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Frases de Douglas Rodrigues da Silva

144 frases

A diferença está na razão oculta que nos faz pensar constantemente porque os dias passam
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A diferença está na razão oculta que nos faz pensar constantemente porque os dias passam e carregam a juventude absoluta, o vigor e o ânimo de viver, posto que dessa sensação ainda não resoluta só fica mesmo a insensatez, a velhice, a dicotomia da alegria e do sofrer.

Demagogia? As vozes dentro de mim ecoam suas falas. Estou constantemente numa encruzilhada de decisões:
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Demagogia? As vozes dentro de mim ecoam suas falas. Estou constantemente numa encruzilhada de decisões: Isso ou aquilo, certo ou em vão. Nada é eterno, Posto que partícula nada absoluta. Minha mente, tão pouco resoluta, Insiste em minha indecisão. Aprisionado por vozes de gigantes Vou me transformando num marionete. Apesar disso, minha consciência, Um pêndulo suspenso em meus delírios, Liberta o que eu respiro do espiar constante Da autarquia de meu próprio pensar. Não se pode dizer sim àquilo que em vão Escorre entre os dedos para o chão. Libertar a mente é a semente Que plantada em campo fértil Germina e produz frutos, Outrora amargos, Agora, doces. Se a minha mente Agora isso me aduz Só mesmo tais palavras São promessas Que seduz.

Quando acordo, fico a procurar seu corpo. seus lábios não estão perto do meu rosto, de modo que não posso te amar.
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Quando acordo, fico a procurar seu corpo. seus lábios não estão perto do meu rosto, de modo que não posso te amar. Estremecido pelo seu perfume, minhas veias transportam mais oxigênio, posto que do desejo dos seus beijos, estou mesmo a me fartar. Sei que por hora nosso amor é impossível, mas para que ficar no prejuízo de não te encontrar? A relva é minha cama, onde faço minha trama de imprevisivelmente nos unir, pois se o coração palpita, o corpo de carência levita, não pode o perfume, da essência os laços cortar. De tudo isso, sei que seu nome jamais sairá da minha boca. Muito te querer é a sina que minha mente projetou no meu ser sem ti...

Sonho de valsa O amor é aquilo que se entrega no breve espaço entre dois corpos,
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Sonho de valsa O amor é aquilo que se entrega no breve espaço entre dois corpos, na proximidade entre seus rostos, que estão prestes a se doar. O amor é dança, é música, é festa, fascínio puro da conversa em que a noite beijou o luar. O amor é dor, é fogo, é calmaria, é o gesto que abranda o medo mas desperta a fantasia de estar num sonho e não acordar.

Inspirado com tamanha alvura e beleza quero exclamar ao mundo, imensa é a certeza de tão grande paixão.
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Inspirado com tamanha alvura e beleza quero exclamar ao mundo, imensa é a certeza de tão grande paixão. Fascínio? Não é somente isso. É muito mais. É a candura de ter tão ternos lábios pela eternidade unidos aos meus, e, mesmo que dure poucos segundos, crer que o mundo se cala quando os amantes se entregam num amor só seu.

Talvez nada disso possa fazer sentido, mas é só mesmo a vida para fazer de nosso inferno
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Talvez nada disso possa fazer sentido, mas é só mesmo a vida para fazer de nosso inferno tão inebriante e singelo paraíso. Assim, talvez a vida não seja sorte de somente fazer de tudo antes que chegue a hora, hora irredutível, aquela em que todos esperam a morte. Talvez não haja nem mesmo separação, entre aquilo que alguns creem ser momento de encontro, e o adeus que as mãos a acenar dizem ao choro, daqueles que entre os outros ficam, - Não diga nada, tenha certeza do meu não..

Entre o entardecer e o anoitecer Em cada encruzilhada vidas inteiras se cruzam
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Entre o entardecer e o anoitecer Em cada encruzilhada vidas inteiras se cruzam num incessante entroncamento de laços. Mesmos rostos, mesmas vozes, lentos passos. Estamos continuadamente a nos encontrar. Um dia, nosso adeus final impede-nos de entre os vivos continuar. Tudo é doce demais para o amargor que inevitavelmente temos que experimentar. Nem tudo é alegria, pois a morte, com sua harpa a tocar, ceifa as vidas nos impondo um último e sôfrego acenar. Portanto, antes que tudo acabe, seria interessante esquecermos contínuo alarme, pois apesar das pesadas correntes nas quais a vida nos arrasta, nada é pior que a morte, com sua orquestral trapaça.

Barco dos amantes De repente me percebo amando, Nos braços de tão bela moça,
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Barco dos amantes De repente me percebo amando, Nos braços de tão bela moça, Que entre beijos e carícias, Creio que só possa estar sonhando. Como é improvável este sentimento amar. Outrora pelo mesmo motivo, Reservava-me ao bucolismo e ao sofrimento, Quase minha carcaça atirando ao mar. Hoje, no seio de minha amada Posso ver estampado que tanta tristeza, Lamento, fraqueza, era resquício de outro tempo, Que o destino não trará mais. Portanto, nesse barco vou velejando E a cada parada vou descobrindo ainda mais, Que as águas que deixo para trás São a prova mais contundente Que o amor não se faz sonhando.

Ah! Como é bom estar inundado de um amor tão calmo,
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Ah! Como é bom estar inundado de um amor tão calmo, que na ânsia de nossos beijos, une, aproxima, torna somente um, esses nossos lábios. Ah! Esse manjar dos deuses, abre- me os olhos para a vida, o quanto me desperdicei em dores, em tristeza, em lágrimas sofridas. Gota a gota nosso amor vai se construindo. Sei que te amo, principalmente, quando graciosamente vejo seu rosto me sorrindo. Mas, quando vai se permitir abrir os olhos para o amor? As páginas vão se escrevendo com os espinhos, que outrora adornava aquela flor, mas que agora fere meu coração, transformando em sangue o que a ampulheta do tempo poderia transformar em paixão...

Seus olhos; Doce boca As janelas suspensas em sua face Mais parecem duas sombras
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Seus olhos; Doce boca As janelas suspensas em sua face Mais parecem duas sombras Que me invadem. Não sei realmente se posso confiar, Porém seus beijos Depõem o contrario, Dizem que seu corpo É um mar de sensações No qual posso me perder E mais ainda, No qual posso me afogar. Seus gestos calmos e sutis Fazem- me querer a ressaca Do mar que saem dos seus olhos, Mas quem é que vai me garantir Que de tão bela moça As mentiras não sejam o veneno Que sempre saem nas palavras Proferidas por sua deliciosa boca. Ah! Cigana oblíqua e dissimulada, Se Bentinho te rejeitas Venha, deixe de lado os ciúmes E me faça também querer tê- la Pois da infâmia que te acusam Nem mesmo a virgem Madalena Pode se livrar, Tamanha é a calúnia...

Soberana, amada, profana... Inebriante são seus lábios, farto- me com a volúpia
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Soberana, amada, profana... Inebriante são seus lábios, farto- me com a volúpia de seu corpo, beijo dois rios inteiros que nascem na beleza de seu delicado rosto. Amor tão pueril, maior não há, pois na inconstância dos dias, no frenesi de incontáveis problemas o mar me desperta assim tão calmo, nos versos deste poema. Peço aos céus que abençoem esta união. A terra, que testemunhe o vagar de dois corpos, dois amantes, dois irmãos... A morte que impeça, que a inexistência da vida finde o amor, tão grande amor, chama de nossa paixão...

Pensamentos... memórias póstumas de momentos que a saudade não trará mais.
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Pensamentos... memórias póstumas de momentos que a saudade não trará mais. Percorro meus delírios, afinal, o que houve? Não sei se tudo foi só um sonho ruim, ou se a simples necessidade de ter você aqui nos distanciou ainda mais. Amar sem medida é a desgraça dos enamorados. Embriagam-se com um amor, tão incontrolável, que é fácil dizer que estão apaixonados. Escravizam-se por migalhas, resquício de um sentimento tão profano que dizer que é amor é o mesmo que dizer que foi engano. Pois, dizer que tudo foi paixão, já que de algo tão repentino percebemos nossa pequenez, o quanto somos somente seres humanos...