Frase de Elisa Flor
Sob o lampião... Como está escuro meu Deus! Nas ruas vagam gentes sem nomes Espectros na imensidão do mundo Caminham... Não sei para onde. Da minha janela os espreito! A tênue luz do lampião me permite A mulher cabisbaixa O homem encurvado, no terno azul... Seguem quietos, calados Alheios à tudo Alheios à mim que os observo! O que será que pensam? Será que sonham? Fantasiam? Anseiam...? Será que seus sofrimentos são maiores que os meus? Eu, que fico aqui, a ludibriar a minha dor, pensando nas dores deles...! Ou será que somos todos fantoches nas mãos impiedosas de um destino incerto, sob o brilho de um lampião pendurado sobre nossas cabeças?
No pensador.ai desde