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Frases de Douglas Rodrigues da Silva

144 frases

Os sinos balançam e reçoam suas badaladas pelo horizonte.
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Os sinos balançam e reçoam suas badaladas pelo horizonte. Como a voz que há muito tempo proclama a "boa nova", dissipa- se seu som ao sabor do vento. O dia nasceu há pouco, mas seu azul amanheceu vazio e já se faz cinzento. O mar cessou suas ondas, e no silêncio da aurora faz sua prece para acalmar o tormento. Ainda assim a chuva pende e desaba o céu numa poça d'água. Memórias. Mesmo na tempestade, as igrejas arrebanham uma multidão de fiéis. Professam o credo. Mas comungam a hipócrisia. Por isso, por eles peço perdão, pois viver sob o sígno da cruz não é pregar por aí algumas minguas palavras. Pois, Viver sob o sígno da cruz é deixar respalandecer a luz que ilumina as pegadas deixadas na escuridão.

Nação azul e branco, ouço tanto seu bradar pelos campos
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Nação azul e branco, ouço tanto seu bradar pelos campos sua posição de honra, que já lhe é concedida no céu, e me encanto, pois o preto e branco não ofusca seu brilho celeste. Nas margens plácidas do Ipiranga O Brasil curva- se ante sua constelação. Tens tanto significado que é quase um pecado falar seu santo nome em vão. Cruzeiro, prece de muitos, não só isso; Cruzeiro, já uma religião.

Vida no campo. Acalma os prantos pois o mato verde
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Vida no campo. Acalma os prantos pois o mato verde é um conforto para os pés. Seu céu azul, imaculado pela urbe, me traz tanta paz... O cheiro de terra e de gado não trazem o mesmo fardo e o suor das filas das fábricas. Mas andam te destruindo. A natureza civilizada nada pode, ante a força e o barbarismo do homem. Para que destruir o último recanto do paraíso terrestre? Para que desmatar o verde desse nosso agreste? Nesse chão cinzento me engano de humanidade, mas lá eu sou, de verdade, gente.

15 de novembro República proclamada. Nascida sob
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15 de novembro República proclamada. Nascida sob o signo da espada, o café se misturou ao leite e o povo, mero espectador de quem seria eleito deixou passar em branco o seu futuro. O curral, prendendo o gado, só o libertava em ano de eleição e, ainda assim, o cabresto só lhe mostrava uma única opção. O passado escrito nos livros de história revelou a pista do que seria o cenário do presente, mas banalizamos a política e numa realidade meio descontente deixamos frutificar a semente que em outrora fez nascer a árvore da corrupção.

Faça frio ou faça sol Paixão, como uma dose de loucura,
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Faça frio ou faça sol Paixão, como uma dose de loucura, destemida e sem razão, corrompe a sanidade. A vaidade, sua serva mais fiel, assevera e aconselha o que fazer quando aperta o coração um pouco, que seja, de saudade. Nada conforta. O desejo alucinante, que beira a ternura, se veste de ilusão. Ou, o berço da luxúria faz frio ou faz pinturas num quadro de verão. Os versos não faltam. nem falham ante a intensidade dessa dor. Mas peço que não confunda que no fundo de toda essa tortura, pode nascer de um instante a súplica do amor.

Nossos dias de Modernidade Da treva fez- se a luz, realidade que seduz
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Nossos dias de Modernidade Da treva fez- se a luz, realidade que seduz para a sua adoração. Do silêncio muito pouco, o Deus agora é outro, que num simples toque esbanja informação. Se antes o homem era lobo do próprio homem, hoje é devorado por sua própria criação. O criador subestimou sua obra, pensando que só seria sobra, filha da sua razão. Da Revolução fez- se a democracia ou mesmo a técnica, a máquina, que no dia a dia reduz tudo à padronização. Que autonomia existe, diante de tamanha racionalidade, que na verdade é só instrumento da burocratização? Não se engane, pois se da divindade foi- se ao penso, logo existo, se do inferno nasceu aparente paraíso, a liberdade não está na lei, visto que essa tão esperada liberdade é só luz no fim de um túnel que ilumina a tempestade que os homens criaram para se submeter.

No passar do dia- a- dia, a rotina do tédio as vezes nos surpreende
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No passar do dia- a- dia, a rotina do tédio as vezes nos surpreende com o nascer calmo da amizade. Ela que vem de um bom dia, de um sorriso, de um porquê. Que faz de cada segundo celebração de instantes em que a presença constante de um amigo faz valer a pena a dureza de viver. E transporta os sonhos à realidade, momentos de saudade de não ter por perto alguém para dar um abraço, e simplesmente dizer que passar os dias ao seu lado é presente de Deus a um mundo ingrato que não tem assim como eu, você.

As bocas clamam por justiça. Ainda assim, a mordaça insiste em lhes fazer calar, renegando um direito que é só mesmo a liberdade,
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As bocas clamam por justiça. Ainda assim, a mordaça insiste em lhes fazer calar, renegando um direito que é só mesmo a liberdade, a beleza das vozes de um povo que quer falar. Por muito tempo viveu latente essa força do homem, coisa revolucionária. Mas, da queda da Bastilha nasceu a batalha de lavar a honra com o vil sangue de alguns canalhas. Acordou com a aurora a liberdade, os grilhões se rebentaram para nunca mais prender, mãos humildes, de inocentes, que na democracia que acreditavam só querem mesmo fazer justiça de seu direito valer. Canta liberdade, sopro de justiça, canta povo, pensante caniço, canta democracia, com seu olhar em riso...