A PEQUENA CAPITÃ DE SONHOS A menina sonhadora Acordava todas as manhãs
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A PEQUENA CAPITÃ DE SONHOS A menina sonhadora Acordava todas as manhãs Antes do despertar do sol. Descalça, descia do seu quarto Correndo e ia direto para beira Da praia. Sentada de joelhos dobrados, Olhava para o horizonte A espera dos raios do sol. A pequena parecia ter nascido das Águas. Passava o dia navegando Nos seus devaneios inocentes. Maravilhada com mar, Imaginava um dia navegar Por pélagos distantes do seu pedaço Inventado, do qual só fazia parte Quando entrava num profundo sono De fantasia. Nele, sua frágil vida se transformava Numa aventura, num passeio Ao seu universo idealizado. A imensidão dos oceanos se tornara aos olhos da pequena Um rio, onde seu navio antigo velejava Tranquilamente, quando queria Um pouco de adrenalina pedia ao vento Sopros que a levassem para longe Que levantasse as maiores crista de ondas. Visitava lugares maravilhosos, transfigurava-se na capitã dos piratas Caçava tesouros nas águas escuras das voragens desconhecidas. Não pertencia ao medo, às tempestades não a assustavam. Comandava seu navio com bravura, e muita coragem. A pequena transforma-se na capitã dos seus sonhos, Vivia todas as fantasias que no mundo tangível, jamais realizara Quando espertava nas manhãs seguintes, tinha no seu risonho rosto Um estado de graça, uma felicidade que a preenchia até a próxima Visita ao seu espaço particular, onde seus sonhos se realizavam. O seu talismã, os seus sonhos, eram mais preciosos que todos os tesouros Achados, pois a levava ao seu destino, ao seu mundo encantado.