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Frases de Elizamar Lanoa

60 frases

A PEQUENA CAPITÃ DE SONHOS A menina sonhadora Acordava todas as manhãs
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A PEQUENA CAPITÃ DE SONHOS A menina sonhadora Acordava todas as manhãs Antes do despertar do sol. Descalça, descia do seu quarto Correndo e ia direto para beira Da praia. Sentada de joelhos dobrados, Olhava para o horizonte A espera dos raios do sol. A pequena parecia ter nascido das Águas. Passava o dia navegando Nos seus devaneios inocentes. Maravilhada com mar, Imaginava um dia navegar Por pélagos distantes do seu pedaço Inventado, do qual só fazia parte Quando entrava num profundo sono De fantasia. Nele, sua frágil vida se transformava Numa aventura, num passeio Ao seu universo idealizado. A imensidão dos oceanos se tornara aos olhos da pequena Um rio, onde seu navio antigo velejava Tranquilamente, quando queria Um pouco de adrenalina pedia ao vento Sopros que a levassem para longe Que levantasse as maiores crista de ondas. Visitava lugares maravilhosos, transfigurava-se na capitã dos piratas Caçava tesouros nas águas escuras das voragens desconhecidas. Não pertencia ao medo, às tempestades não a assustavam. Comandava seu navio com bravura, e muita coragem. A pequena transforma-se na capitã dos seus sonhos, Vivia todas as fantasias que no mundo tangível, jamais realizara Quando espertava nas manhãs seguintes, tinha no seu risonho rosto Um estado de graça, uma felicidade que a preenchia até a próxima Visita ao seu espaço particular, onde seus sonhos se realizavam. O seu talismã, os seus sonhos, eram mais preciosos que todos os tesouros Achados, pois a levava ao seu destino, ao seu mundo encantado.

Quando eu chorar de saudade, Não me peças para calar. Quando eu estiver morrendo de rir,
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Quando eu chorar de saudade, Não me peças para calar. Quando eu estiver morrendo de rir, Não me peças pra viver. Quando eu sofrer por amor, Não me peças pra ser feliz. Quando eu estiver no início de uma história, Não me peças pra saber o final. Quando eu estiver sonhando, Não me peças pra acordar. Quando eu estiver caminhando, Não me peças parar. E quando eu estiver quase chegando, Não me peças pra desistir. Quando eu perder, Não digas que fui derrotada. Mas quando eu estiver perdida, Encontre-me, por favor, pois talvez Eu tenha chorado demais, Sofrido bastante, Talvez, eu tenha sido enganada por um riso, Talvez, meu sonho tenha sido um pesadelo, Talvez, o caminho escolhido Era cheio de atalhos tortuosos e sem saída, Talvez, eu tenha desistido antes de chegar Ao meu destino e tenha sido tomada pela desesperança. Talvez, eu tenha chegado ao final da minha história E percebido que nem todos os finais são felizes, Talvez, eu tenha decidido ter mais uma chance de Começar tudo de novo. Talvez, eu tenha decidido viver!

Todos os pontos enfileirados, Um a um foram unidos pelos dedos Engenhosos de uma criadora que não
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Todos os pontos enfileirados, Um a um foram unidos pelos dedos Engenhosos de uma criadora que não Mede esforços para deixar sua marca. Os linhos de algodão, os botões cobertos Por um tecido com cores mescladas, um capricho. Costura bem balizada, o corte bem acentuado, Sem quaisquer amassados, curvas perfeitas. Os moldes riscados, bem demarcados, delimitando A trajetória das linhas de lã, Nada de roupas engomadas, Panos rústicos ou de poliéster Apenas tecidos leves e soltos. Vestidos de mangas fofas, Umas saias com cós alto e barras plissadas, Outras com volume, modelagem godê ou Estilo tulipas vermelhas. Nunca dantes ensinaram-lhe Como manusear uma agulha, Uma tesoura, A alinhavar um pedaço de trapo, Uma meia furada, A enfiar um pedaço De linha no fundo da agulha. Muito menos lhe ensinaram A manipular uma velha Singer. Os pés talentosos aprenderam Sozinhos a pedalar em uma enferrujada Máquina de ferro, deixada de herança. Ainda assim, seu célebre ofício aprendera Com sua própria forma de fazer arte com as mãos. Num vai e vem de fura e amarra, segue sua linda sina, Nunca precisara de curso de moda, corte e costura Ou alfaiataria para fazer selar sua história.

Reinventar os passos diários, É calcorrear uma nova viela. Definir as razões de ter acordado
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Reinventar os passos diários, É calcorrear uma nova viela. Definir as razões de ter acordado Tecer novos discursos, dar um novo Rumo aos pensamentos guardados. Reinventar os sentimentos, É dar-se, entregar-se a momentos, Ser reinventado no amor, ser conquistado E conquistar-se sem esperar do outro. Antes, redefina o amor e ame-se Aí sim, distribua-o com o próximo. Reinventar é transformar-se intrinsecamente Ressurgir da mesmice e entender Que as cinzas já foram brasas, que As chamas só apagam se deixares de acendê-las. Reinventar é calcular a distância entre o tempo Para recordar que as lembranças São escritas ou desenhadas na memória Daqueles que se deixaram escapar dos desejos, Ou fugiram do seu destino marcado. Portanto, Necessitam reinventar-se. Ainda que diariamente Tenhamos vivências distintas, A vontade inesgotável de recriar Nos mantém firmes na certeza que A vida é a representação daquilo reinventamos.

MEUS DIAS "Percebi que toda vez que entro em um ônibus e sento perto da janela, meu corpo se livra da pressa e a minha mente relaxa. Tudo em minha volta vira motivo de reflexão. Até o final do percurso, o meu dia tem outro sentido, muitos significados e nenhuma razão para ser re…
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MEUS DIAS "Percebi que toda vez que entro em um ônibus e sento perto da janela, meu corpo se livra da pressa e a minha mente relaxa. Tudo em minha volta vira motivo de reflexão. Até o final do percurso, o meu dia tem outro sentido, muitos significados e nenhuma razão para ser repetido, muito menos esquecido".

UMA PEQUENA CRÔNICA: APENAS VEJO. Abro a porta da alma. Olho lá dentro o que vejo? Vejo pessoas desesperadas em busca da felicidade. Vejo o tempo correndo, querendo nos deixar para traz. Vejo as nuvens cobrindo as cabeças de lutadores do dia a dia. Vejo estranhos caminhando, se…
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UMA PEQUENA CRÔNICA: APENAS VEJO. Abro a porta da alma. Olho lá dentro o que vejo? Vejo pessoas desesperadas em busca da felicidade. Vejo o tempo correndo, querendo nos deixar para traz. Vejo as nuvens cobrindo as cabeças de lutadores do dia a dia. Vejo estranhos caminhando, se acabando por coisas desnecessárias. Vejo em quatro ou cinco anos pessoas se abandonando, esquecendo as amizades construídas nesse pequeno espaço de tempo que dele restará apenas lembranças. Vejo em cada olhar a vontade de vencer, vencer uma luta, vencer a desesperança, vencer as intrigas diárias, vencer os medos, vencer seus erros, vencer o orgulho que perdura nos nervos. Vejo na esquina seres rodeados de amarguras, fechados armados e parece que a qualquer momento tudo estará zerado e a explosão se espalhará e quem estiver desprotegido, será infectado pela tristeza desmedida. Abro as janelas da alma com receio deixar entrar pela porta, a desolação, o peso que arrasta o ser a perdição. Vejo os laços sendo rompidos, sendo substituídos pelas emaranhadas e embaraçadas amarras sem saída. Vejo lá fora, já se perdera o encanto, as pessoas andam se esbarrando, sem sentir o calor do outro. A frieza congelou a singela união que um dia aparentou existir. Vejo o desinteresse, em cada gesto e cada verso que sai da boca meticulosamente planejada para ser solto no ouvido dos que recuam por deslizes e clamam por compaixão. Abro a porta do meu coração, para que seja desintoxicado desse mundo de ilusões que oferece um paraíso efêmero e trapaceiro. Eu quero o eterno paraíso. Pois quando abro a porta da alma, esse mundo se mostra, mas a mim, não interessa! Abro as mãos, distorço os dedos para discorrer essas poucas linhas que restaram.

O LABIRINTO DA VIDA É como eu se tivesse acordado em um extenso labirinto, cheio de atalhos
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O LABIRINTO DA VIDA É como eu se tivesse acordado em um extenso labirinto, cheio de atalhos tortuosos, e armadilhas infindáveis. É como se falseasse cada suspiro E roubasse momentaneamente o ar, O oxigênio seco, a mistura com outros Causadores dos formigamentos indesejáveis. É como se andasse descalça, Num mar de espinhos prontos Para perfurar, sangrar os pés As camadas de meu próprio eu, Foram rompidas. É como se a fortaleza que segura Desabasse, descesse lentamente, Machucando as últimas esperanças. Dos obstáculos, desviavam-se, mas A válvula de escape se rompia A cada nova tentativa. A saída se perdera no instante da entrada O labirinto da vida se fechava, A inconstante vontade de fugir, Empurra o corpo que jaz na forma física Da persistência. Pelo suor gasto no caminho galgado, Nada surge para salvar, para mostrar Que a labuta estava valendo apena Que no final do labirinto, Uma luz iluminaria a saída. É como se tudo transcendesse a realidade, o reflexo da imagem no espelho transformasse a face num Místico mistério que já não suporta a pressão. Afastou-se o cansaço, e convidara-se o descanso para terminar a jornada, os sentidos que dantes Furtara o ar, já não tem sede de respirar. É como se a luz tão desejada, Surgisse para mostrar finalmente, Uma rota de fuga, toda via, sucumbiu-se O corpo desfaleceu, a frieza tomou conta. Avistou-se o fim do labirinto, a vida, O roteiro de existência chegara ao Seu desfecho final percorreu-se todas as Curvas, cada espaço planejado. A única verdade que jamais Refuta-se é chegar à saída do labirinto E não encontrar a liberdade. Deparar-se com a certeza que Viver é um labirinto.

Assim sou eu! A imensidão no infinito do universo... Estrela que brilha no teto do quarto,
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Assim sou eu! A imensidão no infinito do universo... Estrela que brilha no teto do quarto, Sou sol que amanhe e anoitece, Sou o sonho na escuridão dos olhos cegos. Assim sou eu! Sou brisa sem frio... Vendaval em tempestade, Vento inquieto que sopra sem destino certo, Sou andorinha sem verão. Sou tempo nebuloso ou inverno tenebroso?! Não, Assim sou eu! O som do barulho E o silêncio do vazio, Sou dias e noites a fio em busca do tempo perdido. Assim sou eu! Galho seco imerso no verde esperança, Sou deserto sedento por um pingo de alento, Sou balsamo para solidão E sombra que surge no sol escaldante. Assim sou eu! Boca sem céu azul... O sorriso da felicidade, Retrato da vida no passado, presente e futuro dourado, Sou chocolate puro? Não, chocolate com leite e açúcar! Assim sou eu! Sou perfume, cheirinho de aroma... Sou tulipa vermelha do campo E sangue que pulsa fora dos corações Sou essência do eu imponente. Eu sou assim! Amor sem fronteira... Liberdade ávida em companhia, Carrossel sem giro perfeito E criatura com saudosa lembrança da infância Sou o desenho criado pelos dedos de Deus. Assim sou eu!

Oh, ávida saudade! Quão saudosa hoje estou, Saudosa daqueles minutos de risadas
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Oh, ávida saudade! Quão saudosa hoje estou, Saudosa daqueles minutos de risadas Ou das demasiadas gargalhadas Que não as consegui controlar. Saudosa estou, das amizades deixadas De cada carinho que não recebi, Ou da face que não percebi. Ai, que saudade de conversar em silêncio, Dos sussurros simples, o sopro do vento... Que provoca correntes de frio, invernando as noites quentes. Saudades de uma singela pisada no chão do corredor, Dizendo-me: que os sonhos venham, Que os anjos estejam na cabeceira da cama, Passando a mão nos cabelos teus Suavizando o sono teu, Orando ao Pai do céu e rogando-lhe proteção Acalantando-me por instantes a tormenta, a solidão. Digo agora estou saudosa, de tudo, de todos E essencialmente da minha mãe que vislumbro Ao longe neste momento. Saudosa do Tum, Tum... Do coração de quem ama. Quão saudosa estou, se somente hoje não sei! Ou se ao despertar de um amanhã minha resposta seja A expressão eloquente de Sócrates “só sei que nada sei”!

O resgate da existência Procura-se a existência... Sabes onde posso encontrar?
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O resgate da existência Procura-se a existência... Sabes onde posso encontrar? Aquela existência que o homem deixou escapar, a existência que surgiu na essência da celebração do nascimento ou perecimento dos entes. Busca-se uma existência, do corpo, o mais puro, singelo e tocante. Aquela que surge no plano coletivo, que se entrelaçam num suspiro, no último suspiro ofegante e desesperado pelo uno entre os seres humanos. A existência da serenidade, a mesma deixada no devaneio capitalista,a existência que se vislumbra ao longe com o fracasso ou sucesso do corpo/mente. Da eterna ou efêmera tal existência. Procura-se a existência que causa “satisfação” ou te empurra para a mais dura e cruel realidade padronizada. E alguém o interpelou o que queres, A vida ou a alma perdida nos caminhos do leva e traz? O véu estético que cobre o rosto teu ou o susto que abalou os olhos meu ao ver-te, moldado/monopolizado por aquilo que o dividiu? O que procuras resgatar? A existência do corpo desregrado pelo vício, do furor da violência, da profissão perplexa ou simplesmente da grave alienação social que insiste permanecer?

MEMÓRIAS DA MINHA DOCE INFÂNCIA Eu vivi no paraíso onde tudo tinha cor Mata verde, céu azul, nuvem branca e sol laranja
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MEMÓRIAS DA MINHA DOCE INFÂNCIA Eu vivi no paraíso onde tudo tinha cor Mata verde, céu azul, nuvem branca e sol laranja Formava um lindo arco-íris, belo emaranhado de cores Que se enlaçavam no brilho do dia. Eu vi os sorrisos mais sinceros e repletos de felicidade Nasci no interior, no leito do rio Gurupí Cercada por águas doces e cachoeiras que se debruçavam Nas correntes nervosas do rio. Tinha sonhos inocentes que não se realizavam, Mas vivia tão feliz que nunca me importava, Continuava dormindo sem me preocupar, Sem me magoar, sonhando num suspirando sonante Esperando ansiosamente o desejável dia do amanhã Pois sabia que acordaria para uma nova aventura começar. Ah, como eu brincava! Corria como em um desespero Mas ao contrário de buscar socorro, procurava diversão Na areia ou na terra preta do quintal, descalça deslizava Sobre a maciez da lama, tudo, tudo com a mais pura emoção. Sob as sombras dos cafezais eu pulava, subia em mangueiras Apanhava frutas, não tinha temor à altura, embalava-me no Balanço fechando os olhos sentido o vento suavizando minha pele Nos dia de verão. Quando o suor escorria sobre meu rosto Descia para beira do rio Gurupí, me jogava, mergulhava Ficava alguns segundos submersa, como quem tivera saído do Deserto e encontrado uma fonte, maná de sensações, Ah, como era bom o barulhinho da água que me molhava, Aquele arrepio frio que percorria meu corpo! As tardes no sítio dos meus avós eram deliciosas Amava aquela simplicidade, o silêncio que nos Permitia ouvir o canto dos pássaros, o som que Ecoava dos troncos e galhos das árvores O toque leve e sedoso dos dedos da minha avó Passando óleo de coco babaçu que exalava um Cheirinho de carinho, enquanto ela penteava e Massageava com todo cuidado os fios do meu cabelo. À noite, permutava-se a soluta da escuridão pela luminosidade da Alegria presente nas rodas de amizade. Ouvia- se versos, histórias De assombrações, mais principalmente, contos da gente que despertava curiosidade. Quem não se lembra das brincadeiras de rodas, ciranda-cirandinha e das cantigas? Que acalantava o sono dos pequeninos, dos anjinhos! Tinha liberdade de aprender, de errar, de brincar, Liberdade de ter medo, medo dos olhos ofuscante da coruja que Assustava-me por noite, deixando-me com sono por dias. Pura superstição dos velhos sábios da aurora de minha vida Nossa! Quantos valores e saberes me transmitiram! Vejo-me agora como uma boba em companhia de lembranças dos Anos maravilhosos que vivi, mas sinto-me livre para reinventar os caminhos de hoje para alcançar, talvez, novas e esplendorosas aventuras amanhã, sem esquecer-me da minha doce infância vivida.

Quero um lugar para ficar, um carinho sentir, quero um brilho no olhar e um amor irresistível. Quero um pedacinho do céu, um cantinho que seja só meu. Quero meu desenho na areia e um castelo na montanha, quero a luz das estrelas e os raios do sol. Quero um riacho de águas tranqui…
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Quero um lugar para ficar, um carinho sentir, quero um brilho no olhar e um amor irresistível. Quero um pedacinho do céu, um cantinho que seja só meu. Quero meu desenho na areia e um castelo na montanha, quero a luz das estrelas e os raios do sol. Quero um riacho de águas tranquilas e caminhar no mar cheio de rosas vermelhas. Quero ouvir a pequena canção e quero a poesia da vida declamada com a mais pura emoção. Quero só um pedido: faça-me feliz, oh, solitário coração?

DESLIZAMENTOS Esvai-se a plenitude da natureza com choros de chuva, destruído
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DESLIZAMENTOS Esvai-se a plenitude da natureza com choros de chuva, destruído rios de lama escorrendo pelas montanhas lares viajando dentre os caminhos de pedras Geme o vento, traz transtorno a fuga é eminente, deixa-se o cachorro livre para que não tenha um perecimento lento. A secura é tão grande que não cabe no deserto de corpos presos na capa da invisibilidade. Não há lamúria tão pouco rancor, não há o que fazer! da amargura não se sente o gosto, o dissabor da vida. Busca-se o altruísmo na expiação do outro cabe um par de tênis uma camisa rasgada O frio não se sente foi enrolado pelo calor das cobertas doadas pelo filho da natureza A espera dura, dura mais que a revolta pois a chuva passa do vento resta calmaria o estrago fica na alma e na lembrança de quem viveu o terror. Dói o clamor da natureza se oculta anos a após anos o chamando. Quem fica a mercê são os esquecidos pelos comandos despreocupados