Frase de Eleni Mariana de Menezes
Mahatma Gandhi Oh! Grande Alma Que vicejaste nos prados indianos Para recenderes pelo mundo todo. Sementeira de Deus que propagaste Tão singularmente o exemplo do Filho Unigênito espalhando o fundamental Princípio da paz: a não-violência, o amor... O grande e infinito amor! Podias direcionar a tua generosidade unicamente Para o leproso Shri Parchure E deixar um mundo vazio das tuas obras. Por que deixar as gerações futuras “apalermadas” Com um exemplo vivo de Cristo? Assim como Ele, Solidário até a morte. Bravo. Forte. Destemido. Arrojado demais o teu ideal de mundo. Onde fincar a bandeira da paz que empunhas Com a coragem de um Guerreiro da Luz? No deserto de um mundo desprovido De Deus ela não pára, meu camarada. Não se assenta nos bancos De um mercado capitalista, Egoísta E desumano. As tuas idéias e virtudes,. Não param a queda vertiginosa Da carência que aumenta cada dia mais. Trazendo em seu bojo filhos desdentados, Esfarrapados e pedintes. Ela dilata seu ventre E dá a luz a centenas de milhões de filhos. Aumenta-se mais e mais a mendicância E a delinqüência E o mundo fica cada vez mais órfão de Deus. Por que, então, semear no deserto Árido dos corações humanos? Valerá à pena, meu amigo? As balas que atingiram o teu corpo enrugado E descarnado pelos jejuns, Não cessarão a desenfreada corrida dos humanos Às riquezas materiais, Nem porão fim ao choro dos oprimidos das nações pobres. Enquanto um número significativo de estadistas, Líderes políticos e revolucionários do século XX, Homens que fomentaram guerras E propiciaram massacres horrendos, Morreram de causas naturais; Irás, meu bom e grande pacificador, morrer à bala. Balas que provocarão feridas profundas. Que farão o líquido vermelho ensopar toda a roupa Tecida com as próprias mãos Trabalhadoras na sua própria humilde roca Balas que calarão a voz do ativista, Mas que felizmente não matará o ser sublime E iluminado que seguia os ensinamentos De outros seres igualmente repletos de luz: “Buda” e “Jesus Cristo.” Disseste um dia: "Possuo a não-violência do corajoso? Só a morte dirá. Se me matarem e eu conseguir ter, uma oração nos lábios pelo meu assassino e o pensamento em Deus, ciente da sua presença viva no santuário do meu coração, então, e só então, poder-se-á dizer que possuo a não-violência do corajoso." Provaste Grande Alma, Que possuías mesmo a não-violência. Quando tombastes, entre gemidos, disseste: - He, Rama! (Oh, meu Deus). Esteja com ele Grande Alma, Muito mais por mérito do que por misericórdia.
No pensador.ai desde