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Frases de Elisa Flor

42 frases

Noites frias Ohh meu bem A noite está tão fria
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Noites frias Ohh meu bem A noite está tão fria ...E quanto sinto falta do teu calor Sim...Da doce chama do teu corpo no meu, e da tua voz acariciante em minh'alma. E o luar está lindo, amor... Invoca a poesia Poe palavras na gente Palavras cheias de um amor imensurável De uma ternura cheia de afetos De gentilezas sem fim... ...Cheiros de jasmim Margaridas nos cabelos e beijos silenciosos e calmos nos lábios... Noites frias são assim Ressuscitam saudades e vontades... Muitas Tantas Saudades de ti.

Agora... Amanhã? O que farei amanhã?
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Agora... Amanhã? O que farei amanhã? Ora, que pergunta! Não existe o " Amanhã" ! O amanhã ainda é sonho Fruto ainda em flor Flor por desabrochar Fotografia não revelada Carta fora do baralho Mistério... Sim! Amanhã é apenas um conto. Ainda... Não me perguntes sobre o amanhã. Me pergunte do agora! Agora sou contemplação Sou pensamento Sou a loucura abstrata, na tentativa de extrair do ontem vivido, os versos insípidos de um poema.

Avessa à razão Se eu ouvisse à razão Se pensasse lucidamente
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Avessa à razão Se eu ouvisse à razão Se pensasse lucidamente Com toda certeza Não te amaria tão loucamente! Mas esse coração doido Que não sossega no peito Te encheu de ares de sonhos Nem percebeu teus defeitos! E agora o que que eu faço? Tornei-me serva dos teus beijos Prisioneira dos teus abraços Sucumbi aos teus gracejos... Mas agora não tem jeito. Tristeza! Sou totalmente avessa à razão Amar-te é tudo o que sei e faço Graças á esse insano coração!

MEUS FILHOS, OS POEMAS... Deus, quantos filhos já gerei! Os gero o tempo todo!
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MEUS FILHOS, OS POEMAS... Deus, quantos filhos já gerei! Os gero o tempo todo! Nas nuvens que passam Na chuva que cai No sol que queima a pele No enlaçar das mãos Na dor de um sonho morto No barranco à beira da estrada... Gero versos do nada! Da essência de tudo! Da tristeza velada, delatada no olhar, ou no sorriso dúbio, sem fé no amanhã... Gero palavras as vezes sem sentido... E que sentido devem ter as palavras antes de serem interpretadas por alguma alma sedenta de beleza? Gero. Procrio noite e dia! E ai de mim, se me tornar infértil, e me negar à trazer à luz a poesia!!

À MERCÊ DA VIDA... Ando tão perdida pela vida... Não sinto vontades de ir
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À MERCÊ DA VIDA... Ando tão perdida pela vida... Não sinto vontades de ir Muito menos de ficar! Estou estagnada no tempo Nem mesmo me move o vento Desalento Melancolia Nem agonia! Uma indiferença passiva Um cansar na alma Calma sem paz Ausência de risos Choro , ou histeria! Como se o mundo tivesse parado para embalar a minha nostalgia... Uma folha seca voa pela rua, esboço um pequeno pensamento preguiçoso; Quisera ser como ela Velejar à mercê da brisa Sem dor Sem impulso Sem sentimentos...

Constatação Onde estão, meu bem... Onde estão os nossos momentos?
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Constatação Onde estão, meu bem... Onde estão os nossos momentos? Aqueles tempos tão cheios de sonhos Carregados de uma eternidade tão latente Tão potente,que poderia mudar nossos mundos apenas com o toque dos nossos dedos...? Nossos desígnios, meu amor, onde estão? A realidade deles era tão tangível...! Perderam-se em meio às brumas do tempo? No esfacelar das horas...Dos anos Da nossa juventude Perdida, ainda que não esquecida. Mas o amor se perde? Quando o amor se perde? Desde quando o amor se perde?!! Talvez o amor não se perca Apenas desista ...Ou ainda nem desista Deixa de acontecer Simplesmente... Veementemente Como o cessar do bater das asas da crisálida Inevitável. ...Então que cessem meus devaneios Meus questionamentos As " coisas" são como tem que ser E o amor...Ah, meu amor... O amor tem lá os seus mistérios Tão insondáveis quanto a própria vida...

PASSARINHO... Passarinho pousou no galho Levinho, levinho...
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PASSARINHO... Passarinho pousou no galho Levinho, levinho... Me presenteou com o seu canto Fiquei num canto, quietinha com medo de espantar o bichinho. Nesse momento não houve solidão Não houve melancolia E até a dor do coração fugiu...! Só não fugiu a saudades que sinto de ti Teimou em ficar ali, insistente Mas não sangrou o espírito Tomou ares de sonhos distantes De carícias nos cabelos ... Momento de transição. Passarinho me encantou Seu canto minha alma lavou Depois voou Tão mansinho como chegou.

Porque hoje é domingo E porque hoje é domingo, meu bem Eu preciso de você...
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Porque hoje é domingo E porque hoje é domingo, meu bem Eu preciso de você... Não precisa trazer nada além daquele sorriso imenso Intenso Que me cativou a ternura... Venha meu bem.. De mãos vazias Mas traga o coração cheio de amizade Daquela gentileza sóbria Doce Que acaricia meus sentidos E embala minha esperança nesse dia de domingo... ...E só porque hoje é domingo o sol nem precisa sair Ficamos juntinhos Embalando sonhos para a nova semana Nos permitindo ilusões e borboletas azuis no jardim. Venha amor... Hoje é domingo e não quero vazios Quero sua presença acalentante Sem poemas sombrios ou versos melancólicos Hoje basta-me você e a poesia. ...porque hoje é domingo!

ILUSÃO LEVE... Hoje estou leve Levinha
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ILUSÃO LEVE... Hoje estou leve Levinha Levíssima! Trago no corpo cheiros de lavanda Nos cabelos flores de laranjeira E na alma, doçuras de um sonho de amor... Hoje quero a tua lembrança mais bonita Quero a saudade terna, infinita Sonhos que não quero esquecer Fotografias na minha memória de uma tarde de outono... Teus braços na minha cintura E teus lábios doces como o mel a tocar meu céu... Da boca. Quero cantar, dançar,sorrir e florir! Hoje, apenas hoje minha poesia é borboleta. Pois estou leve levíssima como a brisa. Amanhã? Amanhã ainda é sonho Linha no tear... Hoje não. Hoje estou levinha, levinha...

UM POEMINHA ASSIM... Quero um poema levinho... Daqueles que perambulam por aí.
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UM POEMINHA ASSIM... Quero um poema levinho... Daqueles que perambulam por aí. Pousando ora lá...ora aqui... Pena solta ao vento. Bater de asas de canarinho. Poema pequenino e cheiroso como a flor branca da murta_! Silencioso e gostoso, como um entardecer de outono...sim, um poema leve, livre assim... como filho sem dono! Quero um poeminha para acalentar. Pousa-lo em meus dedos, e de versos em versos com calma e sem constrangimentos, revelar-lhe todos os meus segredos... Um poeminha assim... Pequenino assim... Simples, simples assim!

Te vejo ao longe Ao longe te observo Tão pensante
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Te vejo ao longe Ao longe te observo Tão pensante Penso, dou-me esse direito fantasia, que pensas em mim... E me entrego à ilusão Tua figura máscula Cheiras à âmbar e tabaco Atiças minha feminilidade Aflora o meu libido Tu, homem, bandido... Quero-o ! ...E tu pensas Flutuas dentro de si Melancolicamente Quase poeticamente E eu, teço versos Pensando em ti. E apesar da tua distância do teu distanciamento, trago-o para junto de mim...

REVERÊNCIA À MULHER À você mulher, Mulher menina
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REVERÊNCIA À MULHER À você mulher, Mulher menina Mulher traquina Mulher que chora, que ri Que vai à luta sem ou com medo Mulher que é segredo Mistério, sonhos, fantasias... Mas que também é ousadia, força, raça e poesia... Mulher que nem é Amélia Nem Linda nem Iolanda Mas inspira utopias nas modas de violas ou nas rodas de ciranda! Ciranda Cirandinha, vamos todos cirandar! Mulher que enfrenta a vida Mães solteiras, trás o pão, a educação Mulher que ama mulher Luta pela sua liberdade de amar quem quer! Mulher executiva Mulher pedreira Mulher que mora na rua Mulher rendeira... Mulher poetisa, Alinas, Marizes, Marildas, Denises, Elisas! Todas, furacões e brisas Paradoxos a desvendar! Donas de si Senhoras de si E acalantos, em encantos e dengos para cortejar seus amores... Todas são flores! Ahh, mulher, doce mulher! E que hoje, no seu dia Todas ganhem de presente, o respeito merecido, o reconhecimento, e se vier acompanhado de um beijo, um diamante ou uma flor, não se façam de rogados... Reverência à mulher Por favor.

Ei-la, Eulália E quando Eulália sai pelas noites além,ruas frias e vazias Todo o ar se condensa em torno dela, uma tristeza corpórea
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Ei-la, Eulália E quando Eulália sai pelas noites além,ruas frias e vazias Todo o ar se condensa em torno dela, uma tristeza corpórea Ela não anda. Plaina leve tal qual um fantasma desgraçado Uma aparição que surgiu não se sabe de onde, para onde... Eulália nem mesmo sente mais como uma mulher corpórea Há muito perdeu a crença em qualquer sentimento alheio à dor Vaga pela vida, branca como a neve, o seu rosto belo e medonho Àqueles que a veem, à desejam, mas fogem dela com pavor! Ela é a expressão de todas as " Eulálias", Marias e Anas da vida As mulheres que se doam e nada recebem, tornam-se opacas Não aspiram mais o amor nem carícia alguma que as embale... Por isso, apartem-se de Eulália_ Deixem-na só com sua agonia! Que ela perambule pelos bares ébrios e confins desta terra morta Deixem-na só com seus sonhos mortos, com sua poesia triste...

...E CHUVA CAI. E deixo a chuva fina cair sobre mim Escorre pelos meus cabelos,
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...E CHUVA CAI. E deixo a chuva fina cair sobre mim Escorre pelos meus cabelos, morrendo nos meus lábios frios de beijos... ... Quem me dera ela lavasse minh'alma de toda essa mágoa acumulada, essa raiva sobre a qual não consigo descrever ao certo. É como uma dor que dói no peito, sufoca a garganta, apertando, massacrando, me fazendo sucumbir ao medo que odeio sentir. Mas sinto. E o sinto com total veracidade... Medo da vida Do que ela traz nos rolos do tempo Nas areias da ampulheta Como uma predestinação de abandono Uma negação perpétua do amor Do ser bem querida Do ser cuidada protegida... Mas o que é ser amada? ...Agora a água da chuva cria pequenas poças nas curvas entre meus seios. Oxalá adentrassem o tórax e lavasse meu coração de toda essa dor...

O GRITO Não, sinto muito, mas não posso mais O pranto me sufoca a garganta, tusso convulsivamente
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O GRITO Não, sinto muito, mas não posso mais O pranto me sufoca a garganta, tusso convulsivamente Me rouba o sono, me tira a paz, me torna incapaz Preciso gritar no poema que cala esbravejar na poesia, essa utopia sem eira nem beira assim mesmo... Sem métrica, sem rima, sem metáforas ou alegorias Qualquer coisa aqui dentro precisa de desvencilhar, bater asas pelo céu escuro da madrugada, desencarnar o verbo, livrar o corvo dessas grades de prata! Meus olhos estão cansados Já não comportam mais as torrentes lamaçais Crispo os dentes em desespero e rancor Nem sei se vivo ou morro ( E eu tenho escolha?) O diabo me ronda a alma... A navalha ao meu alcance, um lance Um lance apenas e jamais... ...Nunca mais debilidade Basta um pequeno corte na radial Sangria intermitente Fim, eminente. Eternamente... E na insanidade Nesta dubiedade colossal vou seguindo Escrevendo estas linhas dementes Que talvez ninguém chegue à ler! Mas não faz diferença Vou esbravejar aos quatro ventos minha dor meu lamento cheio de apatia, " nisso" o que chamo de poesia. De que outra forma perdurar a vivência, já que sou covarde por demais para estanca-la, e não tenho como, ou para onde fugir...!

...E O QUE FAREMOS NÓS E o que faremos nós dos nossos dias imensos? Estes "hojes" tão cheios da mesmice de todo o tempo?
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...E O QUE FAREMOS NÓS E o que faremos nós dos nossos dias imensos? Estes "hojes" tão cheios da mesmice de todo o tempo? O mesmo vento que tocou minha face ontem, hoje resmunga suas lástimas aos meus ouvidos. É uma reincidência quase insuportável do ser... Os mesmos sinos tocam no cume da catedral Os mesmos hipócritas se alto proclamam santos O mesmo olhar sem esperança no miserável de rua. Ahh, vida... Tu que se impõe à mim todos os dias! Eu, que nunca esmolei a luminosidade do nascimento... Suporto-te, talvez por covardia, ou mesmo por audácia. E o que faremos nós destas horas vazias, eternas Dos momentos de saudades que nos arrastam na lama Somos pássaros presos em gaiolas sem grades.Nada mais!

Anna e o Corvo Quando o corvo pousou no caibro do quarto de Anna Chovia uma chuva fina, o ar estava parado e denso
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Anna e o Corvo Quando o corvo pousou no caibro do quarto de Anna Chovia uma chuva fina, o ar estava parado e denso Em seus pensamentos não havia nada. Alma vazia de qualquer sentimento;debilidade e alheamento... Entreabriu os olhos, cerrou seus longos cílios negros e fitou o olhar vermelho da criatura... Insondável! Mas de certa forma, ela sentiu que o bicho sabia dela Que podia ver além... Prescrutar seu ser desolado,cético. Silenciosa, mas sem temor algum, Anna se moveu Andou pelo quarto,tropegamente, porém sem temor algum Nada havia naquela ave espantosa que a afugentasse De certa forma, o universo de ambos se confundiram... A escuridão da alma de Anna e da ave se substanciaram Nada havia para ser dito, entendido ou explicado...Enfim, ambos eram seres da escuridão... Mortos de calor ou amor! Ela continuou a mesma; mas o corvo não partiu, nunca mais.