QUE PENA Uma pena só: que pena! Fragmento de liberdade
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QUE PENA Uma pena só: que pena! Fragmento de liberdade Fruto maduro da asa branca que Por falta d'água bateu em nuvens carregadas y fez Lufadas pra Minha saudade Voar
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QUE PENA Uma pena só: que pena! Fragmento de liberdade
QUE PENA Uma pena só: que pena! Fragmento de liberdade Fruto maduro da asa branca que Por falta d'água bateu em nuvens carregadas y fez Lufadas pra Minha saudade Voar
ARPETITE Não te queixes se meu queixo esfoliar
ARPETITE Não te queixes se meu queixo esfoliar teu cangote ou caso os dentes y sisos cocem longe da maciez que há (ar) em você
QUEM TE MANDOU Das frestas que enrugam paredes (umas quatro) às quinas - linhas da minha testa...
QUEM TE MANDOU Das frestas que enrugam paredes (umas quatro) às quinas - linhas da minha testa... Penso-lhe: há tempos sinto Y lunações é donde mais me entrego que saudade de tu é gênio que vibro mo' d'Oxalá guiar Preto meu, malandral lhe vista y benza paz pro nosso amor passar
FRUTOS DA IMAGINAÇÃO sem fome de algo sacio-me y
FRUTOS DA IMAGINAÇÃO sem fome de algo sacio-me y digiro boquiaberto o que provei no pomar dos frutos da tua imaginação
AVIÃO-GIZ Há mais labra no teto desta cidade
AVIÃO-GIZ Há mais labra no teto desta cidade y o maior risco que há no céu é feito de avião-giz registro de minha perniciosa liberdade
PRAXE tenho textos arquivados roupas que vou dar sem usar
PRAXE tenho textos arquivados roupas que vou dar sem usar raiva bruta de barata boletos à espera moeda atrás de baixo do sofá faço de livro enfeite gosto de medo livre o travesseiro era de minha mãe a mania de asseio é minha já deixei planta morrer de sede queimei boca quando tive pressa ponho açúcar em café amanhã trabalho com tinta y hoje rezo com muita fé
LIBRA LIBRE Lua calibrosa Rosa tua
LIBRA LIBRE Lua calibrosa Rosa tua Brasil nosso Mudanças y danças Em um Ego Que (não sei)
MANDACARU DE SAUDADE Mandáááá-carú Ou manda sol
MANDACARU DE SAUDADE Mandáááá-carú Ou manda sol Ou, logo, logo, tu Mandacaru Saudade tua Espinheira bonita Nunca vi o dia acabar Mandacaru Valhe-me toda a fé y riso Valei-me, Oxossi Ele é de Odoyá Mandáááá-carú Ou manda sol Ou, logo, logo, tu Mandacaru Teus braços se alevantam Pr'algo (plural) tão divino Pacto ou cacto Se aceitei: bem sei Fiquei torpe contigo Quando eu der flor Volte pra me Cheirar
"Silêncio só se faz de som bonito quando a melodia é cantoria de paz".
CARROCÉU Vela que amarela (o verbo) Rejunta cores em meus ventos
CARROCÉU Vela que amarela (o verbo) Rejunta cores em meus ventos Alecrim alfineta - Oyá qu'exala: É na gira qu'eu acho o Meu centro
COMPOSTAGEM Faça da sua vida uma postagem Faça uma postagem da sua vida
COMPOSTAGEM Faça da sua vida uma postagem Faça uma postagem da sua vida Faça da sua postagem uma vida Faça uma vida da sua postagem Aposte sua vida Aposte sua vida Poste Vida
SINASTRIA Lua em Câncer Coração banhado em Sol
SINASTRIA Lua em Câncer Coração banhado em Sol Saudade alinha todo Aguadouro dos meus olhos Nessa sede que já Secou a boca
MARÉ ALCALINA Calma Calmaria
MARÉ ALCALINA Calma Calmaria Teu cangote: camomila Com a alma Calefação, ar rarefeito Maracujá cuja calma Há Levezas de Maria (calmaria) Cafunés de minha mãe Cachoeira em meu dorso Água, chá, abraço ou sopro Y na fobia - ou roer de unhas Qu'eu me embrase Na azia de baleias A maré alcalina Toca meu barco - Odoyá, em teu mar me receba
ASÉ FÉ Laroyê bará Abra caminho tranquilo pr'eu passar
ASÉ FÉ Laroyê bará Abra caminho tranquilo pr'eu passar Sopra vento, Oyá Levai-me corpo y alma Eparrey: Queira qu'eu Esteja onde puder estar Kaô Kabecilê Justiça y martelo firme Em dias de se padecer
Sou o poeta que mais fala sobre beijo. E, disso sei, porquê minha boca esboça falta.
CEGA tenho da harmonia um trilho
CEGA tenho da harmonia um trilho aresta percurso as cegas cílios que caem (outono) sotaque da gente que me cerca peixe elétrico: desfibriladores crase dando ar à pedra las dores de un ninho que sabe fazer casa na distância y braço de sofá em todo um colo que rejeita
DECISO vôte se não lhe faltasse a verdade
DECISO vôte se não lhe faltasse a verdade nem todos precisassem saber de ti - ora, só sentir já é grande sabedoria filosofias dum redemoinho emocional dor de siso nascendo pra morder a língua que se cala ao beijar teus dedos
AZUL-MUJER homem que escreve bonito um céu azul-mujer está limpo
AZUL-MUJER homem que escreve bonito um céu azul-mujer está limpo pra tu passar levar cores na água dum riso mandar cartão postal um logradouro dos teus segredos
BRANCO CAPITAL "Brasília é da cor do concreto cru; brancos geométricos sob o céu azul. Tem mais satélites do que próprio sistema solar e, porventura, sol não falta. Eis o que torna um solo de gente fria, que se cruza todos os dias e se perde no silêncio das tesourinhas - cujas s…
BRANCO CAPITAL "Brasília é da cor do concreto cru; brancos geométricos sob o céu azul. Tem mais satélites do que próprio sistema solar e, porventura, sol não falta. Eis o que torna um solo de gente fria, que se cruza todos os dias e se perde no silêncio das tesourinhas - cujas só cortam nossos juízos."
SARAVÁ! cadeira com encosto arruda em um dos bolsos
SARAVÁ! cadeira com encosto arruda em um dos bolsos garapa y maracujina sopro na minha venta desculpa de maré alcalina tiros de saco bolha ou alguma vírgula pr'eu respirar
EPA! silêncio não é paz à beça anjo da guarda tira asa
EPA! silêncio não é paz à beça anjo da guarda tira asa trabalho (doze) - relógio que pesa vento que abre a porta tiro que não se ouve conversa-trem que descarrila saudade que sempre urge ligação que não se completa Mercúrio: dono dos sopros Oxalá retrógrado meu afeto não tem pressa