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Frases de Eleni Mariana de Menezes

175 frases

Viajante das Estrelas Minha rua é na Lua. Meu quintal no Espaço Sideral
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Viajante das Estrelas Minha rua é na Lua. Meu quintal no Espaço Sideral Sou uma viajante Das Estrelas E percorro milhões de anos-luz em Décimos de segundos. Penetro em Universos paralelos E navego Em mares de marte e Kleper O último descoberto. Sou enamorada dos astros E cometas. Celebro o amor no infinito. Festejo cada brilho nascido. No espaço incomensurável Meus últimos convidados foram os anéis De Saturno A constelação de Órion é irmã minha Todas as constelações amigas. O Sol é meu guia, meu orientador Por isso sou nascente E Poente. Horizonte total e expansivo. Sou na vertical Um dilúvio De alegria. De profundidade abissal. Meu pensamento É minha Nave Espacial.

A Vida é Agora Acorda amor Sou eu o teu sonho
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A Vida é Agora Acorda amor Sou eu o teu sonho Menino risonho Desperta pra vida Que acaba tão logo Depressa ela passa E a tua pirraça Fingindo ter sono Vai nos separar Cansei do abandono Esquece o teu jogo Abaixe tua guarda. A vida é agora Não vem outra hora O amanhã é incerto Talvez nem exista Pra um de nós dois Não deixa nosso amor pra depois. Toma jeito Recoste em meu peito E segrede então Que é meu, e só meu O teu coração.

Um grito pela humanidade Oh! Deus! Economizai os raios do vosso sol, que ele seja fraco como a estrela mais distante do nosso universo e deixai a terra sem a luz que vivifica e restaura, mas poupai a humanidade das guerras. Economizai nos mares e oceanos, que eles não passem de…
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Um grito pela humanidade Oh! Deus! Economizai os raios do vosso sol, que ele seja fraco como a estrela mais distante do nosso universo e deixai a terra sem a luz que vivifica e restaura, mas poupai a humanidade das guerras. Economizai nos mares e oceanos, que eles não passem de riachos transitórios que secam até a sua última gota quando os verões tingem de sangue as pastagens secas e quebram em torrões a terra ressentida, mas por caridade, poupai a humanidade do desamor. Que a primavera não chegue mais florescendo a serra e deixando um halo de divindade nas árvores grávidas de amor, mas poupai a humanidade da fome. Que tenha no céu um único tipo de ave. Não precisais povoar as florestas e as matas de uma biodiversidade magnífica para encantar o homem, ele não precisará perder o seu tempo, assim, catalogando e estudando a enorme variedade de seres. Podeis, também, deixar que cresçam uma só qualidade de flor. Talvez a rosa que por sua simplicidade transmite humildade diante da imponência da Titan Arum. Ou, ainda, podeis deixar uma bem pequena que dezenas delas caberiam na cabeça de um alfinete, a wolfia angusta. Não retoqueis em demasia as vossas criações de flora e fauna. Construi a natureza pobre e escassa de seres complexos deixando, então, o homem com parcos recursos de sobrevivência, mas poupai a humanidade das drogas. Eu troco Senhor, o azul que se estende no horizonte e deixa a alma embriagada de esperança pela paz mundial. Quando o sol nasce e espalha raios coloridos enfeitando todo o nascente e revigorando as forças, podeis trocar pelo opaco anoitecer sem noites de luar. E que as trevas cubram toda a terra para todo o sempre, mas não percais a vossa misericórdia na desorientada humanidade. Que o dilúvio lave e leve a vida que brota em cada broto e flores que forram de amarelo as passadeiras dos vales sombrosos repletos de ipês. Que a vida seja tão breve que não se possa sentir saudade e não se tenha lembranças boas que povoem nossas mentes crentes de que tivemos um dia anos dourados. Mas, Senhor, perdoai em vosso Santo nome a humanidade toda sem que se tenha que judiar e matar de marte trágica, dolorosa, sequer um de meus irmãos. Deixai Senhor, que eu ouça sempre o som do seu Grandioso Coração.

Feliz Ano Novo Que o Ano Novo seja para ti uma viagem Surpreendente.
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Feliz Ano Novo Que o Ano Novo seja para ti uma viagem Surpreendente. Nas estações da tua vida. Que ele traga grande alegrias e realizações. Crescimento intelectual, emocional e financeiro. De forma exponencial Que a tua inteligência emocional atinja o equilíbrio Para que compreendas e aceites todas as mudanças Que se fizerem necessárias para um extraordinário Convívio entre os irmãos. Que a harmonia dê lugar, sempre, aos desentendimentos Que teu círculo de amizade seja saudável e forte E que contribua para que alcances a paz e a felicidade E a plenitude Que a tua saúde seja consistente e constante. Que a criança que está adormecido dentro de ti Acorde pra sonhar outra vez Pra ousar reinventar folguedos de amor. E que o homem e/ou a mulher já latentes Resgate de maneira inteligente A criança e o sonho. Por que é de disso que precisamos: Muito sonho pra corrermos atrás Muita vida pra nos sentirmos VIVOS.

Natal de Luz Que o Natal extinga toda a melancolia Que não sobre nem uma pequena nostalgia
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Natal de Luz Que o Natal extinga toda a melancolia Que não sobre nem uma pequena nostalgia Pela falta de um bem-querer Que seja sempre um renascer De coisas boas e conquistas E que se estenda pela vida Inteira. Todos os dias do ano Sejam de um desejo soberano De paz e amor E seja como for A caminhada humana Que ela aconteça sempre Dentro dos planos Divinos. E que o Natal que traduz Alegria seja repleto de luz.

Reflexões de Ano Novo Hoje, ao passar ao lado da minha cesta cheia de frutas, Notei uma laranja podre em meio às outras.
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Reflexões de Ano Novo Hoje, ao passar ao lado da minha cesta cheia de frutas, Notei uma laranja podre em meio às outras. Apanhei-a e joguei no lixo. Depois, limpei as que estavam próximas a ela. Fiz uma breve reflexão da minha vida e pedi Senhor, que nesse ano que se aproxima, Retire da cesta da minha vida toda “fruta” que Estiver deteriorada. Que eu consiga enxergar quais pessoas representam Na minha vida tais frutas. E que eu consiga me purificar e me livrar de todo O mal que por desventura, me deixei impregnar por elas. Que eu não permita, Senhor, nenhum ser nocivo à minha volta Que jamais se apropriem de mim e da minha vida. Que não me atinjam e não causem nenhum transtorno Quer seja para minha alma ou para a minha mente. E estenda esse favor aos meus amigos. Amém.

Que ano foi esse? Que ano que é esse, que termina assim Eu sem você e você sem mim?
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Que ano foi esse? Que ano que é esse, que termina assim Eu sem você e você sem mim? Que ano foi esse que me levou seu amor? Pro ano que vem eu peço um favor. Devolve meu bem, que eu só vou celebrar Se a vida trouxer meu amor pra ficar Juntinho de mim com juras de morte Se houver outra ida que seja por sorte Dos dois lado a lado caminhando na estrada Da vida e felizes. Só isso me basta. Não vou festejar e nem veja talvez Os fogos brotando no espaço outra vez Estou preparando um abraço maior Que essa tristeza de angústia e de dor. E meu coração há de destilar alegria E morrer pra eu nascer na pura magia De amar sem medidas, e não haver mais Entre nós dois, separação, despedidas. Pro ano que vem, eu quero de volta Meu bem, meu amor, só isso me importa.

A Tragédia do Paquistão Que sonho foi brutalmente interrompido? Como Malala o de um ativista destemido?
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A Tragédia do Paquistão Que sonho foi brutalmente interrompido? Como Malala o de um ativista destemido? Como Sharif o de um Primeiro-Ministro? Ou um cantor como Kamal? E não há nisso nenhum mal. Qualquer que seja o sonho Foi medonho O interrompimento do desabrochar De meninas e meninos paquistaneses. Pelo ataque hediondo. A poesia estancou nas ruas Da triste Peshawar E a dor espalhou-se no ar E nos corações de pais Que nunca mais terão de volta A visão do seu amor Seu pequerrucho se assomar na porta E gritar respondendo um “ei”. Mamãe! Papai! cheguei.

A Amada É tão bom estar aqui. Passeando pela vida de bem com ela
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A Amada É tão bom estar aqui. Passeando pela vida de bem com ela Com meus amores e celebrando com o Universo A magnífica permissão de poder sonhar. E orquestrar todas as músicas que componho na alma. Minhas melodias transmitem uma paz interior Pro meu querido ego e desapego De tudo que me é nocivo e perigoso Gosto de caminhar por esta estrada Que me foi oferendada Para ser simples e feliz dentro do que cabe No meu coração e quando almejo. Pego. Requisito todo o meu desejo. E sou correspondida pelo Criador Que me ama com imenso amor. Nesta maravilhosa estada. Sou a absoluta Amada.

Desvia de mim este olhar Desvia de mim este olhar Que sou capaz de morrer.
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Desvia de mim este olhar Desvia de mim este olhar Que sou capaz de morrer. Só faço me abrasar. Mais sofrer por mais querer Quando em mim postos teus olhos Mais te quero e mais te adoro. Desespero em saber. Que a vida nos afasta. Inda mais se o tempo passa. Doloroso e se arrasta É martírio o meu viver. Gritam os meus para ti. Todo amor que não vivi Mas posto está em mim. Na minha alma impresso. Muito mais do que em verso. Destilando em carmim. Em brasas vivas marcado Mortalmente apaixonado Meu olhar que se despede Do teu quente e ardoroso. Por não poder resistir. Expira-se em chama ardente. Ainda mais resistente. Por saber que vais partir.

A dona do Universo Extasiada com os raios Que tingem de dourado
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A dona do Universo Extasiada com os raios Que tingem de dourado A minha estrada. Brilhos são tantos que ofuscam Às vezes a minha visão deslumbrada. Radiante e forte como a rocha Que não se parte com as arremetidas Das ondas. Boto a minha alma abastecida Nas composições que teço à luz da Lua. Tenho por guia um sonar oriundo do Amor repleto de arrebóis Que regurgitam na minha mente Crente e construída de verdades Doces e belas como as primaveras Que percorri com pés de Anjos E passos de Arcanjos Numa revoada ousada Pra um simples mortal que eu seria Caso eu não me desenhasse nos meus versos O inverso do que posso ser. Agiganto-me e posso tudo quando penso E sonho e me atrevo a ser muito mais. Penso ter bebido o Sol. Acho até que a sou eu, a dona do Universo.

Meus Espaço Tomarei posse do que é meu Estou requisitando o que nasceu
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Meus Espaço Tomarei posse do que é meu Estou requisitando o que nasceu Predestinado a me ter por dona Nem em sonho me abandona Minha noite de luar Meu jardim e meu pomar. Meu festival e meu luau. Meu dia ensolarado Meu refúgio encantado. Minha sina. Meu destino. Meu luzeiro. Minha mina De diamante vermelho Meu espelho Que reflete minha alma. Minha calma. Calmaria e alegria Minha dança de amor. Minha música predileta. Minha orquestra completa E harmoniosa em consertos Que me desconsertam por magia. E me deixam bêbada de euforia Qual é esse mágico lugar? É o espaço que fica Entre o teu tórax e os teus braços. É isso mesmo É o teu abraço.

Amor de Devaneios O teu olhar de sol me queima se me olhas A tua boca de mar me traga se me beijas
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Amor de Devaneios O teu olhar de sol me queima se me olhas A tua boca de mar me traga se me beijas As tuas mãos se transformam em amarras De amor, quando me prendes se desejas Servir-te de mim entre suspiros e desmaios E elevar-me à condição acima da humana Etérea de Arcanjo. Rendo-me se teus ensaios Orientam-me pra tua performance soberana De rei. De sabedor de coisas divinas, preciosas Que fazem o corpo desmanchar-se em chamas. Desintegro-me com as tuas carícias saborosas E renasço como fênix das cinzas e entranhas. Que de amor tu sabes contar vários segredos E eu bebo nesta fonte sem pudor e sem receios Descerro pra ti todos os véus dos meus medos E vivo eternamente assim, por ti, em devaneios.

Deixa eu entrar na tua vida Estou aqui, do lado de fora Pedindo para entrar na tua vida.
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Deixa eu entrar na tua vida Estou aqui, do lado de fora Pedindo para entrar na tua vida. Sou eu quem te ama, te adora. O teu amor será minha guarida. Minha cidadela. Minha estrela. Minha bússola que me guiará os passos. Preciso deste amparo doce, terno Que só encontro dentro dos teus braços. Estou aqui, batendo à tua porta. Implorando moradia permanente. Dentro dos teus dias. Só me importa. Navegar pelos teus mares livremente. Meu porto seguro será o teu sorriso. Teu colo cobiçado, meu eterno abrigo. Como troca eu te trago o meu viver. Integral. Minha alma imortal Meu despertar. Meu amanhecer. Minha ternura proibida E completa. Tuas flores prediletas. Minha fala adocicada. Minha vida.

Le monde est Charlie Meu coração Meu lápis
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Le monde est Charlie Meu coração Meu lápis Minha pena. Que pena! Foram parados por uma bala Traduzi nos meus desenhos. Um grito de liberdade. Igualdade, e por que não? De fraternidade. Herdei senhores, o velho sonho e ideal Da Amada França Não pensei na minha segurança. Não tive medo da batalha Que enfrentaria por introduzir Em mentes, Sementes De dúvidas. De um pensar maior E questionamentos Desconcertantes. Não existirão mais na minha Pauta de humor. Meu deboche sério. Meu despudor sem rancor Meu humor satírico Quase lírico... Minha acidez sincera Tecida só por eu ser um grande E irrequieto pensador. E agora.. A minha ironia aguçada, afiada. Volta-se para mim. De maneira contundente Entranha estranha na minha história. A mesma arma que provoca a minha morte E me leva para a eternidade. Crava em mim A real Imortalidade. Cartunistas do Charlie Hebdo.

Onde estavam os black blocs brasileiros? Onde estavam os black blocs brasileiros até as manifestações que brotaram nas ruas em junho passado? Inspirados em grupos internacionais eles começaram suas ações no Brasil timidamente em 2001 quando das manifestações da Ação Global dos…
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Onde estavam os black blocs brasileiros? Onde estavam os black blocs brasileiros até as manifestações que brotaram nas ruas em junho passado? Inspirados em grupos internacionais eles começaram suas ações no Brasil timidamente em 2001 quando das manifestações da Ação Global dos Povos, movimento contrário à globalização neoliberal. De lá para cá, entraram em um estado de quase inação ao ponto de suscitarem, hoje, indagações indignadas: Por que não apareceram antes? Foi só o gigante acordar para que o grupo ganhasse volume e saísse em defesa dos manifestantes. Ou não? Seriam estes ativistas contrários às manifestações e com suas ações agressivas tentam enviar uma mensagem - “Parem, senão quebraremos tudo”. São favoráveis ou contrários aos atos de reivindicações nascidos com os clamores das ruas? As dúvidas são cabíveis uma vez que eles transformam em um pandemônio todo e qualquer ato reivindicatório como se ao contrário da promoção da união quisessem minar as forças e descaracterizar as ações genuinamente cidadãs. Por que em uma democracia, quando uma pauta tem ampla representatividade, é coerente que sucedam traduções positivas de resultados. Somatórios são valorados pelos altos graus de repetência. Isto é, quanto maior o número de indivíduos interessados que se reúne em torno de uma questão para obter vantagens, mais pressão exerce sobre os representantes políticos. E, quanto mais vezes elas acontecem, mais ganham adeptos para engrossarem a corrente. Desde que sejam atos de cidadania, desde que respeitem os padrões de boa conduta e não firam os princípios da democracia. Desde que corroboram o posicionamento reivindicatório – todos têm direito a manifestar-se. E, nessa linha de pensamento, ainda pode-se afirmar que todas as formas de expressões que convirjam para o fortalecimento do Estado democrático são bem-vindas. Na contramão dos direitos e deveres, os black blocs forjam uma intenção: proteger os demais manifestantes da polícia. Como se os seus atos de extremo vandalismo pudessem defender a população espoliada e pedinte. Muito pelo contrário, eles expõem a risco desnecessário: militantes de uma causa, jornalistas, passantes ocasionais e a própria polícia. Não é possível ignorar esse abscesso que drena as energias da massa ávida por participação. Muitos gostariam de dar continuidade ao que começaram em junho quando das manifestações surpreendentes que se alastraram por todo o país, mas desistem por força da situação perigosa. Temem a ocorrência do enfrentamento físico e brutal com a tropa de choque que ocorre toda vez que os ativistas vestidos de preto provocam quando aparecem com seus martelos, estilingues e pedras. Então, sentindo-se abalados no quesito segurança, os cidadãos de fato, desistem de exercer a sua cidadania e as ruas ficam cada vez mais vazias destes. Por trás de uma grande causa, nobre ou cancerígena, sempre há uma mente fértil que a lidera. Pergunta-se: quem está por trás desta? A quem mais interessa a massa apequenar-se e se voltar para seu cotidiano singelo, sem grandes conquistas? Quem é o grande mentor dessa paralisante anomalia que obrigou o Gigante a voltar para o seu sono profundo? A pergunta foi lançada, senhores. Façam suas apostas.

Para o assassino É para ti que escrevo. Limpando o pó da minha alma
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Para o assassino É para ti que escrevo. Limpando o pó da minha alma Empedernida pelos crimes Bárbaros que presencio Lendo ou ouvindo. Desatinados Acontecerem sob o céu de Deus. Ou da natureza bruta Como queiras a tua fé. Que talvez nem a tenhas. A secura de amor talvez faça parte Do labirinto da tua entranha. E deves nem saber ao certo. Que o mal é tão doloroso a quem o recebe. Morrer, então é o fim. E vem alguns dizer que não morremos Passamos desta para outra melhor. E se não for assim? E se deixarmos nossas células Germinarem outros organismos e Mais nada. Fica o vazio de vida. Que poderia ter sido e que não foi. E cortada impiedosamente. Curta, breve. Tão somente. Um tempo estreito que sem jeito. Levou nossa fala e nosso canto. Pode-se às vezes, por sofrer Até querer morrer. Mas depois se levanta e prossegue. E destempera o que tiver acima Da medida exata que combina Com o tom leve que se pode suportar. Se tiver riso demais, buscamos o comedimento. Se lágrimas acima do normal. Damos uma enxugada nelas E dá-se o prosseguimento. Na caminhada. Então, se alguém gritar Denunciando crueldades. Anunciando as verdades. Que podem contaminar. O mundo. Não maltrates. Ah! Não, por favor, NÃO mates.

Cantiga de uma excepcional Primaveras? Não as tive. O sol brilhou e as flores floresceram
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Cantiga de uma excepcional Primaveras? Não as tive. O sol brilhou e as flores floresceram E não pude vê-las. Estava estática dentro da jaula Fria da alma filha da tristeza. Belezas? Quais? Jamais tive a chance de ganhar Sequer a esperança de ser Igual Gente como tantas No mundo cheio e plural. Não me percebem Fico à mercê da minha necessidade De mostrar que posso mais. Do que me conferem As mesquinhas parcelas dos que crêem Que são mais que eu. Enganam-se por que Eu sou capaz. Apostem em mim E vão perceber que posso amar E que no meu universo cabem Sentimentos e idéias Dos seres ditos normais.

Mahatma Gandhi Oh! Grande Alma Que vicejaste nos prados indianos
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Mahatma Gandhi Oh! Grande Alma Que vicejaste nos prados indianos Para recenderes pelo mundo todo. Sementeira de Deus que propagaste Tão singularmente o exemplo do Filho Unigênito espalhando o fundamental Princípio da paz: a não-violência, o amor... O grande e infinito amor! Podias direcionar a tua generosidade unicamente Para o leproso Shri Parchure E deixar um mundo vazio das tuas obras. Por que deixar as gerações futuras “apalermadas” Com um exemplo vivo de Cristo? Assim como Ele, Solidário até a morte. Bravo. Forte. Destemido. Arrojado demais o teu ideal de mundo. Onde fincar a bandeira da paz que empunhas Com a coragem de um Guerreiro da Luz? No deserto de um mundo desprovido De Deus ela não pára, meu camarada. Não se assenta nos bancos De um mercado capitalista, Egoísta E desumano. As tuas idéias e virtudes,. Não param a queda vertiginosa Da carência que aumenta cada dia mais. Trazendo em seu bojo filhos desdentados, Esfarrapados e pedintes. Ela dilata seu ventre E dá a luz a centenas de milhões de filhos. Aumenta-se mais e mais a mendicância E a delinqüência E o mundo fica cada vez mais órfão de Deus. Por que, então, semear no deserto Árido dos corações humanos? Valerá à pena, meu amigo? As balas que atingiram o teu corpo enrugado E descarnado pelos jejuns, Não cessarão a desenfreada corrida dos humanos Às riquezas materiais, Nem porão fim ao choro dos oprimidos das nações pobres. Enquanto um número significativo de estadistas, Líderes políticos e revolucionários do século XX, Homens que fomentaram guerras E propiciaram massacres horrendos, Morreram de causas naturais; Irás, meu bom e grande pacificador, morrer à bala. Balas que provocarão feridas profundas. Que farão o líquido vermelho ensopar toda a roupa Tecida com as próprias mãos Trabalhadoras na sua própria humilde roca Balas que calarão a voz do ativista, Mas que felizmente não matará o ser sublime E iluminado que seguia os ensinamentos De outros seres igualmente repletos de luz: “Buda” e “Jesus Cristo.” Disseste um dia: "Possuo a não-violência do corajoso? Só a morte dirá. Se me matarem e eu conseguir ter, uma oração nos lábios pelo meu assassino e o pensamento em Deus, ciente da sua presença viva no santuário do meu coração, então, e só então, poder-se-á dizer que possuo a não-violência do corajoso." Provaste Grande Alma, Que possuías mesmo a não-violência. Quando tombastes, entre gemidos, disseste: - He, Rama! (Oh, meu Deus). Esteja com ele Grande Alma, Muito mais por mérito do que por misericórdia.

Cristo Suponho que tinhas a impetuosidade Do homem que nasceu Santo.
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Cristo Suponho que tinhas a impetuosidade Do homem que nasceu Santo. E que podias mandar e desmandar Da ordem natural das coisas. E é sabido que o fazias. Pássaros de barro voar. Meninos malvados caírem mortos E secos diante da tua ira. Deus entre o mal nascido por escolha Pobre e revolucionário. Do contrário o que pregam é heresia. Ou serei eu a única herege? Porque fico ensimesmada Ante tamanha contradição. Não que eu não acredite em tua Divindade. Deusdade. Mas, convenhamos Senhor Morrer por um mundo torpe? Desigual até ultrapassar limites De aceitação pacífica e cômoda. É ultrajante. Ver caminhar entre rios de dinheiro. A corja maltrapilha e esfomeada. Os excluídos do bojo da abastança. É, no mínimo, insofismável. De que morreste em vão. Ou não? Tenho sido anacrônica Por voltar atrás em busca De conceitos e preceitos Que não casam mais na nossa dura realidade. Fria e calculista. Do mercado capitalista. Que utiliza seu nome para gerar fartura De dinheiro, não de almas. Vendem sua fala que torceram Para enganar o incauto. Duvido que falavas em divisões Desiguais. Aconselhando-nos A não nos importarmos com os pobres Pois o mundo sempre os teria. Não consigo imaginar um Deus Criando um mundo para povoá-lo De miseráveis. E vê-los chafurdar na lama Por puro prazer. A desigualdade Senhor, é filha Da cobiça Do desmando dos lá de cima. Que acham que podem posar de Donos e posam sem escrúpulos De curadores de almas e feridas Da humanidade esquecida Dos direitos básicos da vida. E se foi por ela que morreste, Então por que tardas tanto? Senhor, em voltar. Já é sem tempo, pois o teu mundo Degringolou Tudo piorou. Tens de vir para ficar. Não morrer mais pendurado Pelos pecados. Mas ficar eternamente entre nós. Pois o que pregam é tão distante. Da verdade; Que nós deixam errantes. E incrédulos. Da tua sorte. Da tua escolha de morte.

John Kennedy Olá John. Tomo a liberdade de dizer antes de tudo que meu coração
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John Kennedy Olá John. Tomo a liberdade de dizer antes de tudo que meu coração É um pouco teu apesar de já te encontrares Em outras dimensões quando pude alcançar a tua história. Se estivesses aqui ainda, Talvez fosses o meu único e grande platônico amor. Mas, escrevo-te este não para falar Do teu sorriso provocante que ainda quando vejo fico a Desejar as brumas milagrosas de Deus. Tão pouco falar de coisas desabridas Para não carregar de rancor as tuas páginas Tais como a guerra do Vietnam e os anos de chumbo Do Brasil. Neste espaço eu me permito realçar apenas a nobreza Não a vileza, pois todos nós temos um pouco dela, senão muito. Não John. Vou dizer-te coisas boas que fizestes e que tratam da derradeira Ordem do Criador quando quis sua imagem Refletida na criação: “Amai-vos uns aos outros.” Agora pesquiso a tua história E está tudo lá: O teu grito de amor tingindo as velhas páginas Com a cor, o cheiro e o sabor da verdade: Querias um mundo mais humano Com direitos iguais para os filhos desprovidos Da fartura do rico império impiedoso de alguns. Querias "um mundo de lei e livre escolha, “Banindo a guerra e a coerção”. Teu governo desenhou o início De uma nova esperança na direção De direitos iguais entre americanos E em busca da paz mundial. Tentavas desmilitarizar – ABSURDO – O mundo feito à base de sangue e armamentos. Como John? De que maneira derreter Os moldes dos impérios fortes forjados Com o aço das lâminas assassinas Que enriqueceram alguns. E como enriqueceram! Até se esqueceram que são mortais. Projetaram-se deuses e ditaram extermínios. E existem, também, e lamentavelmente, Os fanáticos. Aqueles que matam em nome do nada, Sem causa, sem origem. Apenas matam. Eliminam sem piedade os homens carregados De sonhos e projetos. E como os tinha John! Estavas grávido de idéias E teu ideal de mundo não diminua tua glória. Esplendoroso e viril. E belo. E homem. E presidente de uma nação despontando forte, No Norte da América. Então, o covarde Lee Harvey Oswald, Calou a tua oratória e pôs fim Ao teu inflamado discurso que arrebanhava multidões E te privilegiava com uma boa popularidade. E morre contigo, a esperança. O sonho de uma América mais humana, Mais justa e sem armas. E, depois de muito, vem historiadores Sustentarem a tese de uma conspiração. Quão inventivos! Será John que aquela bala disparada Fora programada Para partir na tua direção, Pois terias contrariado profundamente os interesses De indústrias bélicas E de militares ao lutar pelo fim da corrida armamentista, E como resposta, Industriais e militares poderosos teriam Tramado a tua morte? Ditado a tua sorte? Ah! John! Não! Eles não seriam tão radicalmente perversos E frios E desumanos e Bestiais a tal ponto. Não ao mesmo tempo. Não comungariam a mesma horrenda e macabra idéia. Bom pensar que a maldade foi apenas de um único ser. Fica mais fácil assim John. Suportar o mal, encarar o mundo. Viver. Ainda precisamos acreditar na bondade. Tanta perversidade Apaga em nós a chama Da esperança de um dia sermos todos iguais. E por falar em igualdade. Descanse em paz, a tua América mudou de cor. Hoje a Casa Branca tem inquilinos Da Raça dantes espezinhada. Diminuída e combatida Por puro preconceito vazio e sem sentido. Ela alçou o voo da vitória. E a na história ficará o registro da passagem, E porque não? Da permanência longa de uma era nova, Sem racismo, Pedantismos Dos brancos engravatados ou não. Até sem colarinhos, Portando a simplicidade nas vestimentas, Mas por dentro, Lamento... Tanto; são rebuscados E empertigados torcem pela guerra E muitos a fomentam. Do ódio, do preconceito virulento que destrói a paz. Chegaremos lá John? No teu tão sonhado mundo de igualdade? Que Deus permita! E continue salvando as Américas. Elas todas: Sul, Central e Norte. Brademos, então, uma vez mais com muito fervor. Deus Salve as Américas deste rapaz sonhador!

Crianças-soldado Os meninos-soldado na maioria, africanos Não têm tempo para os folguedos. Seus brinquedos?
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Crianças-soldado Os meninos-soldado na maioria, africanos Não têm tempo para os folguedos. Seus brinquedos? Pistolas, fuzis e metralhadas. Matam, decapitam friamente e prosseguem indiferentes. Chutando os membros mutilados Dos inimigos. Cirandas? Nunca seus ouvidos ouviram As suaves melodias infantis Carregadas de magias. Seus sonhos foram visitados Pelo terror que as guerras civis criam. E arrancam de suas entranhas. A suavidade da infância. Tornando-os tão malvados E ousados quanto ou mais que um adulto. Recebem ordens de arrancarem mãos Cabeças, e as cumprem fielmente. Como se estivessem apenas Pulando a amarelinha. Soltando o pião. Não têm culpas Desses desvios de condutas São crianças que não tiveram a sorte De nascerem em paz. Foram plantadas No meio de intrigas. Brigas. Muitos perderam pais. E como vingança. Aprendem a matar. Deixam o amor de lado Dura fatalidade. E se transformam Triste realidade Em crianças-soldado. Eleni Mariana de Menezes

Manifesto para o diretor da FUNAI “Senhor, peço sua licença para levantar a minha voz pela vida. O infanticídio de crianças indígenas é vergonhoso e revoltante. Tenho lido que alguns antropólogos não são favoráveis ao diálogo entre as culturas e a qualquer tipo de interferência…
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Manifesto para o diretor da FUNAI “Senhor, peço sua licença para levantar a minha voz pela vida. O infanticídio de crianças indígenas é vergonhoso e revoltante. Tenho lido que alguns antropólogos não são favoráveis ao diálogo entre as culturas e a qualquer tipo de interferência. No entanto, deixar essas pequenas criaturas serem sacrificadas porque nasceram diferentes é fechar os olhos para o desumano. É repetir ou permitir que repitam o espetáculo sangrento e grotesco das câmaras de gás de Adolf Hitler que o mundo tanto condena. Deixar que crianças indígenas brasileiras sejam assassinadas porque existe essa cultura de morte em seu povo, é o mesmo que abrir-lhe a sepultura com as próprias mãos. Eu salvei Endi, e outros quem os salvarão? Esses povos precisam ser chamados ao diálogo franco e sereno. “Alguém precisa tocar-lhes o coração e mostrar-lhes que uma mudança na cultura, não irá apagar sua história, pelo contrário, a valorizará, pois tudo é dinâmico e o mundo está em constante evolução.” Do livro: As Filhas de Geruza

PALESTINOS PEDEM PASSAGEM POBRE POVO
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PALESTINOS PEDEM PASSAGEM POBRE POVO PALESTINO PEDINTE PISOTEADO PERPLEXO PROTESTA PEGA PESADO PARA PERMANECER PORTADOR PATRIOTA e PERMANENTE na PROMETIDA PÁTRIA. PARLAMENTARES Israelenses. PIEDADE POUPEM a POPULAÇÃO civil, ao menos. PESEM os atos antes de PRATICAREM PUNIÇÕES PERIGOSAS POR favor PARLAMENTO de Israel, PRIMEIRO-ministro Benjamin Netanyahu PARE com o PISOTEAMENTO nas vidas humanas PEQUENAS criaturas sendo mortas. PROMESSAS de uma vida drasticamente PRIVADAS do maravilhoso milagre de existir.