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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠"A vida da gente são várias estradas Só quem se sentiu perdido vai saber Vai saber que todo caminho te leva pra distante A cada dia mais distante Da paisagem que se via em tempos idos Quando a gente olhava lá de longe Talvez seja essa a tal graça da vida Um dia, nada é igual como era antes Porque antes até mesmo um mero espelho Refletia de manhã só a imagem que a gente esperava Hoje, espelhos tem vontade própria E tem hora que aquele que a gente vê Não chega a ser nem de perto Aquela boa pessoa Aquela pessoa tão boa, aquela miragem que a gente era A vida da gente é uma espera Uma estrada de ida, única e sem cópia E quem nunca se viu perdido Nem de longe viu o melhor da vida Porque todas aquelas estradas Todas elas nos levavam pra lugar nenhum Porém, aquela paisagem que se via em tempos idos Era só um lugar sem nome A graça da vida era aquela estrada enorme Uma estrada sem nome, cujo nome era vida Atalhos para outras vidas Pra poder passar por elas Fazer parte delas...e sair, ou não, deixando sempre o seu melhor...e assim ficar para sempre. E quem não viveu assim Viveu, sim...viveu, porém não leva nada pra contar...nem deixa. A vida da gente tem dias assim, como esse Em que a gente olha pro espelho e nem se reconhece Em que a gente olha a velha estrada e segue Persegue o seu caminho rumo ao nada A gente se acostuma e segue e ruma Sempre sob o complacente olhar de Deus...e até! Pois, se a gente não leva fé Não chega em lugar nenhum. " Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva