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Frases de Edson GAllo

12 frases

HAI-KAI PANELADA Tia, bote o meu !!! Chambari, Galinha ou Buchada??
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HAI-KAI PANELADA Tia, bote o meu !!! Chambari, Galinha ou Buchada?? MISTO!

CIDADES A mim restou falar das cidades que vivenciei As cidades que estão vivas dentro de mim
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CIDADES A mim restou falar das cidades que vivenciei As cidades que estão vivas dentro de mim Cantarei lembranças de Campina Grande Voltarei à São Luiz do Maranhão Subirei montanhas em Belo Horizonte Andarei pelas ruas de Carolina Viajarei mais a Palmas, e Escreverei daqui da Araguaína. Espaços soltos na memória O redemoinho do tempo vai liquidificando-as E o Gomes, de Palmas Agora sobe montanhas em Belô Augusto dos Anjos faz versos escatológicos Nas ARNES de Niemeyer Otávio Barros dança um reggae Na ilha do amor Drummond dorme próximo ao Lago Azul As cidades dançam Os nomes seguem o ritmo Confundem-se Eu modifico as cidades E permaneço... A mim, restou-me falar das cidades ..Das cidades

DOIS DE NOVEMBRO Fazer poesia em dia de finados Quando todo mundo acha o cúmulo
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DOIS DE NOVEMBRO Fazer poesia em dia de finados Quando todo mundo acha o cúmulo A caneta, o papel, as pessoas desafinadas, Só tristezas, velas, versos e túmulos Chove! Chove todo Dia de Finados Não se sabe o porquê Chuva, choro, pingos d’água e velas Lágrimas. Chove, choram, Lembram e calam-se. Mês: novembro. Dia: dois Ano: qualquer um O mesmo aspecto A mesma sensação, perda O mesmo espectro Sorrisos escondidos, temores escancarados Lembranças dos amores, dos amigos Que só são lembrados Em dia de finados

FLOR É preciso mais que uma flor Para expressar a solidão que o
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FLOR É preciso mais que uma flor Para expressar a solidão que o Teu silêncio causou em mim Por instantes alguma coisa floresceu No chão agreste de minha vida Um inverno de lágrimas inunda meus olhos O que restou do meu jardim eu recolhi Num vaso Uma rosa Sem espinhos Sem sépalas Uma rosa vermelha de pétalas frias Como a chuva que você fez chover em mim Nem essa flor consegue expressar A solidão que teu silêncio deixou em mim.

PRAÇA DAS NAÇÕES Dá licença Castro, mas... A praça não é do povo
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PRAÇA DAS NAÇÕES Dá licença Castro, mas... A praça não é do povo Como o céu não é do condor A praça é do Cagado, do bigola Do Perneta, do Zé-da Ana e do Paquinha A praça é das nações Como o céu é das andorinhas A praça é da igreja Como a noite é da polícia e da dor A praça é da mulher que beija Como é da beata, a ladainha A praça é do “Especial” Do rato, do Râmbert, do Preto Do Popeye, do Pão-Branco, não! Do Luquinha, do Edinho e minha A praça é do som estridente da sanfona do Zé-da-Ana Em busca do tão sonhado refrigerante A praça se cala, se acalma sob o som que toca Tocantins de um Luiz Tupiniquim Sob o passo largo e óculos escuros, dobra-se o mastro E a praça se rende ao tom do ‘Safari” e Jair de Castro A praça se inquieta com oradores, padres, missas e cultos E fica indecisa com Willama, seus atores, atrizes, todos cultos. A praça é dos amores A praça é viagem A praça é dos pecadores A praça é passagem A praça é o obstáculo e o receptáculo É o caminho que nos leva ao “espetáculo” dos céus Que passa pela lente objetiva de Tadeu Que também ama a praça e Ama Deus Que passa pela pena mordaz de Rezende E pela crônica eterna de Jauro Gurgel Passa pela subjetiva câmera de Silésia E de sua nordestinidade Jaqueline. Visse? E passa... só não passa pela indiferença das elites, Dos vidros elétricos de Ômegas, Fiats, Vectras e vereadores.

SUFIXO LETAL AR ÁGUA COCA INA AR ÁGUA
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SUFIXO LETAL AR ÁGUA COCA INA AR ÁGUA INA NA DROGA A R A G U A I A! UAI! NA ÁGUA GUARANÁ INA ÁGUA AR ÁGUA AR AGUA INA A R A G U A Í N A (Homenagem à Haroldo de Campos, Augusto de Campos Décio Pignatari “Poetas de Campos e espaços”)

⁠VOCÊ ME LIGA Você me liga de novo Diz que me ama
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⁠VOCÊ ME LIGA Você me liga de novo Diz que me ama Pede pra que eu diga Te amo também Eu prefiro dizer Idem Você sorri demais Não aceita o que eu digo Desdigo tudo e rio também Eu quero ouvir você Dizer Eu te amo Eu quero ouvir você Dizer Te amo também Entre gargalhadas e risos Peço licença pros amigos Pra dizer Te amo também.

⁠CORAÇÃO NOTURNO A morte ronda a esquina O sapo esmagado no asfalto
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⁠CORAÇÃO NOTURNO A morte ronda a esquina O sapo esmagado no asfalto O príncipe enganou a menina O coração foi tomado de assalto Na esquina da minha rua O bêbado solitário fala o que quer Na poça da lama ele vê a lua Seu repertório traz sempre a mesma mulher Sempre nua Ela não vê a morte Pisa no sapo esmagado Não viu o homem ser assaltado É um bêbado e como todos têm sorte Um dia foi príncipe Outro dia foi feliz Hoje nem a morte o quis O sonho da menina esmagado Enganada O príncipe ontem O bêbado hoje O príncipe bêbado O bêbado príncipe A menina enganada A mulher encantada A morte não o quer A mulher sim No reflexo da lama a lua é cheia O bêbado já não diz o que quer A vida vem com o raio da manhã Espanta o espectro Afugenta Afaga a menina Consola a mulher Traz vida pra minha esquina Reconstrói o sonho Um sol surge na lama Um corpo move-se na cama No espaço único do leito Um coração procura se esconder Lá no fundo do peito Ele espera outro anoitecer

⁠TARDES Bem no meio do cotidiano Quase sucumbido por números
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⁠TARDES Bem no meio do cotidiano Quase sucumbido por números E temores A tarde sorriu pra mim O horizonte estava lá Uma tarde de sol despedindo-se Ainda olhou uma vez Sorriu outra Um alaranjado tão forte Que confundiu a vermelhidão Das tardes cotidianas ...e agora... busco o sorriso das tardes.

⁠MEU VERSO O meu verso tem contra-indicações sim, Não é muito tolerado pelos sentimentais
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⁠MEU VERSO O meu verso tem contra-indicações sim, Não é muito tolerado pelos sentimentais Vide Bula, não siga as recomendações Ele traz a angústia dos revoltados Meu verso é sangue, é química; dotado De forte teor etílico, cambaleante feito Anjo torto, bêbado, querubim rejeitado Anormal, Alquimista presunçoso Meu verso é raiva Meu verso é revolta Meu verso é angústia Meu verso é medo Meu verso é perca Meu verso é ciúme Meu verso é Medo (com letra maiúscula) Meu verso é reverso Meu verso é solidão de quem não ama Meu verso é complexo na complexidade da palavra Meu verso é sangue Meu resto... ...é o inverso