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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

"É fácil saber o fácil É tudo que nem todo mundo É capaz de fazer
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"É fácil saber o fácil É tudo que nem todo mundo É capaz de fazer Outro igual, nem parecido" Edson Ricardo Paiva

"Uma coisa é o jeito que vemos o mundo Outra coisa é o jeito que o mundo nos vê Mas o que conta é o jeito que as coisas são.
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"Uma coisa é o jeito que vemos o mundo Outra coisa é o jeito que o mundo nos vê Mas o que conta é o jeito que as coisas são. Nestes tempos de imagens instantâneas Descobri que imagens verdadeiras são eternas, invisíveis e não podem ser obtidas num instante" Edson Ricardo Paiva.

Sonhei comigo Onde eu me via Como um velho abrigo
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Sonhei comigo Onde eu me via Como um velho abrigo Cuja companhia Há muito que eu não tinha Sonhei comigo Onde eu me vi Como jamais pensei que eu era E percebi que sem atentar Eu sempre havia sido Aquela cara era minha Perguntei por mim Com certo medo Assim Como quem jamais tinha me conhecido Como alguém que nunca mais eu vi Mas era eu Meu velho amigo estava ali E eu era alguém Que pensei Que nunca mais veria Assim, pela primeira vez na vida Chorei de alegria Por uma espera Que havia chegado ao fim E era por mim. Edson Ricardo Paiva.

Creio eu Que talvez, o segredo A bem viver a vida
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Creio eu Que talvez, o segredo A bem viver a vida É guardar sempre pra si Um pouco de coragem Misturada ao medo Saber viver as alegrias Mas só um pouco dela a cada dia Penso Num momento de silêncio Em meio ao caos Nem todo mal Nem todo bem com muito afã Pra que a vida seja bela Deixe um pouco da tristeza Para vivê-la também amanhã Feche a janela para o Sol Deixe entrar a escuridão do dia E você sorrirá Pra luz do Sol de amanhã Não se come todo o almoço Numa única garfada É preciso tempo pra esfriar Consolidar, brotar, crescer Secar e até morrer Não sinta pressa em livrar-se de nada Cedo ou tarde as coisas se vão O tempo é que rege essa vida E é sempre bom ter lágrimas nos olhos Pra que se contenha as risadas Mesmo que elas venham Vão passar Pois tudo passa Tudo e nada Solidão também faz companhia Penso eu, que a graça da vida É saber dividi-la Não se vive tudo de uma vez De um fôlego só Uma só voz É preciso guardar sempre um pouco de lágrimas e de sorrisos E, quem sabe, a presença de alguém que seja louco o suficiente Para estar Sempre presente em nossas vidas E queira estar com nós. Edson Ricardo Paiva

Quer saber? O tempo passa tão depressa Sem que nada aconteça
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Quer saber? O tempo passa tão depressa Sem que nada aconteça Sem que se perceba Que as horas fizeram fila Organizadas Caladas E que cada uma passou sozinha Isolada Pela sua vida Pela minha Sem dizer nada Qual se tudo fosse essa mesmice Lentamente apressada Que a gente quase que não teve tempo Pra viver Uma estrada Uma porta jamais atendida Apesar das batidas Por isso foi só vivendo Sem ver que o tempo passava Por isso Não viu Não falou Tampouco ouviu Quase nada. Edson Ricardo Paiva.

Falta quinze Para as sete da manhã Tá tudo bem
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Falta quinze Para as sete da manhã Tá tudo bem Tá tudo cinza Fica assim Por mim, não falta nada Espero Embora a cabeça cansada Ainda possa pensar Agora eu não quero mais Eu quero a paz que vem No ar Que não me vem Peço aos olhos que guardem A medida desse espaço Existente e escondido Entre o início dessa vida Até que ela chegasse A esse fim de tarde Enquanto a vida me esquece E eu sei que o Sol se curva lá no alto e desce lá no céu Oculto sob as nuvens sem chuva Doutra tarde cinza Cujo novo invento É alguma espécie de brisa que anuncia o vento Peço aos meus ouvidos Que guardem esse ruído A sussurrar Por entre os dentes dessa noite Quente e fria, sem fazer alarde É tarde, é prece, é cinza Falta quinze para as sete Mas na vida é madrugada, ainda Madrigal, tão linda Não falta nada É o fim da vida Esquece...não faz mal! Edson Ricardo Paiva.

Fim Mais um fim Que apesar de o chamarmos assim
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Fim Mais um fim Que apesar de o chamarmos assim Diferente das ilusões Às quais nós tanto nos acostumamos Ainda não acabou pra gente Pois a vida ainda segue em frente Nem muito linda Tampouco eternamente triste É só a vida que a gente tem Indiferente à nossa vontade, ela existe Enfim Mesmo se a gente não sorrir do jeito que queria Que jamais percamos a alegria de seguir tentando Viver é preciso E um sorriso verdadeiro Vai surgir de vez em quando Pois que a gente tenha a força de viver Esse nosso querer diário De constantes quereres, se assim quiseres Eles, o Universo sempre os enviou, diariamente Indiferente ao calendário A vida permanece Não que a vida seja feita de vontades Mas são elas que nos fazem levantar da cama, todo dia Não em busca de alegria Nem jamais em busca do querer Porém, buscando serenidade em reconhecer Lá no fundo do coração A alegria de só saber O que realmente quer, enfim Com a mais linda e sincera vontade O raro que se busca, não é forjado em ouro Mas na simplicidade relegada, deixada de lado Esquecida E o brilho do ouro a ofusca Pois que o mundo aprenda A desvendar a essa busca, tão prosaica Resumida em não e sim Antes do fim. Edson Ricardo Paiva.

" No final você vai entender que não está nas palavras bonitas, não se trata de vitória e não vem com o sucesso pessoal, não está do lado de quem resume a situação com a melhor narrativa, não é aquilo que as pessoas pensam que vai te fazer melhor ou mais feliz...tá na tua maneira…
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" No final você vai entender que não está nas palavras bonitas, não se trata de vitória e não vem com o sucesso pessoal, não está do lado de quem resume a situação com a melhor narrativa, não é aquilo que as pessoas pensam que vai te fazer melhor ou mais feliz...tá na tua maneira de enxergar as coisas e na tua relação com a pessoa que sabe tudo a teu respeito: você mesmo." Edson Ricardo Paiva.

"Desde muito cedo Antes mesmo de nascer meu Sol amigo Me prestei e esquecer meus medos
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"Desde muito cedo Antes mesmo de nascer meu Sol amigo Me prestei e esquecer meus medos E me emprestei a um ser só Que era eu Trazendo nas mãos, nada mais que dez dedos Escondi no coração muito mais que vinte medos Do lado da minha paz Minha paz, há muito esquecida, espalhei Meu Sol se pôs Meu medo escondido, só pra mim guardei Pra depois do fim da vida." Edson Ricardo Paiva.

"E que a gente traga na bagagem desta vida A lembrança das paisagens Pra que um dia exista alguma diferença
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"E que a gente traga na bagagem desta vida A lembrança das paisagens Pra que um dia exista alguma diferença Entre o bom e o ruim No final, se apruma na incerteza Sobre tudo aquilo que esses olhos viram Concluindo que a existência passa Fica a graça, o alento Na miragem, na espera...a ilusão passageira Um mero mensageiro, num veleiro que navega Contudo O conteúdo verdadeiro da mensagem Esse, ele jamais entrega" Edson Ricardo Paiva.

Hoje Sem saber por quê Fui lembrar
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Hoje Sem saber por quê Fui lembrar De um tempo que ficou pra trás E vi alguém Alguém que eu já não sou mais Porquanto, A despedida é uma constância Só que quase que despercebida E as fases da vida, tem prazo de validade De vez em quando Quase vemos isso, qual criança A se rir de um medo bobo que não finda Pra no fim da vida ter segredo A saber-se o mesmo ainda... e ninguém vê Pois, se conhecimento é uma conquista A lista do que não sabemos permanece vasta E é preciso ser um grande tolo pra pensar vencer Vida, doce vida Passa tão depressa Quanto um lindo verso de lua cheia O dia vem, pouca gente viu a lua e o luar... ninguém A gente segue, abandonando Um medo ou outro ao longo do caminho Como quem se despede de velha amizade Mas que ainda existirão Um dia após o fim da eternidade Há um tempo a despir-se também De todo e qualquer orgulho Como espelho que se parte Agora partimos Sem fazer barulho, alarde ou ruido Nem querer se fazer ouvido Pois, quanto mais a gente cresce Mais a gente se apequena de tanto pensar, se pensa E vê que não vale a pena. Edson Ricardo Paiva.

Eu conheço uma estrada Que um dia Ela foi aberta
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Eu conheço uma estrada Que um dia Ela foi aberta Perto de lugar nenhum Lá no meio do nada Com o tempo vieram ruas Chegaram pessoas Criaram boas e más verdades Plantaram absurdos...calamidades Era vida que seguia A cada dia mais gritante Galáctica, estratosférica e emudecida Nada que lembrasse como era antes Enquanto isso Nos limites da cidade O mato crescia ...crescia Até hoje continua Desde que Deus criou o mato Ele cresce e cresceu de fato E todo dia um pouco mais e mais e mais e continua E mesmo assim Ele nunca, nem sequer Jamais chegou perto da Lua Edson Ricardo Paiva.

Ventania Era dia de vento lento Até que soprou
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Ventania Era dia de vento lento Até que soprou Soprou até Sobrou até pro pé de ipê Levou até não sei o quê Que não se vê Ventou até Levou a paz e o pensamento O tanto faz e eu tô atento E eu tô à toa e eu vou até Até que eu não fosse mais Não dá mais pé Assim, de momento Levou-me a fé num pé de vento Deixou-me aqui, por enquanto De tanto que trouxe o vento Pelo tanto que ele levou Hoje é doce o desencanto Surge um pranto que doeu Doeu-me um tanto e eu sozinho Sentado ao pé do caminho Parado Procurando espinho. ou mais e foi-se...foi-se até Foi-se até não ser esquecida Depois de ensinar a vida Doer, sem mostrar onde é. Edson Ricardo Paiva,

Eu penso De lá do fundo de um poço do meu passado
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Eu penso De lá do fundo de um poço do meu passado Me lembro com algum desgosto De um dia ter sido o bom moço Pra sempre um rosto sem nome Velha amiga que vem pra ajudar Plantar e colher o trigo A mais antiga se chama fome Lembranças sem cabimento Das recordações vividas Não a sabem nenhum momento Não desta vida Tento guardar no esquecimento Mas elas não cabem nem lá Noite amiga Tenha cuidado com suas palavras É por elas que você será lembrada Tudo mais não vale nada Nem será mudado ou emudecido Não se furte do tempo que leva O tempo é curto e chega de leve e leva o todo Numa tarde de ventania O desabrigo vem E a gente aceita, precisa aceitar A antiga cara do espelho Não mora mais lá E se isso era tudo Agora, neste momento, nada mais se ajeita Há duas coisas na vida que não se pode evitar A primeira é o pensamento E a outra é quem te diga o que pensar Revendo essa quase vida De alguma maneira eu percebo Desde sempre, a historia inteira Estava escrita Quando a gente chega ao mundo É pela vida Mas não dá pra viver por ela É preciso razão Tenho estado neste triste mundo Onde, tudo que de raro existe Não chega a ser tão profundo Quanto o poço raso do começo Nada além de águas passadas Eis o preço dessa sede insaciada Que precede à própria vida. Edson Ricardo Paiva.

Há sempre manchas Manchas nos tetos das nossas casas Casas imperfeitas
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Há sempre manchas Manchas nos tetos das nossas casas Casas imperfeitas Com suas linhas retas Dessas, que na pressa do prazo estipulado São quase perfeitas Pois o "quase" Quase sempre existe E liga os fatos por linhas tortas. Triste enredo! Inimigo do atraso O retrato em 3 por 4 De erros esquecidos nos desvãos da vida Entra a luz pelas janelas Basta olhar de perto Retratados na memória Guardando em segredo a tudo O certo e também o errado Todas, por obra do acaso, tem paredes tortas Onde penduramos nossas redes Onde perduramos a tanta preguiça Vendo a vida passar por ali Eu, daqui de onde estou Vejo que há sempre uma volta Uma volta no voo dos pássaros Uma volta a mais no linho da rede Um inseto preso na teia de aranha Dando voltas e mais voltas E só isso Pois tudo que importa é o resultado Oculto atrás da porta Findos prazos, cumpridos a todos os compromissos Porque "sempre" é muito tempo E o tempo não volta Justamente aquele que sempre sobrava Agora falta Não há mais lugar pra folhas mortas no quintal Todas elas já foram varridas Não há mais lugar pra belas folhas novas As árvores já se encontram abarrotadas Não há vagas para flores em nenhum jardim Não há mais lugar pra água em nossos jarros Não há mais lugar pra erro em nossas vidas. Edson Ricardo Paiva.

Parece Que o tempo corroeu A todos alicerces
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Parece Que o tempo corroeu A todos alicerces Que sustentavam o véu da noite Chovendo assim Estrelas Desde cá, até lá no fim do céu Que desce aqui pertinho agora Transparente céu, de linho azul De vez em quando As cores azuladas Não são mais aquelas que azulavam antes Não são nada Nem são doces São do azul nefando Que esse inverno trouxe E mesmo as luzes Lembram mais um lume Qual se velas tristes fossem Quando estão pra se apagar Se encondem Como aquelas belas flores Cujos perfumes se esvaíram Se foram E só Deus sabe pra onde E eu olho pro cume do mundo Relembro, como antes Tão profundamente desejei Que as estrelas Chovessem sobre mim Jamais que elas caíssem Como caem assim Como, enfim, caíram Durante toda a madrugada fria Lentas, sonolentas e sem pressa Amanhece Fim Mais um dia começa. Edson Ricardo Paiva.

⁠Me lembro quando em criança Voar num barranco gramado, morro abaixo Acho que nunca mais voei tão alto
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⁠Me lembro quando em criança Voar num barranco gramado, morro abaixo Acho que nunca mais voei tão alto Recordo de olhar pros lados: Nada, nem ninguém E eu era bem feliz assim Se minha vida visse o brilho nos meus olhos Quando eu lembro dela Talvez ainda fosse aquela amiga Quem sabe, ela pensasse em mim também Me lembro de noites escuras Eu acho que venci meus medos Descendo lá, desde as estrelas, infinito abaixo A partir de então, nada foi tão claro e tão bonito Quanto subir novamente...e correndo Nada nunca me fez ficar lá, desistir Quando olhei pros lados Nada, nem ninguém Tudo bem, pois a vida é assim Mas há dias em que eu quase rio também Onde as tardes são lilazes Se a vida me pudesse ver Diria que eu pareço ser feliz ainda Nos momentos que eu olho pra ela Vida, aquela velha amiga que virou-me as costas Me deixou lá embaixo Nem viu que eu subi novamente E contente Tanto eu corri nesta vida Acho que fui mais além Quando a vida me procura e olha pros lados Nada, nem ninguém. Edson Ricardo Paiva.

⁠De tantas ruas quanto atravessei Quantas mãos eu segurei Creio sejam tantas quantas me largaram
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⁠De tantas ruas quanto atravessei Quantas mãos eu segurei Creio sejam tantas quantas me largaram Quantas delas, ao longo do caminho A gente pode confiar, não sei Creio sejam tantas quantas Hoje eu vejo aqui por perto Estando assim, sozinho Quantas pressas eu vivi Nenhuma dessas eu guardei Ficaram todas tão perdidas e esquecidas Quanto os pés que alcançam O outro lado Das ruas que a vida atravessa Cada esquina fria Cada olhar atrás se esconde Onde estão tantas cortinas Vãos, desvãos, janelas e retinas Todo olhar que nos espia e vê Cada rotina Nossas mãos perdidas Esquecidas e vazias Quase tão vazias quanto as nossas vidas. Edson Ricardo Paiva.

⁠Eu tava feliz Como há tempos não era Eu tava feliz
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⁠Eu tava feliz Como há tempos não era Eu tava feliz Como a gente não cansa de ser Eu tava contente como a fera mansa Que a criança acalma, amansa Livre como um sonho Quando você sonha que a sua alma dança Dança lá no céu de frente pro infinito Eu tava satisfeito Como algum poeta que tivesse escrito Um poema bem bonito Quando o coração ponteia uma costura Posto isso Eu tava bem feliz Como eu nunca tinha sido Eu tinha escrito um poema E ele era bonito Tinha sido escrito pra Deus lêr Lá no escuro dos teus pensamentos E Ele o tinha lido e gostou Dito isso Eu volto pra minha vida, pros meus compromissos Pro meu dia-a-dia, que espera O sonho, a fantasia, o rir lá na praça O ponteio, as agruras do porvir As risadas Que um dia eu pensei Que Deus quis que a gente desse Nuns versos desenhados E eu fiz só pra gente rir Quanto tempo vão durar, não sei Mas fiquei bem feliz Como não sei se um dia tenha sido De feliz que eu tava. Edson Ricardo Paiva.