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Frase de Douglas Rodrigues da Silva

As bocas clamam por justiça. Ainda assim, a mordaça insiste em lhes fazer calar, renegando um direito que é só mesmo a liberdade, a beleza das vozes de um povo que quer falar. Por muito tempo viveu latente essa força do homem, coisa revolucionária. Mas, da queda da Bastilha nasceu a batalha de lavar a honra com o vil sangue de alguns canalhas. Acordou com a aurora a liberdade, os grilhões se rebentaram para nunca mais prender, mãos humildes, de inocentes, que na democracia que acreditavam só querem mesmo fazer justiça de seu direito valer. Canta liberdade, sopro de justiça, canta povo, pensante caniço, canta democracia, com seu olhar em riso...

Douglas Rodrigues da Silva

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Douglas Rodrigues da Silva

Em nome do capital A plenitude só é alcançada com esforço. Engana- se aquele que crê ser a vida
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Em nome do capital A plenitude só é alcançada com esforço. Engana- se aquele que crê ser a vida uma tarde à mercê da sombra e água fresca. Ainda que grande parte das dificuldades sejam criadas por nós mesmos. Por isso, por mais que eu não mereça, sou agraciado e agradeço pela vida e, a mim, isso já basta. Não valorizo a superfície, nem relevo grandes fortunas. E de toda essa gente que acredita na supremacia de metais, ou celulose, forjados para converter, eu tenho pena. O altar pós- moderno se adorna com a alma escrava e cativa da humanidade, que sentenciou no consumo seu carrasco e só agurda agora o decorrer dos fatos para o momento de sua execução. Longe dos meus temores demonizar a obsolescência, rainha e soberana da liquidez de alguns valores. Só rogo para que em qualquer vala não seja encontrada em prematura idade a sordidez da falta de dignidade da nossa raça humana.

Que não seja coveiro os meus pecados, nem o tempo sem cor e sem medida, se a vida não quer mais os meus dizeres
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Que não seja coveiro os meus pecados, nem o tempo sem cor e sem medida, se a vida não quer mais os meus dizeres eu lhe furto o amor e os prazeres e enterro com a pá de algum passado. Que não seja escusável, todavia, sua culpa tão grande que desprezo, nem rezo que Deus, que tanto prezo, perdoe sua audácia e perfídia . Pois mesmo que acabe o meu pranto, não ligo pro amor e pro encanto, pois fez- se de amargo o veneno nos lábios, tão rubros e pequenos, que ainda despertam meu silêncio. Dizer, isso tudo sempre eu quis, já disse, contudo, não ouvis, pois o canto que agora tanto quer enegrece na noite que vier as palavras jogadas a qualquer custo...

Hoje eu quero me embriagar de noite e esquecer
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Hoje eu quero me embriagar de noite e esquecer que o açoite dos meus tormentos é fruto da minha ilusão. Mas não se pode culpar de amor bêbado um coração. A incorrespondência de alguns sentimentos, que orbitam corpos diferentes, machuca, fere e aprisiona num mendigar sem valor. Mas o que contravenha aos meus costumes, nem ligo. Suspiro em silêncio os meus algozes, e terei sorte se me faltar pudor.

Dois dedos de prosa As vezes o tempo conta história que as páginas do destino
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Dois dedos de prosa As vezes o tempo conta história que as páginas do destino não esquecem jamais E a vida é um pouco de memória, Pois nem a lembrança Impõe derrota à areia que a ampulheta esvai. E a voar no infinito A mente não tem limites, Ou horizontes para pensar. Pois nem o mar Impossibilita o homem de se soerguer e mesmo sem chão, se elevar.