Frase de Elizamar Lanoa
Todos os pontos enfileirados, Um a um foram unidos pelos dedos Engenhosos de uma criadora que não Mede esforços para deixar sua marca. Os linhos de algodão, os botões cobertos Por um tecido com cores mescladas, um capricho. Costura bem balizada, o corte bem acentuado, Sem quaisquer amassados, curvas perfeitas. Os moldes riscados, bem demarcados, delimitando A trajetória das linhas de lã, Nada de roupas engomadas, Panos rústicos ou de poliéster Apenas tecidos leves e soltos. Vestidos de mangas fofas, Umas saias com cós alto e barras plissadas, Outras com volume, modelagem godê ou Estilo tulipas vermelhas. Nunca dantes ensinaram-lhe Como manusear uma agulha, Uma tesoura, A alinhavar um pedaço de trapo, Uma meia furada, A enfiar um pedaço De linha no fundo da agulha. Muito menos lhe ensinaram A manipular uma velha Singer. Os pés talentosos aprenderam Sozinhos a pedalar em uma enferrujada Máquina de ferro, deixada de herança. Ainda assim, seu célebre ofício aprendera Com sua própria forma de fazer arte com as mãos. Num vai e vem de fura e amarra, segue sua linda sina, Nunca precisara de curso de moda, corte e costura Ou alfaiataria para fazer selar sua história.
No pensador.ai desde