Frase de Edson GAllo
PRAÇA DAS NAÇÕES Dá licença Castro, mas... A praça não é do povo Como o céu não é do condor A praça é do Cagado, do bigola Do Perneta, do Zé-da Ana e do Paquinha A praça é das nações Como o céu é das andorinhas A praça é da igreja Como a noite é da polícia e da dor A praça é da mulher que beija Como é da beata, a ladainha A praça é do “Especial” Do rato, do Râmbert, do Preto Do Popeye, do Pão-Branco, não! Do Luquinha, do Edinho e minha A praça é do som estridente da sanfona do Zé-da-Ana Em busca do tão sonhado refrigerante A praça se cala, se acalma sob o som que toca Tocantins de um Luiz Tupiniquim Sob o passo largo e óculos escuros, dobra-se o mastro E a praça se rende ao tom do ‘Safari” e Jair de Castro A praça se inquieta com oradores, padres, missas e cultos E fica indecisa com Willama, seus atores, atrizes, todos cultos. A praça é dos amores A praça é viagem A praça é dos pecadores A praça é passagem A praça é o obstáculo e o receptáculo É o caminho que nos leva ao “espetáculo” dos céus Que passa pela lente objetiva de Tadeu Que também ama a praça e Ama Deus Que passa pela pena mordaz de Rezende E pela crônica eterna de Jauro Gurgel Passa pela subjetiva câmera de Silésia E de sua nordestinidade Jaqueline. Visse? E passa... só não passa pela indiferença das elites, Dos vidros elétricos de Ômegas, Fiats, Vectras e vereadores.
No pensador.ai desde