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Frases de Eleni Mariana de Menezes

175 frases

Solidão Na escuridão soltaram a minha mão. Não me deram sequer o tempo para o prumo
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Solidão Na escuridão soltaram a minha mão. Não me deram sequer o tempo para o prumo Sem rumo Tateei trôpega a parede do Universo. Sem visão escorreguei no labirinto dos sonhos. Perdi-me nele. Não encontrei saída. Sem guarida, patinei no lodo das desilusões. Estive órfã toda a eternidade. Meus deuses não me responderam. E em todos os cantos Apenas os meus prantos, Jorraram em uníssonos enlouquecedores. Não tive amores Apenas o eco das minhas paixões Desabridas e Jamais correspondidas. Por isso mesmo, vãs. Fugazes. Pequenas e pobres como as minhas lembranças. Não fiz nenhuma história. Fui sempre um ser totalmente insosso Vagueei por aí. E, então, um dia eu morri. Sonâmbula na minha solidão.

Melanina Carioca Minha cor é de canela Meu palácio é na favela
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Melanina Carioca Minha cor é de canela Meu palácio é na favela E meu cheiro é de Brasil Minha luz é de estrela Vidigal é o meu país. Minha voz é afinada Minha dança ritmada O meu hino é de amor. Sou cantor, sou professor Sou aluno e aprendiz Sou do povo, gente simples Vidigal é o meu país. Sou o verso, o estribilho, Sou o brilho Sou o fuso e sou a roca Sou melanina carioca. Sou a pena, sou o giz E Vidigal é o meu país. Sou o bicho, sou a toca. Sou melanina carioca. Sou a derme, a epiderme. Sou o olho, sou a boca. Sou melanina carioca.

Mágico Menino Neymar Voa o menino. É alado? Talvez tenha asas invisíveis
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Mágico Menino Neymar Voa o menino. É alado? Talvez tenha asas invisíveis Que os olhos humanos não percebem Apenas quem pode como ele Crer na vontade de ser grande. Ser o melhor naquilo que faz com amor. Pode enxergá-las. É contorcionista? De certo que sim. Pois, entre pernas adversárias lá vai ele Com seus requebros estonteantes Desintegra-se diante de abismados oponentes Para se recompor lá na frente E em giros espetaculares golpear redes. E, quando vestido de verde amarelo, O garoto multiplica-se em Duzentos milhões de amantes da bola. Deixa-se usar por todos nós. Nós nos entranhamos nele e Rolamos com ele nos gramados. Vão junto, também, as nossas almas Nosso querer e os nossos sonhos E, então somos com ele, vencedores. Também é o menino um perfeito desenhista Quando reproduz nas suas cobranças Com o floreio dos passistas Nossos semblantes Risonhos... Com seus chutes certeiros e implacáveis Aí então ele é um mágico gigante, e Dobra o mundo que maravilhado O aplaude de pé. E, então, senhores? É um Pelé? Sim, ele o é.

Olhar de fogueira Tira de mim esse olhar Que queima como fogueira
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Olhar de fogueira Tira de mim esse olhar Que queima como fogueira Ilumina igual luar Em noite de Lua Cheia. Não quero me apaixonar Vai doer com dor de morte Igual navalha cortar E mudar a minha sorte De alma desimpedida E meu Sul vai virar Norte Da calmaria da vida Nunca mais serei consorte E vou sofrer de saudade Se afastares, enfim... Se teu olhar desviar Um só instante de mim.

De novo o Amor Entrou o amor pela janela Da minha alma.
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De novo o Amor Entrou o amor pela janela Da minha alma. Como se fora um chuvisco Fino e leve Pareceu-me a mim que seria breve. No entanto, enganou-me e deteve-se Empacado. Encravado. Apossou-se de cada canto do meu Eu ingênuo E foi tomando conta de tudo que ele é. Da minha esperança, da minha fé Dos meus sentidos e razões. Sonhos e ilusões. Assenhoreou-se de tudo E quando dei por mim Já não havia mais como retroceder e Esconder-me dele. Despencou torrencialmente Dentro do meu coração. E, enfim, virou tempestade E sem piedade Transformou-se em um calamitoso Tufão.

Bem-vindo Menino Jesus Está chegando um Divino Menino nascido de um sonho
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Bem-vindo Menino Jesus Está chegando um Divino Menino nascido de um sonho Menino querido feliz e risonho Do Pai predileto De glória repleto De luz e esplendor Garoto dileto Oriundo do amor Deus menino nascido Da flor De nome Maria De alma singela Dentre todas a mais bela Humilde e estrela Leveza de alma Que a todos acalma Se a buscam em louvor. Mulher Divinal Mãe do Redentor É filho, o Altíssimo Jesus, o Senhor O Filho do Pai, Unigênito De poder revestido Oh! mãe, teu menino Nós é muito bem-vindo. Oh! doce menino. De poder revestido Mudou nosso destino Seja muito bem-vindo.

Meu lado habitável O meu lado habitável é afável E manso é meu coração.
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Meu lado habitável O meu lado habitável é afável E manso é meu coração. Sorrio com os olhos e estendo a mão Pra quem me amar ou não Apenas passar pela contramão Da minha estrada povoada De sonhos e se deixar ficar Sentado comigo no mesmo abrigo Da frágil ilusão de sermos eternos E jamais precisarmos partir deste mundo. Comungar do meu sono profundo Dormir e sonhar o mesmo delírio De ser infinito o amor divido com um par sem igual E buscar o martírio de morrer por amar Mais que pode um vivente. E assim de repente, despedir-se da vida E voar pro eterno Com a leveza de alma De quem vira Arcanjo somente Por ter amado Mais que o humanamente Possível e ter vivido a incrível. Loucura de amar sem limites. O meu lado habitável é amável E doce o meu coração.

Meu Canarinho Meu coração ouviu o teu chamado Nem foi preciso meu nome gritar
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Meu Canarinho Meu coração ouviu o teu chamado Nem foi preciso meu nome gritar Minha mente afetiva leu o teu recado Nas ondas de amor. Voltei pra te buscar Já estava em outra estrela distante Há milhões de anos-luz da terra Mas regressei no mesmo instante. Não quis te deixar à minha espera. Voltei. Estou aqui porque te amo Voltei. Estou aqui porque te quero Tenho dentro de mim um oceano De amor e de carinho. Não exagero És o meu sol. Voltei pra me aquecer Longe de ti, minha vida é tão sombria És meu farol, meu norte, meu bem-querer Sem ti sou nada, sem nenhuma alegria. Ah! Meu amor. Não posso mais fingir Que posso te deixar aqui sozinho Sou tua gaiola, não podes mais fugir. Das minhas grades, és meu canarinho.

Miligrama de Verso VII Nada Crawl Nada Costas
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Miligrama de Verso VII Nada Crawl Nada Costas Nada Peito Nada Borboleta. E nada de me olhar. Nada de sorrir pra mim. E, me amar, então? Nem pensar... 'Nadinha' de nada Nada a ver No nado é o Campeão E nada de me dar o seu coração. No meu nada livremente E com cheiro de eterno.

A Sorte dos Ditongos Até nos ditongos a sorte passeia Vejam bem que ele semeia
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A Sorte dos Ditongos Até nos ditongos a sorte passeia Vejam bem que ele semeia Observem o ÃO Produzindo encantamento nas palavras: Coração Compaixão Perdão Canção. Todas elas nos remetem à Emoção. Agora o mesmo ditongo ÃO, em: Segregação Exclusão Discriminação Confusão Estas palavras criam em nós uma baita Indignação.

A vida é BELA Concordo que é a vida é de fato, bela! Quando me debruço na janela
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A vida é BELA Concordo que é a vida é de fato, bela! Quando me debruço na janela Da minha alma E com absoluta calma Contemplo as maravilhas E os esplendor que existem Em todas as criaturas E revelações da natureza No ruído do vento No barulho das águas No caminhar apressado das nuvens No gorjeio dos pássaros. No sol radioso Na dança da lua: nova, crescente, decrescente, cheia De amor e beleza No cheiro da mata De verde tingida. Nas cores fulgurantes de um arco-íris. E tudo tem uma proposta e uma mensagem De paz e esperança Pro ser humano que só não os entende Por que não pára Pra ouvi-los.

Debaixo do travesseiro Poesia dentro da alma Transito pela vida celebrante.
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Debaixo do travesseiro Poesia dentro da alma Transito pela vida celebrante. E se existe algo que me acalma É postar minha alma agonizante Ou festiva Segura ou à deriva. Nos meus versos Que às vezes rimam, ora não rimam De acordo com o clima Do meu coração Minhas singelas palavras podem evocar Saudade de uma vida querida Lá atrás e por força maior Não acontecida. No entanto prossigo Com perfil altaneiro. Com a pose de quem ganhou todos os jogos E meus rogos Escondo-os debaixo do meu travesseiro

Uma estrela pra ti Nasce uma estrela no Oriente E percorre um caminho luzente
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Uma estrela pra ti Nasce uma estrela no Oriente E percorre um caminho luzente Pra guiar os visitantes do menino Que nasceu pobre, mas Divino Cresceu e se fez rei do destino Da humanidade que Nele crer Dono da verdade e do saber Ser Filho do Altíssimo, revestido De graças e poder De Majestade e esplendor De sabedoria e de amor. É essa a estrela que desejo que guie Teus passos e te conduza Por trilhas serenas e tranquilas Que jamais tenhas que enveredar Por desvios perigosos e traiçoeiros. Que tenhas a coragem De seguir Os passos exemplares Daquele que foi sem dúvida O Magnífico Deus dentro de um homem.

Juras de morte O amor bebe em minha taça. Senta à minha mesa.
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Juras de morte O amor bebe em minha taça. Senta à minha mesa. Não antes de adocicar minha bebida Predileta E temperar minha comida Com pimenta malagueta. Que arrebenta em ardor De fogo que acalora tudo em volta De mim. Meu corpo e minha alma E brinda à minha medida De alegria. Enorme. Esquenta a minha voz Quando canto solto fagulhas e Brasas incandescentes. E fico nesse êxtase por que Não me dá trégua. Refugia-se em meu leito Refestela-se em minha cesta Tem nome e sobrenome Impressos na página da minha vida Em letras garrafais. Fiz pacto de sangue E juras de morte com o amor Assim: Ir embora daqui quando ele se for De mim.

A proposta de PAZ Não terás nenhum brinquedo Teus folguedos?
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A proposta de PAZ Não terás nenhum brinquedo Teus folguedos? Uma fuga longa e dolorosa Tua riqueza? A tua incomensurável sabedoria. E a magia de ser Deus e ao mesmo tempo homem. Por que pusestes tanto amor dentro de um só coração? O teu. Sacrossanto e humanizado! E tinhas mesmo de nascer Em pobreza tão singular para um Rei Pra dizer pro mundo que é o que o bom Cabe em qualquer lugar. Não necessariamente precisa estar No mais alto patamar das posses. E o mundo não te seguiu Capitalizou-se. Transformou-se num frio mercado Onde se vende a honra e a palavra E onde se compram cargos. E os encargos de tais proezas ficam com os fracos E desvalidos sem amigos no poder. Por isso tudo precisas, de fato, renascer. Nos corações de todos. Pra que entendamos de vez a tua proposta De igualdade e de paz.

Que o Natal seja o ano inteiro Desejo que a magia do Natal Dure enquanto existir uma vida
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Que o Natal seja o ano inteiro Desejo que a magia do Natal Dure enquanto existir uma vida No planeta azul, verde e marrom Azul colorido pelas águas. Verde tingido pelas matas E marrom da cor da mãe terra Que todo o sentimento Que o Natal encerra Seja traduzido para o amor E que ele brote em cada coração. Que as partilhas sejam efetivas Que não fiquem vazias as mãos De nenhum dos nossos irmãos Que as lembranças festivas. Perpetuem pelo ano inteiro De dezembro ao janeiro de 2016 E que aconteça nos anos vindouros Até os finais dos tempos.

Canção pra Izabella Interrompida a Ciranda. Ficou por ser feita uma trança
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Canção pra Izabella Interrompida a Ciranda. Ficou por ser feita uma trança Na doce adolescência Das paixões, efervescência. Desfeita uma esperança Uma pequena birra por querer Dormir só mais um pouquinho E depois correr Pra ganhar carinho Da mamãe e de mais doar quiser. Um desejo que não mais virá. Um piquenique, um banho de mar. Um segredo pra melhor amiga Talvez uma pequenina intriga Porque seria humana e aprendiz Nesta grande escola do Universo. Um desassossego leve Quando o primeiro amor viesse Morar no coraçãozinho meigo Um riso solto Uma mão na mão Uma canção Marcante pra compassar o ritmo da vida Que não veio Nem chegou ao meio Brutalmente ceifada ainda em broto E o desgosto Nosso de perdê-la. E Izabella virando uma Estrela.

O Meu Palácio Coloco dentro do meu palácio o que e quem eu quero: O meu amado.
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O Meu Palácio Coloco dentro do meu palácio o que e quem eu quero: O meu amado. Alguns amigos. Muita música Muito riso Muita dança Uns bons filmes na minha cinemateca Boas peças teatrais. Uma excelente biblioteca Muita paz Algumas garrafas de Château de Beaucastel Châteauneuf-du-Pape Alex Atala E viva a minha fabulosa capacidade imaginativa.

Amor Guardei um luar no meu quintal pra ti Armazenei na gaveta melodias de amor
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Amor Guardei um luar no meu quintal pra ti Armazenei na gaveta melodias de amor Plantei carinho às pencas e depois senti Necessidade de imprimir maior ardor Nos versos que eu tecia à luz do luar Pra recitá-los baixinho e te ver sorrir Esperei uma vida só pra te encontrar Numa vida inteira só pra te servir. Coloquei um trovão dentro do peito Só pra ribombar, trovejar minha cobiça Toda vez que me olhar meio sem jeito Com esse olhar de menino mais bonito E em os todos os castelos que eu criei Existe apenas um soberano, único rei. E em total plenitude me ganhas Sem barganhas.

Volte pra mim Volte meu amor para mim, Venha colorir os meus olhos
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Volte pra mim Volte meu amor para mim, Venha colorir os meus olhos Que não distinguem mais cores. Venha replantar meu jardim Pois nele não tem mais flores. As borboletas partiram. Ficaram paisagens mortas Em preto e branco, desnudas De coloridos e luzes. Meu coração é deserto Sem um oásis sequer E navega em céu aberto Sem um abrigo, sem teto. Meu sonho de bem-querer Estou só, desamparada. Necessitando de abraços. Esperando a tão sonhada. Vida vivida em seus braços. Volte meu amor para mim. Eu guardei tantos segredos Que só serão revelados. Sem pudor e sem medos Ardentes, apaixonados. Delicados, mas atrevidos. Como um hino aos seus ouvidos.

Albatroz Albatroz quero barganhar Com a minha inércia o teu revoar
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Albatroz Albatroz quero barganhar Com a minha inércia o teu revoar Preciso dele pra encontrar O meu amor neste mar Do destino tão extenso Tão denso Que não consigo enxergar Onde ele se encontra Em qual onda ele navega E se me espera. Ensina também pro meu bem A ter somente um amor Da maneira que procedes. Que para ele ser feliz basta ao meu lado Permanecer até o fim. E com igual sorte Tua. Até a morte. Troca de lugar comigo Seja meu amigo. Necessito sondar o céu. E voar pelo infinito Pro meu grito De amor chegar onde ele está E fazê-lo entender que estou solta e só À espera de um único abraço Mas, eterno.

Desde sempre te amei Eu vou te amar pra sempre Dentro de todos os séculos
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Desde sempre te amei Eu vou te amar pra sempre Dentro de todos os séculos No tempo da eternidade Acima de todas as verdades. No bojo do infinito. Na distância da última estrela Da última constelação. Eu vou te guardar no coração Enquanto houver mundo Até o momento derradeiro E nesse imenso fogareiro Do meu desejo intenso De mais querer ser Mais que eu posso Só pra te dar o que jamais foi ofertado A maior prenda já vista Eu vou buscar ser Um tesouro Daqueles que de tão alto valor Somente é pago com muito amor. É certo que eu te ame Enquanto houver repetições De vindas nas vidas que virão No futuro. Devo ter te amado desde o inicio De tudo. Desde o princípio. Bem antes da primeira oferenda Da primeira jura De amor.