Pular para o conteúdo

Frase de Edson GAllo

⁠CORAÇÃO NOTURNO A morte ronda a esquina O sapo esmagado no asfalto O príncipe enganou a menina O coração foi tomado de assalto Na esquina da minha rua O bêbado solitário fala o que quer Na poça da lama ele vê a lua Seu repertório traz sempre a mesma mulher Sempre nua Ela não vê a morte Pisa no sapo esmagado Não viu o homem ser assaltado É um bêbado e como todos têm sorte Um dia foi príncipe Outro dia foi feliz Hoje nem a morte o quis O sonho da menina esmagado Enganada O príncipe ontem O bêbado hoje O príncipe bêbado O bêbado príncipe A menina enganada A mulher encantada A morte não o quer A mulher sim No reflexo da lama a lua é cheia O bêbado já não diz o que quer A vida vem com o raio da manhã Espanta o espectro Afugenta Afaga a menina Consola a mulher Traz vida pra minha esquina Reconstrói o sonho Um sol surge na lama Um corpo move-se na cama No espaço único do leito Um coração procura se esconder Lá no fundo do peito Ele espera outro anoitecer

Edson GAllo

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Edson GAllo

POEMA PREGUIÇA Huumm! ... Ufa! ... ufa! ... ufa ... Puf! ... Puf! ... Puf ... Huumm! ...
Continuar lendo

POEMA PREGUIÇA Huumm! ... Ufa! ... ufa! ... ufa ... Puf! ... Puf! ... Puf ... Huumm! ... Uuuuaahh! Ufa! ... Puf! ... Huumm! Boa Noite !

SUFIXO LETAL AR ÁGUA COCA INA AR ÁGUA
Continuar lendo

SUFIXO LETAL AR ÁGUA COCA INA AR ÁGUA INA NA DROGA A R A G U A I A! UAI! NA ÁGUA GUARANÁ INA ÁGUA AR ÁGUA AR AGUA INA A R A G U A Í N A (Homenagem à Haroldo de Campos, Augusto de Campos Décio Pignatari “Poetas de Campos e espaços”)

PRAÇA DAS NAÇÕES Dá licença Castro, mas... A praça não é do povo
Continuar lendo

PRAÇA DAS NAÇÕES Dá licença Castro, mas... A praça não é do povo Como o céu não é do condor A praça é do Cagado, do bigola Do Perneta, do Zé-da Ana e do Paquinha A praça é das nações Como o céu é das andorinhas A praça é da igreja Como a noite é da polícia e da dor A praça é da mulher que beija Como é da beata, a ladainha A praça é do “Especial” Do rato, do Râmbert, do Preto Do Popeye, do Pão-Branco, não! Do Luquinha, do Edinho e minha A praça é do som estridente da sanfona do Zé-da-Ana Em busca do tão sonhado refrigerante A praça se cala, se acalma sob o som que toca Tocantins de um Luiz Tupiniquim Sob o passo largo e óculos escuros, dobra-se o mastro E a praça se rende ao tom do ‘Safari” e Jair de Castro A praça se inquieta com oradores, padres, missas e cultos E fica indecisa com Willama, seus atores, atrizes, todos cultos. A praça é dos amores A praça é viagem A praça é dos pecadores A praça é passagem A praça é o obstáculo e o receptáculo É o caminho que nos leva ao “espetáculo” dos céus Que passa pela lente objetiva de Tadeu Que também ama a praça e Ama Deus Que passa pela pena mordaz de Rezende E pela crônica eterna de Jauro Gurgel Passa pela subjetiva câmera de Silésia E de sua nordestinidade Jaqueline. Visse? E passa... só não passa pela indiferença das elites, Dos vidros elétricos de Ômegas, Fiats, Vectras e vereadores.

FLOR É preciso mais que uma flor Para expressar a solidão que o
Continuar lendo

FLOR É preciso mais que uma flor Para expressar a solidão que o Teu silêncio causou em mim Por instantes alguma coisa floresceu No chão agreste de minha vida Um inverno de lágrimas inunda meus olhos O que restou do meu jardim eu recolhi Num vaso Uma rosa Sem espinhos Sem sépalas Uma rosa vermelha de pétalas frias Como a chuva que você fez chover em mim Nem essa flor consegue expressar A solidão que teu silêncio deixou em mim.