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Frases de Elisa Flor

42 frases

"EU"... Dia imenso Ausência de luz
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"EU"... Dia imenso Ausência de luz e de alegria... Dimensionar a dor? Impossível Vazios cheios de silêncios Pensamentos desordenados Sentimentos desorientados Tristeza sem razão de ser Sem lugar para ser Tão intensa Tão latente Sem fluidez de vida Sem garantia de guarida Ontem? Ecos distantes... Amanhã, dificilmente como era antes! Tanta escuridão... Tantos " Nãos" Tantas palavras Poema sem rima Aleatoriedade Ambiguidade Sensação de insanidade Ansiedade Sede da verdade Mas que verdade? Fujo da verdade Medo de saber Medo dos meus medos Das minhas fóbicas fobias Manias Realidades que cegam Cegueira bem recebida Anseio pela vida Angústia de viver " Eu" Paradoxo " Eu" dividido "Eu" não concluído " Eu " como sei ser Como posso ser " Eu" confusa " Eu" poesia...

IMPÁVIDA POESIA ...E disse Deus: Haja luz!
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IMPÁVIDA POESIA ...E disse Deus: Haja luz! Feliz, prosseguiu: Voem passarinhos Borboletas em mil cores Brotem flores pela terra Ondas beijem as praias Hajam céus Universos em estrelas Lua para os futuros amores Sol para despertar a vida na imensidão dos mundos...! Então, estrondar de beleza sem igual! Agora, o momento sagrado A obra prima A primazia da sua arte Eis que homem e mulher Ele cria! Sopra-lhes nas narinas uma alma que sonha Que sente Que ama! Então num fache de luz Em grandeza e maestria Há o reconhecimento do belo Olhos nos olhos Bocas de carmim Uma colossal alegria...! E no fundo do ser dos primeiros amantes Cheios de rompantes de paixão e acalanto, surge do amor Impávida A primeira A mais bela e terna poesia...!

Amor Solitário Meu amor é tão sozinho... Descontente, mas tão imenso
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Amor Solitário Meu amor é tão sozinho... Descontente, mas tão imenso que poderia afoguear os corações Enchendo de poesia todo o universo! No entanto, meu amor tão intenso foi feito por ti esquecimento... Sem dó nem piedade por mim pobre menina, que só vive por ti...! E meu amor, tão sozinho sobrevive de passados momentos, saudades de um tempo perdido nos redemoinhos e descaminhos do velho vento...

Eternidade Já faz tanto tempo... Passaram-se as estações
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Eternidade Já faz tanto tempo... Passaram-se as estações Em mim, o tempo parou Continuo te amando mais Te querendo mais Sendo menos eu e (mais) você. Sempre você. Estaticamente Memória congelada Saudade desgraçada do tempo em que eu te sabia meu... ...Que fantasia! Um dia nós, no outro, eu... ...E os versos que as estações me trazem, das lembranças das horas que te acalentei ternuras... ...E que por gentileza ( Que seja) fui acariciada pelo teu querer.

METAMORFOSE Por favor queridos Hoje
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METAMORFOSE Por favor queridos Hoje Não questionem os meus versos! É que estou sou tão borboleta... Em constante transição Metamorfoseante. Mas é mesmo um pesar que eu não me mantenha asas... Sempre volto ao meu estado de larva. Tão volátil. Não fico em mim Nem mesmo sei o que sou Amanheço alegria Crisálida em utopia. Poesia Anoiteço solidão. " Lagarteante".

Sob o lampião... Como está escuro meu Deus! Nas ruas vagam gentes sem nomes
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Sob o lampião... Como está escuro meu Deus! Nas ruas vagam gentes sem nomes Espectros na imensidão do mundo Caminham... Não sei para onde. Da minha janela os espreito! A tênue luz do lampião me permite A mulher cabisbaixa O homem encurvado, no terno azul... Seguem quietos, calados Alheios à tudo Alheios à mim que os observo! O que será que pensam? Será que sonham? Fantasiam? Anseiam...? Será que seus sofrimentos são maiores que os meus? Eu, que fico aqui, a ludibriar a minha dor, pensando nas dores deles...! Ou será que somos todos fantoches nas mãos impiedosas de um destino incerto, sob o brilho de um lampião pendurado sobre nossas cabeças?

Tarde fria ...E tu eras apenas uma lembrança. Uma velha carta desbotada
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Tarde fria ...E tu eras apenas uma lembrança. Uma velha carta desbotada Mas tão pouco era tanto, que eu parava todo o desencanto das saudades tuas... Detinha o tempo só para vislumbrar tua letra no velho papel amarelado. Estranho, eu poderia jurar que sentira o toque dos teus dedos A força que usara para escrever as palavras A pausa entre uma frase e outra Tua cabeça pendendo para o lado, á espera de um novo pensamento... A tarde está fria Mas a carta queima em minhas mãos ...Minha solidão se torna menos vívida Esboço um sorriso. Guardo o velho papel no seio.

Carícias da vida De uns tempos para cá, ela anda assim... Mais leve, mais brisa
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Carícias da vida De uns tempos para cá, ela anda assim... Mais leve, mais brisa Um tanto mar Maresia no ar Penso que nada mudou Fora dela o mundo ainda é o mesmo Por dentro, lá onde nascem as fontes, é que está mais azul... Mais nuvem e cheiros de baunilha em fim de tarde. Nenhum motivo para alarde Nem mesmo uma nova amizade Ou um novo amor... ...Ela só está assim Riso de gentilezas Olhares perdidos em qualquer ternura oculta no horizonte Carícias da vida Inesperadas e inexplicáveis.

BELEZA A beleza verdadeira é aquela em que não se percebe de imediato.
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BELEZA A beleza verdadeira é aquela em que não se percebe de imediato. É profunda...Enraizada no solo da alma. A entrevemos através de olhos brilhantes, mesmo que não estejam em belos rostos... Está contida na ternura de um gesto de carinho Num pedido de perdão...Ou no ato de perdoar! A beleza nem sempre é tão óbvia_ Tão patente! É um dom reconhece-la. Rete-la, um privilégio! Mas a verdade é que a beleza foge à vaidade É simples, duradoura e maravilhosa! Não é somente um atrativo aos olhos é uma virtude que poucos possuem!

O CANTO DE DEUS Borboletas são a voz de Deus... Imaginem Deus cantando
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O CANTO DE DEUS Borboletas são a voz de Deus... Imaginem Deus cantando Anjos silenciosos em perfeita reverência para ouvir o criador em sua mais íntima expressão! Alegria e amor Num momento como este surgiram as borboletas Deus, cheio de inspiração, explodindo de vida eterna o coração, bradou: Haja Beleza! E assim, maviosas mariposas em todas as formas, cores tamanhos...Brilho sem igual saíram a revoar__Dança magistral...! E enquanto Deus cantava, o céu silenciava, borboletas bailavam colorindo a natureza, enfeitando os quintais,concedendo cor à vida. Expressão terna do amor de Deus Presente imerecido aos filhos seus... Amo o revoar das borboletas Adoro o canto de Deus...!

POESIA NÃO ESCRITA Hoje, num momento louco ou mágico me senti viva.
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POESIA NÃO ESCRITA Hoje, num momento louco ou mágico me senti viva. A chuva despencou sobre meus cabelos encharcou meu vestido, colando na pele, criando uma segunda derme composta de exaltação euforia, sensualidade, leveza e um êxtase calmo. Brando, sem urgência... Uma vontade imensa de voar O cheiro de alfazema Ausência de dor De medo Sentimento de eternidade Desejos de beijos De braços envolventes De pertencer à alguém Quem? Não sei Só uma vontade... Uma loucura deliciosa Uma satisfação gloriosa Plenitude de consciência de ser Ser gente Ser mulher! E a chuva desce__Águas doces Lavam toda a tristeza Toda a incerteza. Só restando Vida. Momento de poesia não escrita.

Menina Primavera Eis que surge a primavera! Vem vestida de linho puro, belo e
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Menina Primavera Eis que surge a primavera! Vem vestida de linho puro, belo e adornado de todas as flores que há... Ela vem com os pés descalços... Sob eles o revoar de borboletas mil levemente a arrastam, brisa e cor, Não pisa o chão! Seus olhos são carícias de ternura! Sua voz tilintar de amor e carinho Traz nas mãos esperanças de jasmim De sua boca, mel e versos. És menina que brinca de florir Balançar nas gérberas dos jardins És o primor das estações O acalentar da poesia És sonho para mim...!

NOSSO RISO LOUCO... Celebremos o riso. O riso puro e gentil
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NOSSO RISO LOUCO... Celebremos o riso. O riso puro e gentil O riso que lava a alma Que proclama a vida em versos música e poesia! Que o riso se sobressaia em meio à dor Que abuse da mediocridade, gentilmente, sem escárnio e sem maldade... Que nos leve aos nossos infinitos Que sustente nossa eternidade em meio às nossas limitações, à nossa frágil humanidade... Que nosso riso seja nossa canção. A nossa verdade Que contrarie toda a noção de pranto Que sorrindo sejamos tidos como loucos diante da louca sanidade deste mundo torto! E de riso em riso vamos levando a vida, que mesmo sofrida a cada amanhecer suscita em nós um sabor de " Querer Mais"...!

DEVANEIOS Sou a poetisa triste e sombria A vida imensa de loucura me fez assim
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DEVANEIOS Sou a poetisa triste e sombria A vida imensa de loucura me fez assim Mas os sonhos que tenho são cores ao vento fantasias cheias de uma felicidade sem fim! Sou aquela que sonha com amores queridos Beijos cheios de paixão e ternuras em flores Dá-me Deus, peço, um pouco de acalento Permita-me versos de docilidade e amores! Porque estou condenada aos versos malditos? E esta dor que dilacera meu peito em agonia? Não sou tal qual as demais filhas da mundo? E teimo em sonhar além da minha realidade! Céus azuis e sóis reluzentes sobre minha amargura! Minha poesia é nua!__ Mas meus devaneios são profundos!

Verso e Poesia Cobriu-me com teu corpo Fizeste de tua pele minhas vestes
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Verso e Poesia Cobriu-me com teu corpo Fizeste de tua pele minhas vestes Aceitei teu acalanto Teu calor Teu doce manto... Me deixei ficar Como uma parasita Bebendo da tua seiva Respirando do teu ar Em total dependência Quase uma não existência... Uma doença Uma dormência Um alheamento de mim. ... Quando despertei do torpor percebi que o que eu sentia já não era amor. Era analgesia Que piedade! ...Era tão tarde. Eu já não era eu Tu eras em mim verso e poesia.

_ Sinto dores imensas, doutor. _ Me diz, por favor, poetisa, aonde dói? _ Na alma doutor. Na alma...
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_ Sinto dores imensas, doutor. _ Me diz, por favor, poetisa, aonde dói? _ Na alma doutor. Na alma... _ Doença de difícil prognóstico, querida. _Tem cura doutor? _ Quem vai saber?_ Essas coisas do coração... _ Estou condenada doutor? _ Creio que sim poetisa, terás que versejar por todo a vida, escreve, que as dores amenizam...Sim. Amenizam...

Pressa. Dá-me já um cálice de vinho Ou uma dose de vódka quente
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Pressa. Dá-me já um cálice de vinho Ou uma dose de vódka quente Ou mesmo um copo de aguardente... Seja lá o que for, dá-me! Preciso entorpecer meus sentidos Esquecer que eu existo ( se é que um dia existi ) Neste mundo louco Que me devora aos poucos Me suga a vida Me sangra a ferida Alma renhida, entregue Que deus, ou o diabo, a carregue! Perdoe-me Deus a blasfêmia! É que minha dor não descansa Onde foi minha esperança, ou a dose de morfina que meu corpo abomina, mas à minha mente seduz! Cheiro de alcaçus... Ou seria de incenso Torpor letal, imenso, desatina a razão, estraçalha o coração... Onde há Luz, Tudo que me conduz é a escuridão! Pensas ser eu uma maldita Mas a paz silenciou A alegria não grita ( Nem sussurra mais) Nesta terra de meus pais, onde tudo, hoje, são ais, não me sinto... Simplesmente, não me sinto mais! Dá-me logo este veneno! Não me negue a inconsciência, Ser piedoso, mostre decência á esta poetisa atormentada...! Há horas que a vida é nada! Sem risos e acalantos, perde-se o riso e o encanto... Chega de realidade! Uma dose pequena Um trago apenas Mas que me traga alegria ( Ainda que farsante) Vamos, adiante! Me aguarda hoje, ainda, a poesia.

VIVER ...E a cada manhã eu olho bem na cara da vida
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VIVER ...E a cada manhã eu olho bem na cara da vida e vou logo dizendo: Olha, estou aqui novamente Dou um longo suspiro Alongo minha fé Aspiro esperanças Tomo um gole de café, outro de coragem e vou em frente, porque hoje é presente, o ontem "é" memória e do amanhã eu nada sei. Dou graças por mais um dia No alforge alegria e confiança... E mais uma chance de tentar ...Acertar, quem sabe? Proclamar a arte de viver Simples assim Viver.

VIDA Coisa mais linda é a vida! Ainda que não seja do jeito que a gente quer!
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VIDA Coisa mais linda é a vida! Ainda que não seja do jeito que a gente quer! Tem dor Tristezas Dessabores... Mas também há risos, Beijos Abraços Levezas e ternuras... Então vale á pena E como vale! Vale à pena rir nosso riso Chorar nosso choro Escrever nossa história... Pois a vida é presente embrulhado em papel avesso, as vezes a embalagem nos surpreende! Ah vida... Vida linda Vida sofrida Vida paradoxo Vida da gente.

AH, ESTES DOMINGOS! Nesse entardecer de domingo, não peço muito à Deus.
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AH, ESTES DOMINGOS! Nesse entardecer de domingo, não peço muito à Deus. Talvez um pouco mais de leveza Um pouco menos de melancolia Um riso que não fosse só o meu, nesse pequeno cômodo onde brinco de escrever poesia... Talvez um amor amigo Ou quem sabe, um amigo amor Ou só um amigo, que assim fosse! Mas, uma companhia para encher meu dia de conversas fiadas...Na tarde cinza: Um pouco de cor! Mas acho que de nada vale pedir! Suplicar, lamentar...Chorar! Todo domingo é o mesmo tédio Uma nostalgia que não tem remédio Saudades de dias passados, distantes... ( Nada é como era antes) Pedante...! O tempo passa, sem graça! Passo eu. Passamos nós... Cata-vento tão veloz, que não dá pra descrever! Deixa a vida como está, porque se reclamar, piora Vou pegar minha vitrola, ouvir Chico ou Noel Assim a tarde se torna ainda mais vintage para inspirar esse tal poema, num pedaço de papel! E o que era só um pedido, virou história. Reclamação, murmurinho... Estou ficando velha e enjoada Não aguento mais estes domingos!

MARGARIDAS Margaridas são flores delicadas Me lembram branduras e gentilezas
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MARGARIDAS Margaridas são flores delicadas Me lembram branduras e gentilezas que alguns amigos semeiam por aqui. Aqui, onde tudo as vezes é tão cinzento... Trazem beleza, perfumam a vida. Pessoas, margaridas...Delicadezas do viver! Por isso busco campos dessas miudezas Simplicidades que exaltam nossa existência Obras primas de Deus. Graça, dádivas... Que plantemos margaridas pelo caminho Que conquistemos amigos que são acalanto, encanto e ternura__ Canduras queridas!