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Frase de Elizamar Lanoa

MEMÓRIAS DA MINHA DOCE INFÂNCIA Eu vivi no paraíso onde tudo tinha cor Mata verde, céu azul, nuvem branca e sol laranja Formava um lindo arco-íris, belo emaranhado de cores Que se enlaçavam no brilho do dia. Eu vi os sorrisos mais sinceros e repletos de felicidade Nasci no interior, no leito do rio Gurupí Cercada por águas doces e cachoeiras que se debruçavam Nas correntes nervosas do rio. Tinha sonhos inocentes que não se realizavam, Mas vivia tão feliz que nunca me importava, Continuava dormindo sem me preocupar, Sem me magoar, sonhando num suspirando sonante Esperando ansiosamente o desejável dia do amanhã Pois sabia que acordaria para uma nova aventura começar. Ah, como eu brincava! Corria como em um desespero Mas ao contrário de buscar socorro, procurava diversão Na areia ou na terra preta do quintal, descalça deslizava Sobre a maciez da lama, tudo, tudo com a mais pura emoção. Sob as sombras dos cafezais eu pulava, subia em mangueiras Apanhava frutas, não tinha temor à altura, embalava-me no Balanço fechando os olhos sentido o vento suavizando minha pele Nos dia de verão. Quando o suor escorria sobre meu rosto Descia para beira do rio Gurupí, me jogava, mergulhava Ficava alguns segundos submersa, como quem tivera saído do Deserto e encontrado uma fonte, maná de sensações, Ah, como era bom o barulhinho da água que me molhava, Aquele arrepio frio que percorria meu corpo! As tardes no sítio dos meus avós eram deliciosas Amava aquela simplicidade, o silêncio que nos Permitia ouvir o canto dos pássaros, o som que Ecoava dos troncos e galhos das árvores O toque leve e sedoso dos dedos da minha avó Passando óleo de coco babaçu que exalava um Cheirinho de carinho, enquanto ela penteava e Massageava com todo cuidado os fios do meu cabelo. À noite, permutava-se a soluta da escuridão pela luminosidade da Alegria presente nas rodas de amizade. Ouvia- se versos, histórias De assombrações, mais principalmente, contos da gente que despertava curiosidade. Quem não se lembra das brincadeiras de rodas, ciranda-cirandinha e das cantigas? Que acalantava o sono dos pequeninos, dos anjinhos! Tinha liberdade de aprender, de errar, de brincar, Liberdade de ter medo, medo dos olhos ofuscante da coruja que Assustava-me por noite, deixando-me com sono por dias. Pura superstição dos velhos sábios da aurora de minha vida Nossa! Quantos valores e saberes me transmitiram! Vejo-me agora como uma boba em companhia de lembranças dos Anos maravilhosos que vivi, mas sinto-me livre para reinventar os caminhos de hoje para alcançar, talvez, novas e esplendorosas aventuras amanhã, sem esquecer-me da minha doce infância vivida.

Elizamar Lanoa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Alguém bateu na porta, ouviu-se um silêncio... - Quem é?Ninguém respondera. - Se não falar quem é, eu não abro!
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Alguém bateu na porta, ouviu-se um silêncio... - Quem é?Ninguém respondera. - Se não falar quem é, eu não abro! - Sou eu. - Eu quem? - Não te faças de boba, tu sabes quem é?! - Se não disseres o teu nome, eu não vou abrir. - Não sei quem é, então não abrirei a porta, pronto. Tornou a ouvir o silêncio... Esperou um pouco e trancou a porta. A felicidade desistiu de bater na porta do seu coração. E ele travou, esfriou.