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Frases de Douglas Rodrigues da Silva

144 frases

A janela aberta permite a vista do resquício do que fora uma manhã. O tempo descansa e sossega
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A janela aberta permite a vista do resquício do que fora uma manhã. O tempo descansa e sossega o dia que o sol entrega à uma outra noite sem cor. A vida já não é tão viva... Os sonhos mais parecem prantos... Tanta gente e tanta reza... Tantas vozes e tantas preces... Quando o que falta é só um pouco de mais humor...

De quando as tardes eram domingos O fim de tarde traz os versos de mais um adeus, até que chegue a hora do último.
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De quando as tardes eram domingos O fim de tarde traz os versos de mais um adeus, até que chegue a hora do último. Mas, isto não é o início do fim, Mas, o fim de um novo começo, pois para que ter a tola ideia de que um dia tudo acaba, se esse pensamento é tão ruim? Os caminhos cruzaram nossas histórias e, cada vida, um livro que se escreve com as lembranças e a memória, se encheu de mais palavras e o horizonte se alargou. Experiências. As conversas demoradas, acompanhadas d'um bom café quente. Frases mal elaboradas que o riso descontraído o trabalho alegrou. E viva a vida. E viva o dia. Pois ainda que chegue a hora do adeus nunca é tarde para um novo começo. E no embalo destes versos enfim, por mim, eu me despeço.

O despertar dos cantos das aves anuncia o nascer do sol, que irradia luzes e vozes,
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O despertar dos cantos das aves anuncia o nascer do sol, que irradia luzes e vozes, que acorda todas as frases ocultas em oração. Tudo esse sol ilumina e, por mais que seja tardia sua presença, a ausência não permitiria admirar a beleza dos seus traços e seu canto de rouxinol. A paz surge em dias como esses. Mas, a mente acostumada ao dissabor a beleza do amor logo esquece...

Guerra e paz As vozes da guerra sufocam as súplicas de amor
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Guerra e paz As vozes da guerra sufocam as súplicas de amor dum coração tão machucado em plena mocidade. De nada adiantam as preces pois os canhões rugem nervosos nos campos e nas batalhas. A ponte que levava a uma nova esperança se incendeia com a morte da compaixão e, as feridas, tão expostas, esvaem as emoções nas poças de sangue. Ideais são capazes de movimentar exércitos inteiros, sedentos pela perspectiva da vitória. Numa guerra ninguém é gente, nem sente pena dos outros. Só peço, meu Deus, uma gota de chuva que seja, que lave as trincheiras, esvazie os campos e nos traga paz.

Uma gargalhada zombeteira ecoa no silêncio da escuridão dos pensamentos.
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Uma gargalhada zombeteira ecoa no silêncio da escuridão dos pensamentos. Tormente incessante na distração dos próprios preconceitos. Dos preceitos da cordialidade e da mutualidade do respeito, alguns colheram a galhardia e a arrogância trapaceira. Mas que não se enganem. Ninguém pode ser maior que a pequenez do seu próprio egoísmo...

Liberdade... Se fosse só utopia não traria tanta inspiração e opinião, para todo mundo e de todo mundo, todo dia. Seu brilho incessante, denuncia sua existência. Mas, a corrente da arrogância e o fino véu da hipocrisia não deixa a humanidade descobrir o doce aroma que reveste s…
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Liberdade... Se fosse só utopia não traria tanta inspiração e opinião, para todo mundo e de todo mundo, todo dia. Seu brilho incessante, denuncia sua existência. Mas, a corrente da arrogância e o fino véu da hipocrisia não deixa a humanidade descobrir o doce aroma que reveste sua sombra, essa sua essência, que lamentavelmente, já chega tardia...

Um pouco de liberdade até que cairia bem Um pouco de liberdade pra pensar,
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Um pouco de liberdade até que cairia bem Um pouco de liberdade pra pensar, a mente quer sair por ai e colonizar os textos das paisagens que os olhos banalizam. Um pouco de liberdade pra rezar, Deus do céu sei que peço muito, mas conceda- me esse pedido e mais. Um pouco de liberdade para ser feliz, já que a rotina angustiante "enforma" todos na fila da gorjeta laboral. Pois os grilhões das convenções que a sociedade nos diz, não tem a chave que liberta para uma nova utopia social...

Tudo que é bom acaba fenecendo um dia.
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Tudo que é bom acaba fenecendo um dia. A felicidade, a alegria da mocidade. O encanto adolescente com a vida... As rugas, surgidas com o passar das décadas, bem sabem... O tempo é tão efêmero que nem dos meus risos de pequeno me lembro. E tudo passa. E nada fica. Só a certeza constante de que um dia tudo que é bom acaba.

Miséria social, não são os pés descalços
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Miséria social, não são os pés descalços que carregam... Valores corruptos e corruptíveis... Degradação moral. Cada geração comporta a própria elegância que a essência da vida não previa... E cada pessoa traz em si a semente que germina e culmina nos frutos do mal...

Crianças vendem bala no farol. O garoto engomadinho passa dentro do seu carro
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Crianças vendem bala no farol. O garoto engomadinho passa dentro do seu carro e nem enxerga o sinal. Seu pai na direção, está atrasado para mais uma reunião da presidência. Sua empresa, fatura milhões. Mas uns poucos trocados para aquelas crianças carentes, ele não pode dar. E pensar que esses poucos trocados seria o próximo jantar de uma família...

Teatro e liberdade Sob um céu azul a vida segue...
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Teatro e liberdade Sob um céu azul a vida segue... As pessoas caminham sem pressa pelas ruas... As crianças brincam distraídas nas praças. O espetáculo começa e as cortinas se abrem. E tudo é alegria, e tudo é calmaria, até que se revela a verdadeira trapaça e a hipocrisia que se esconde nos sorrisos, nos abraços, Enfim, no passar constante dos nossos dias.

No sertão urbano mais uma criança chora de fome,
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No sertão urbano mais uma criança chora de fome, que já perdura por uma semana. A sociedade segue indiferente. Silêncio das horas mais agudas da noite. A desigualdade faz vítimas inocentes. A periferia alimenta rostos sem formas, gentes sem nome. Mas outras crianças, gulosas e inconscientes se empanturram descontraidamente. A alegria burguesa contrasta com a tristeza dos olhos cinzentos e das bocas sem vozes da vizinhança. O choro desperta o condomínio. Nasceu mais um João que ninguém esperava. Mais um no meio dessa multidão, que calada, ordinariamente vive. Mais um sem esperança.