farto de folhas de feridas que secaram No outono que se foi. Não como a sorte que nasce nos trevos Nas vielas dos meus dedos... A minha sorte - eu tenho outras - Ainda é cedo Pra mostrar Quero (mais do que posso); vê lá se posso Oh, esperança tão teimosa Quero comprar uma rede Pra me balançar E voar em vento Pra mo'da vida não parar A minha sorte - eu tenho outras - Ainda é cedo Pra mostrar
Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
No pensador.ai desde