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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

⁠Vou devorando a minha vida É tarde de outono e eu queria tanto andar na chuva Quando eu vejo, o sol tá no horizonte
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⁠Vou devorando a minha vida É tarde de outono e eu queria tanto andar na chuva Quando eu vejo, o sol tá no horizonte O dia tá desfeito em mar de fantasia Às vezes quase eu durmo De tanto querer que o sono venha Há tantas vidas, difícil é ter outra a ter tantos quereres No início é ter que costumar as vistas É como estar em um pomar E ver que o fruto e as folhas são da mesma cor Vou fazendo de conta que conto pitangas no ar Outono é tarde, estou noutra estação Outro trem vai vir, há de passar A noite chega em mim A noite chega e se lastima assim A dizer que o trem que vai passar não leva ao fim da linha Eu digo à noite que a vida é uma lista Eu peço à vida que seja da noite esse olhar pessimista Apago da lista esse triste desejo De chegar nessa manhã que tem jeito de tarde Eu só escolho querer, numa vontade que não é minha Tarde que andava na linha, rumo à próxima estação Eu queria era andar, andar sem rumo e nem direção Andar na chuva Colhendo as pitangas que flutuavam Pitangas amarelas, iguais àquelas Que existiram nos fundos de algum quintal da minha infância Onde eu ia devorando a vida Um lugar, uma estação Um trem que passava e tinha a companhia sempre lá De alguém que te acompanha e leva pro infinito E apanha frutos no ar, igual ao que a gente fazia Quando o dia era desfeito em mar de fantasia A gente sabe e cansa de saber que esse infinito acaba E mesmo assim desata a rir Num riso que não tem fim. Nem precisa acabar. Edson Ricardo Paiva.

⁠⁠⁠⁠"Cada longe que essa vida inflige Será sempre igual às asas Que Deus não permitiu-nos
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⁠⁠⁠⁠"Cada longe que essa vida inflige Será sempre igual às asas Que Deus não permitiu-nos Que as tivéssemos Cada estrela que esse imenso céu te mostra Confinada num quadrante, distante de alicerces Cuja distância, proporcional Será sempre igual à sua vontade de alcançá-las Fincar numa delas teu mastro Olhar bem nos olhos de Deus Ser um astro entre as estrelas, infringir Exercer a elas o mesmo fascínio que elas exercem Rir de todo aquele que nasceu, sem domínio do voo Assim como eu Naquela hora boa em que se percebe Que, se a gente não recebe asas quando nasce Isso não foi à toa, o Criador divide a vida em dois Então a gente nasce antes, as asas vem depois." Edson Ricardo Paiva.

⁠Ilusão. Acontece numa tarde linda de um tempo que talvez
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⁠Ilusão. Acontece numa tarde linda de um tempo que talvez Não tenha vindo ainda Meu mirante é o alto da colina e de lá eu posso ver a todos os lugares Lá, vivemos todos Uma coisa que eu creio que esteja um degrau acima, talvez dois da mera esperança em todos sermos Algo que a vida obrigou a deixar pra depois Eu vejo o início da estrada E também onde termina cada uma Posso ouvir desejos e orações Sentir a dor no coração de quem detém cada pedido E cada medo Cada medo de viver a vida a esmo Consumidas no miasma que as consome O medo em libertar a dor guardada Aquela que em cada manhã lhes invade Enorme e em segredo Medo até do fogo eterno Enquanto a chama interna os queima em vida Cada imagem de espelho Todo dia tem lhes revelado A miragem refletida atrás de si As almas não se reconhecem Por receio de olhar-se Se fogem de molhar na tempestade E todos vão vivendo a própria vida Em seu mundo perfeito Aqui nesse lugar a noite nasce feliz Cada estrela onde quis estar A lua, linda, vem dizer Que esse dia não chegou e novamente eu desço ao degrau da esperança esperando que algum dia seja realmente Essa tarde tão linda de um tempo que talvez não tenha vindo ainda. Edson Ricardo Paiva

⁠Quando a vida não dói mais. "Às vezes vem sonhos ruins A gente se assusta e se acorda
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⁠Quando a vida não dói mais. "Às vezes vem sonhos ruins A gente se assusta e se acorda Mas, se não se recorda de sonhos assim Não tem nada que nos faça Ver a graça da chuva que te surpreende Recordar-se da pedra, onde um dia tropeçou Numa queda que te feriu. Até mesmo na doença lá da infância E de todas as distâncias que venceu Nessa fase, onde tudo se ajusta E você só vai vivendo a própria vida Se não existe mais risada ou quase riso Você deixa de ver graça em sonho bom também Quando a gente se esquece e nem pensa Em todo aquele medo que sentiu do escuro Todo dia acorda Porém, só se sente apressado...atrasado E nem agradece à bênção da claridade O pássaro voando é só uma ave que passa Não enxerga mais a paz do voo, tanto faz. Não existe mais mistério em nada Não existe mais vontade de sorvete lá na praça Nem mentira e nem verdade Não há flecha que te atinja e nem te fira Nesse duro coração vazio, fortalecido pela vida Tanto faz ir ou ficar Calor ou frio Esqueceu-se da alegria Quando, um dia era tão bom poder sair para brincar À exceção daquilo que se enxerga Não existe mais magia em nada...ela existia. Mas o mundo tornou-te igual a mim." Edson Ricardo Paiva.

⁠⁠Se fosse apenas a vida E se a gente tivesse só Que olhar a chuva na janela
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⁠⁠Se fosse apenas a vida E se a gente tivesse só Que olhar a chuva na janela Mas tem dias que o ranger da porta assusta Tem dias que o ranger da porta irrita E tem dias em que a porta range Custa um tempo a perceber a falta das coisas que a chuva trazia No silêncio a alma grita Porém, é tão grande esse silêncio Que nem mesmo a própria alma escuta Mas ele é assim, tão lancinante Que eu sei que o próprio Deus garante A alma o sente Não nos basta ter de volta aquele tempo Aquela coisa corroída pela chuva Um tempo carcomido pelo tempo Por mais breve ele fosse Muito ele abrange Tem dias em que há previsão de tempestade Se fosse então apenas Ter que olhar o Sol pela janela Abrir a porta ao vasto mundo Perceber que amanhã Também não trará nada Nada além de outra manhã Aquela que desfolha as flores Ver as pétalas já mortas Com o vento a levá-las Todas pra bem longe Sem cores, sem viço, sem nada Em cada fim de tarde O mesmo vento na janela Aquela velha porta range Não me assusta, nem me irrita Me toca à duras penas Me apenas convida a viver Como se fosse outro dia de chuva Sem chuva nova, sem nem mesmo a velha chuva Apenas chove Sem as coisas que ela trazia Ela não trouxe nada Eu não quero outra vida Nem aquela de volta Eu quero essa à distância Olhar o mundo do espaço Que um dia, antes da invenção do tempo Eras antes do cansaço Era assim que a vida prometeu que ela seria. Edson Ricardo Paiva.

⁠"A vida da gente são várias estradas Só quem se sentiu perdido vai saber Vai saber que todo caminho te leva pra distante
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⁠"A vida da gente são várias estradas Só quem se sentiu perdido vai saber Vai saber que todo caminho te leva pra distante A cada dia mais distante Da paisagem que se via em tempos idos Quando a gente olhava lá de longe Talvez seja essa a tal graça da vida Um dia, nada é igual como era antes Porque antes até mesmo um mero espelho Refletia de manhã só a imagem que a gente esperava Hoje, espelhos tem vontade própria E tem hora que aquele que a gente vê Não chega a ser nem de perto Aquela boa pessoa Aquela pessoa tão boa, aquela miragem que a gente era A vida da gente é uma espera Uma estrada de ida, única e sem cópia E quem nunca se viu perdido Nem de longe viu o melhor da vida Porque todas aquelas estradas Todas elas nos levavam pra lugar nenhum Porém, aquela paisagem que se via em tempos idos Era só um lugar sem nome A graça da vida era aquela estrada enorme Uma estrada sem nome, cujo nome era vida Atalhos para outras vidas Pra poder passar por elas Fazer parte delas...e sair, ou não, deixando sempre o seu melhor...e assim ficar para sempre. E quem não viveu assim Viveu, sim...viveu, porém não leva nada pra contar...nem deixa. A vida da gente tem dias assim, como esse Em que a gente olha pro espelho e nem se reconhece Em que a gente olha a velha estrada e segue Persegue o seu caminho rumo ao nada A gente se acostuma e segue e ruma Sempre sob o complacente olhar de Deus...e até! Pois, se a gente não leva fé Não chega em lugar nenhum. " Edson Ricardo Paiva.

⁠Um dia eu desejei Possuir a todo um campo florido Num verde vale, onde a brisa
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⁠Um dia eu desejei Possuir a todo um campo florido Num verde vale, onde a brisa Soprasse de leve toda manhã Hoje eu sei que ninguém precisa de nada mais que uma pétala Simples...pequena Todas as flores do campo se vão Mas um breve toque de pétala no coração Apenas de leve, de maneira Que só por mim seja sentido Permanece assim...pra sempre Ao abrigo do peito Juntinho da gente Desse jeito, pela vida inteira O amor de uma única mulher Como a pétala que se deseja Escondido aqui Pra que ninguém Nem mesmo ela veja Que esse lugar, somente ela tem Pois só seu sorriso adentrou E mesmo que esse amor ela não queira Ele vai ficar pra sempre E ela, eterna! Eternamente a primeira. Edson Ricardo Paiva.

⁠A vida só faz sentido Se a gente puder vivê-la Dizer o que há de bom e bonito
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⁠A vida só faz sentido Se a gente puder vivê-la Dizer o que há de bom e bonito Gritar pro mundo sem medo Quando, na verdade Felicidade é ter Um ouvido...e um lindo segredo O tempo perdido e passado Arrepender-se de todo e qualquer pecado Até mesmo dos que nem sonhou Só falar pro espaço, estrelas, nuvem A noite posta no céu, janela aberta O véu que se abre, mas você não olha. A vela acesa, que tem hora certa pra apagar Falar pra quem nem as ouça Os pés no caminho, essa vida descalça Tá tudo bem, não tem problema Eu faço mais um poema Vou novamente me recolher Ao silêncio dos meus pensamentos E tem sido assim desde o princípio Pra depois sentir arrepios Porque não há nada a ocultar Além da ausência de uma tão sonhada paz Que, às vezes é tanta, que faz ruido E me abraça com seus braços frios Sonhar, quisera tivesse um sonho Divagar, sumir, recolher as folhas Coração só sabe bater e é isso que ele bem faz. Edson Ricardo Paiva.

Agora é outro dia Poesia de que? Hoje é dia de nuvens
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Agora é outro dia Poesia de que? Hoje é dia de nuvens São só palavras que se vão no vento Amanhã é outro dia Pode ser que elas voltem E que nos contem por um momento O que era que estava escrito Numa manhã de Sol qualquer Poder ser manhã de um Sol que se sente só Sentindo um nó na garganta Por ver-se só, lá acima da tempestade Numa tarde de chuva que nos invade Só que é aquela chuva que não chove Poesia de quê? Poesia de tarde, poesia que vem de cima Que não faz chorar e nem sentir Poesia de nuvem, que não comove E esconde o Sol que nos olha Sem nada nos olhos, nem no olhar Cada dia é outro dia Pode ser que hoje, ainda Elas chovam sobre nós por um momento Trazendo uma noite estrelada, uma noite linda Dia de esperar, não era Era dia de espera só De olhar o Sol detrás da nuvem, igual criança Com o todo nos olhos, tendo estrelas no olhar Escrevendo poesia de esperança. Edson Ricardo Paiva.

Hoje Eu escrevo pra falar em brumas Algumas ocultam, sem muito enlevo, a arte da vida
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Hoje Eu escrevo pra falar em brumas Algumas ocultam, sem muito enlevo, a arte da vida E as trazem de volta A dizer de coisas que nos fogem Que se vão na distração dos tempos...tempos correm Até que um dia os ponteiros parem e ponham um espelho à nossa frente Pra que, enfim, a gente se encare E sem que haja mais tempo, nem mesmo para uma prece Comece a fazer um inventário Acerca da própria existência Nas quatro folhas do trevo da rude vida Uma delas foi a coragem, talvez a sua falta Outra o caminho, a miragem que ilude Mais uma outra, o carinho ausente A exibir os seus dentes, seus cortes A folha derradeira, foram as escolhas O tempo revela que a vida não atende a pedidos Nenhuma delas foi sorte. Edson Ricardo Paiva.

Fazer o melhor que podia eu sempre ouvi dizer que era preciso Assim aprendi
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Fazer o melhor que podia eu sempre ouvi dizer que era preciso Assim aprendi e a todos os lugares onde eu ia eu fui até não poder mais era assim que eu fazia e desse modo eu percebi: Não era aconselhável ir a todos os lugares E pensei que era mais fácil assim viver Mas a vida Tem sempre outra verdade escondida Em busca da verdade Assim que eu vivia E logo descobri Que é preciso eternamente perseguir um novo modo Há sempre um outro desafio O preço disso é o recomeço Por conta de desfiar, buscar a ponta do fio Fazer o melhor que eu podia...ainda era possível Por vezes sem conta eu o fazia O difícil era saber o que fazer Depois que tudo estava feito Na hora em que chega o dia: Um dia essa hora chega Mas ninguém nunca me avisou que isso doía O que nos rói é o não fazer...é desistir é querer chorar e rir...é rir sem rir Olhar e ver O desfeito se desfazendo Depois, olhar o que não fez Compreender que, por ora era o melhor a se fazer descobrir que não sabia é descobrir Que nada se pode fazer E quando nada fizer....se alguém disser Ouvir que ficou perfeito Fazer o melhor que podia era a parte fácil Difícil é não fazer nada...e a isso fazer bem feito.. Edson Ricardo Paiva.

Aqui na minha rua Tem uma casa que fica No quintal de um pé de nada
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Aqui na minha rua Tem uma casa que fica No quintal de um pé de nada E mora debaixo da lua Quem a vir, de olhar distante Na hora em que brilhar de iluminada Nem nos seus melhores sonhos Desconfia da alegria que morava lá Mas mudou-se, escondeu-se igual Só que ora, distante Sob um pé de pensamentos Entremeado de dimensões Mas que morreu de seco e quedou-se no próprio eco Só que esse era mudo, era atroz qual num galope Mas não tinha voz Era feito de espera, era quase perfeito Penso que quem não o conhece Pode ser que pense que era e o compre Pois o som não se propaga no silêncio...o rompe. Edson Ricardo Paiva.

Pode até Parecer poesia Mas não é
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Pode até Parecer poesia Mas não é O modo como a gente As diferencia Conta muito mais Uma coisa entre o vento que corre e que varre E o ventre da terra que produz e reproduz em paz; que multiplica Entre a morte, que não morre e que não erra E o tempo, que apesar de não ser eterno Ao que tudo indica Corre eterno, eternamente A noite que se vai, pra dar lugar ao dia A noite que chega no final do dia...e fica Pode parecer poesia Porém, essas são perfeitas Outras, hoje a gente ajeita Amanhã, as modifica Pois precisam ser refeitas. Edson Ricardo Paiva.

Quando a gente esquece É que a verdade vem Talvez eu possa até
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Quando a gente esquece É que a verdade vem Talvez eu possa até Não ter opinião formada Sobre nada Isso eu julgo uma conquista Porque há tanta coisa além do que se vê Quando a gente não se lembra As velhas sombras se dissipam Fica mais fácil de verdade Enxergar a luz do Sol Quando é fim de tarde...e a noite cai Aquela hora à toa Em que o elo entre a vontade e a fantasia Flutua ao vento e foge até o dia de hoje Momento entre o querer... e o que queria Tem dias em que as horas passam lentas Contudo, nada muda É tudo uma questão De ter ou não ponto de vista Um lugar pra ir E vários, onde nunca mais voltar Quando a luz do fim de tarde clareia a visão Eu posso, então... e enfim Dizer aqui, só para mim, a direção Pra onde cada ponto de luz irradia Os raios de Sol se cruzam, se vão pro fim do mundo Eu saio pra ver o Céu, abandono as ilusões Vem invernos e outonos Deixando atrás de si a certeza Que o mundo esta aqui ainda A visão que cada um, pode ou não, perceber A imensa maioria nem se importa, ela pode até ser linda Mas nem todo mundo que a olha, a vê As horas continuam parecendo passar diferentes Quando a gente nem se lembra Nem se quer lembrar data nenhuma A vida, ela precisa ser vivida Não adianta perguntar porquê Um dia depois de outro dia é mais provável Pois a ordem do tempo é imutável Pra tristeza ou alegria No mais, tudo são névoas Visões pela metade São coisas que obscurecem E não há como viver pra sempre assim Porque a verdade vem sentar na flor lá da janela Vem quando a gente nem se lembra mais Qual era mesmo a versão que queria ouvir Qual era mesmo a verdade De quem não tem ponto de vista Mas tinha sempre opinião. Edson Ricardo Paiva

Há sonhos Que não tem vida e nem vontade própria Nem jamais terão
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Há sonhos Que não tem vida e nem vontade própria Nem jamais terão Os sonhos hão de ser a própria vida E tudo se ajeita, quando bem sonhados Quando as frases são refeitas A vida chega a ser a imagem Quase que perfeita dos melhores sonhos E que seja feita a nossa vontade Sinta-se à vontade pra querer A nossa natureza humana é toda feita de desejos Ou seja deixada de lado Pois vida sem sonhos é vida sem vida...é só verdade E, de verdade em verdade São sonhos em melodia que nos trazem à vida De vez em quando Uma brisa leve chega e diz: Seja feliz, mas seja breve Porque a vida é algo urgente E a gente precisa, logo após a prece Voltar bem depressa à realidade O sonho sem vida Pra sempre há de ser um sonho só E a vida, quando carece de um sonho é quase nada Nem sempre é preciso dormir para sonhar Mas o ato de acordar É imprescindível Pra poder viver a cada sonho E que seja feita a vontade De todo aquele que bem sonhar Embora uma montanha possa desviar Um mar do seu caminho Não existe cordilheira Que separe um sonho da sua hora. Edson Ricardo Paiva.