Frase de Elisa Flor
Pressa. Dá-me já um cálice de vinho Ou uma dose de vódka quente Ou mesmo um copo de aguardente... Seja lá o que for, dá-me! Preciso entorpecer meus sentidos Esquecer que eu existo ( se é que um dia existi ) Neste mundo louco Que me devora aos poucos Me suga a vida Me sangra a ferida Alma renhida, entregue Que deus, ou o diabo, a carregue! Perdoe-me Deus a blasfêmia! É que minha dor não descansa Onde foi minha esperança, ou a dose de morfina que meu corpo abomina, mas à minha mente seduz! Cheiro de alcaçus... Ou seria de incenso Torpor letal, imenso, desatina a razão, estraçalha o coração... Onde há Luz, Tudo que me conduz é a escuridão! Pensas ser eu uma maldita Mas a paz silenciou A alegria não grita ( Nem sussurra mais) Nesta terra de meus pais, onde tudo, hoje, são ais, não me sinto... Simplesmente, não me sinto mais! Dá-me logo este veneno! Não me negue a inconsciência, Ser piedoso, mostre decência á esta poetisa atormentada...! Há horas que a vida é nada! Sem risos e acalantos, perde-se o riso e o encanto... Chega de realidade! Uma dose pequena Um trago apenas Mas que me traga alegria ( Ainda que farsante) Vamos, adiante! Me aguarda hoje, ainda, a poesia.
No pensador.ai desde