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Frase de Elizamar Lanoa

UMA PEQUENA CRÔNICA: APENAS VEJO. Abro a porta da alma. Olho lá dentro o que vejo? Vejo pessoas desesperadas em busca da felicidade. Vejo o tempo correndo, querendo nos deixar para traz. Vejo as nuvens cobrindo as cabeças de lutadores do dia a dia. Vejo estranhos caminhando, se acabando por coisas desnecessárias. Vejo em quatro ou cinco anos pessoas se abandonando, esquecendo as amizades construídas nesse pequeno espaço de tempo que dele restará apenas lembranças. Vejo em cada olhar a vontade de vencer, vencer uma luta, vencer a desesperança, vencer as intrigas diárias, vencer os medos, vencer seus erros, vencer o orgulho que perdura nos nervos. Vejo na esquina seres rodeados de amarguras, fechados armados e parece que a qualquer momento tudo estará zerado e a explosão se espalhará e quem estiver desprotegido, será infectado pela tristeza desmedida. Abro as janelas da alma com receio deixar entrar pela porta, a desolação, o peso que arrasta o ser a perdição. Vejo os laços sendo rompidos, sendo substituídos pelas emaranhadas e embaraçadas amarras sem saída. Vejo lá fora, já se perdera o encanto, as pessoas andam se esbarrando, sem sentir o calor do outro. A frieza congelou a singela união que um dia aparentou existir. Vejo o desinteresse, em cada gesto e cada verso que sai da boca meticulosamente planejada para ser solto no ouvido dos que recuam por deslizes e clamam por compaixão. Abro a porta do meu coração, para que seja desintoxicado desse mundo de ilusões que oferece um paraíso efêmero e trapaceiro. Eu quero o eterno paraíso. Pois quando abro a porta da alma, esse mundo se mostra, mas a mim, não interessa! Abro as mãos, distorço os dedos para discorrer essas poucas linhas que restaram.

Elizamar Lanoa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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É preciso andar olhando para a frente, porque se olhar para os lados corre o risco de se perder no caminho.
Alguém bateu na porta, ouviu-se um silêncio... - Quem é?Ninguém respondera. - Se não falar quem é, eu não abro!
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Alguém bateu na porta, ouviu-se um silêncio... - Quem é?Ninguém respondera. - Se não falar quem é, eu não abro! - Sou eu. - Eu quem? - Não te faças de boba, tu sabes quem é?! - Se não disseres o teu nome, eu não vou abrir. - Não sei quem é, então não abrirei a porta, pronto. Tornou a ouvir o silêncio... Esperou um pouco e trancou a porta. A felicidade desistiu de bater na porta do seu coração. E ele travou, esfriou.