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Frase de EdsonRicardoPaiva

Quando a gente esquece É que a verdade vem Talvez eu possa até Não ter opinião formada Sobre nada Isso eu julgo uma conquista Porque há tanta coisa além do que se vê Quando a gente não se lembra As velhas sombras se dissipam Fica mais fácil de verdade Enxergar a luz do Sol Quando é fim de tarde...e a noite cai Aquela hora à toa Em que o elo entre a vontade e a fantasia Flutua ao vento e foge até o dia de hoje Momento entre o querer... e o que queria Tem dias em que as horas passam lentas Contudo, nada muda É tudo uma questão De ter ou não ponto de vista Um lugar pra ir E vários, onde nunca mais voltar Quando a luz do fim de tarde clareia a visão Eu posso, então... e enfim Dizer aqui, só para mim, a direção Pra onde cada ponto de luz irradia Os raios de Sol se cruzam, se vão pro fim do mundo Eu saio pra ver o Céu, abandono as ilusões Vem invernos e outonos Deixando atrás de si a certeza Que o mundo esta aqui ainda A visão que cada um, pode ou não, perceber A imensa maioria nem se importa, ela pode até ser linda Mas nem todo mundo que a olha, a vê As horas continuam parecendo passar diferentes Quando a gente nem se lembra Nem se quer lembrar data nenhuma A vida, ela precisa ser vivida Não adianta perguntar porquê Um dia depois de outro dia é mais provável Pois a ordem do tempo é imutável Pra tristeza ou alegria No mais, tudo são névoas Visões pela metade São coisas que obscurecem E não há como viver pra sempre assim Porque a verdade vem sentar na flor lá da janela Vem quando a gente nem se lembra mais Qual era mesmo a versão que queria ouvir Qual era mesmo a verdade De quem não tem ponto de vista Mas tinha sempre opinião. Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva