Frase de Edson GAllo
POEMA PREGUIÇA Huumm! ... Ufa! ... ufa! ... ufa ... Puf! ... Puf! ... Puf ... Huumm! ... Uuuuaahh! Ufa! ... Puf! ... Huumm! Boa Noite !
No pensador.ai desde
POEMA PREGUIÇA Huumm! ... Ufa! ... ufa! ... ufa ... Puf! ... Puf! ... Puf ... Huumm! ... Uuuuaahh! Ufa! ... Puf! ... Huumm! Boa Noite !
No pensador.ai desde
SUFIXO LETAL AR ÁGUA COCA INA AR ÁGUA
SUFIXO LETAL AR ÁGUA COCA INA AR ÁGUA INA NA DROGA A R A G U A I A! UAI! NA ÁGUA GUARANÁ INA ÁGUA AR ÁGUA AR AGUA INA A R A G U A Í N A (Homenagem à Haroldo de Campos, Augusto de Campos Décio Pignatari “Poetas de Campos e espaços”)
PRAÇA DAS NAÇÕES Dá licença Castro, mas... A praça não é do povo
PRAÇA DAS NAÇÕES Dá licença Castro, mas... A praça não é do povo Como o céu não é do condor A praça é do Cagado, do bigola Do Perneta, do Zé-da Ana e do Paquinha A praça é das nações Como o céu é das andorinhas A praça é da igreja Como a noite é da polícia e da dor A praça é da mulher que beija Como é da beata, a ladainha A praça é do “Especial” Do rato, do Râmbert, do Preto Do Popeye, do Pão-Branco, não! Do Luquinha, do Edinho e minha A praça é do som estridente da sanfona do Zé-da-Ana Em busca do tão sonhado refrigerante A praça se cala, se acalma sob o som que toca Tocantins de um Luiz Tupiniquim Sob o passo largo e óculos escuros, dobra-se o mastro E a praça se rende ao tom do ‘Safari” e Jair de Castro A praça se inquieta com oradores, padres, missas e cultos E fica indecisa com Willama, seus atores, atrizes, todos cultos. A praça é dos amores A praça é viagem A praça é dos pecadores A praça é passagem A praça é o obstáculo e o receptáculo É o caminho que nos leva ao “espetáculo” dos céus Que passa pela lente objetiva de Tadeu Que também ama a praça e Ama Deus Que passa pela pena mordaz de Rezende E pela crônica eterna de Jauro Gurgel Passa pela subjetiva câmera de Silésia E de sua nordestinidade Jaqueline. Visse? E passa... só não passa pela indiferença das elites, Dos vidros elétricos de Ômegas, Fiats, Vectras e vereadores.
FLOR É preciso mais que uma flor Para expressar a solidão que o
FLOR É preciso mais que uma flor Para expressar a solidão que o Teu silêncio causou em mim Por instantes alguma coisa floresceu No chão agreste de minha vida Um inverno de lágrimas inunda meus olhos O que restou do meu jardim eu recolhi Num vaso Uma rosa Sem espinhos Sem sépalas Uma rosa vermelha de pétalas frias Como a chuva que você fez chover em mim Nem essa flor consegue expressar A solidão que teu silêncio deixou em mim.
DOIS DE NOVEMBRO Fazer poesia em dia de finados Quando todo mundo acha o cúmulo
DOIS DE NOVEMBRO Fazer poesia em dia de finados Quando todo mundo acha o cúmulo A caneta, o papel, as pessoas desafinadas, Só tristezas, velas, versos e túmulos Chove! Chove todo Dia de Finados Não se sabe o porquê Chuva, choro, pingos d’água e velas Lágrimas. Chove, choram, Lembram e calam-se. Mês: novembro. Dia: dois Ano: qualquer um O mesmo aspecto A mesma sensação, perda O mesmo espectro Sorrisos escondidos, temores escancarados Lembranças dos amores, dos amigos Que só são lembrados Em dia de finados