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Frases de Cosmo Palasio de Moraes Jr.

26 frases

Se tivéssemos em nossas vidas Gente que tem prazer em ajudar trocar o pneu como tem de passear no carro
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Se tivéssemos em nossas vidas Gente que tem prazer em ajudar trocar o pneu como tem de passear no carro Gente que ajuda a arrumar a casa Com a mesma alegria que participa da festa Certamente tudo seria mais fácil. O grande problema e que parte das pessoas Que conhecemos são oportunistas Gostam de falar mas não gostam de fazer Adoram um fotografia mas pouco ajudam a melhorar o cenário Tem sempre tempo para palpite Mas nunca aparecem para um bom paporesponsável. Gosto de gente que gosta da gente Que vai até perto do chão para nos dar a mão Que coloca o dedo na cara quando estamos errados Que abre mão da mediocridade simpática para de fato ser amigo. Não gosto de quem gosta dos meus erros De quem muda o mundo para que eu caiba Gente que tem lado – mesmo que seja o lado errado Gente que não me cobra o direito de ser melhor. Prefiro os que colocam pimenta em minha boca Do que aqueles que dão água para os meus fantasmas

Como é fácil destruir. Rasgar um livro, Abater uma arvore,
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Como é fácil destruir. Rasgar um livro, Abater uma arvore, Poluir a água, Acabar com uma vida. Mas olhando bem Que prazer de verdade há nisso tudo ? Porque se escrevesse um livro, talvez fosse lido De plantasse uma arvore, talvez desse causa a uma sobra ou até mesmo a frutos Se cuidasse da água – mataria a sede no futuro E poderia se ver na límpida água Como um límpido ser.

Agora que a porta se fecha a luz se apaga a música cessa
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Agora que a porta se fecha a luz se apaga a música cessa olharei para dentro de mim em busca de alguma coisa. Não há como explicar a dor, da dor, da dor este acido que me corrói por dentro esta coisa que me faz gritar sem som a vontade de chorar que anda por todo meu corpo e não acha um lugar por onde sair.` É triste a tristeza dos que não se movem é rude a porta que não se abre e enche o espaço de flores. A dor, da dor, da dor que invade as ruas do meu menino e abala minha pureza que corre solta pelas ruas do meu jovem e abala as minhas ilusões que chega perto do peito do homem cansado e sutilmente ri de tudo que me faz melhor.

Busco a sua simplicidade aquilo que a boca nega em palavras mas olhos entregam pelo brilho.
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Busco a sua simplicidade aquilo que a boca nega em palavras mas olhos entregam pelo brilho. Não há mais como negar nem mesmo como deixar de ser não há qualquer possibilidade de seguir sem ao meu lado ter você. Conheço o seu sol. Vasculho a sua intimidade. Sem palavras, ouço mais uma vez seu silêncio tradução de sua leveza retrato de sua impressão de apenas agora ter tudo começado. Muitas vezes ainda irei lhe cercear sitia-la buscar o seu ser tão longe tão dentro de você. Muitas vezes, eu sei, terei que passar por caminhos ásperos para por fim encontrar sua docilidade. Muitas vezes terei que ouvir gritos para navegar depois em sua serena sensibilidade. E você que nada mais é do que alguém para mim irá sempre fugir irá sempre se ocultar sem saber de fato a importância, embora vivendo, de por inteira se entregar

Minha vida é uma casa imensa cheia de espaços a serem ocupados. De janelas e porta abertas
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Minha vida é uma casa imensa cheia de espaços a serem ocupados. De janelas e porta abertas minha vida tem coisas incertas como o amanhã dos que não tem esperança. Minha vida é um imenso jardim cheio de flores e pedras, voltados em direção ao céu. São espaços sagrados ocupados pelo profano ao lado da razão e do conceito no mesmo espaço vive o insano. Minha vida tem pessoas que nem mesmo eu sei de onde surgem e porque. Minha vida é um lugar imenso com espaços e cativeiros com caminhos jamais percorridos com lugares ainda inexplorados. Minha vida é a loucura de quem deseja um dia se encontrar.

Quando a noite veio O frio da ausência De quem ainda não conheço
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Quando a noite veio O frio da ausência De quem ainda não conheço Tomou conta da casa Que pertence A quem jamais a habitou. E nos corredores Onde deveria haver vida Não mais se ouvia Do que os soluços Do choro sentido Do que chamamos De solidão. E a luz Que com o passar das horas Deveria ter sido apagada Manteve-se acesa Tal como um farol Que espera e procura Por um navio Que nunca virá. E estas palavras Foram ditas Como o grito De quem não quere E não pode mais Esperar. Assim nascem As mortes do ser.

Uma coisa interessante de nossas vidas São as primeiras vezes O primeiro olhar
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Uma coisa interessante de nossas vidas São as primeiras vezes O primeiro olhar O primeiro beijo A primeira saudade O primeiro encontro O primeiro contato com a morte. O tempo faz com que a graça Das primeiras vezes pouco a pouco nos deixem Mas nada é pior Do que o dia que você descobre Pela primeira vez Que não já não consegue mais chorar.

Lamentavelmente nenhum de nós poderá acompanhar o próprio enterro. Nós, que temos vivido com tanta pompa e preocupação com o futuro, não poderemos estar de pé neste momento onde todos nossos momentos resumem-se e finalmente e oficialmente, tornaremo-nos iguais aos demais. Será…
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Lamentavelmente nenhum de nós poderá acompanhar o próprio enterro. Nós, que temos vivido com tanta pompa e preocupação com o futuro, não poderemos estar de pé neste momento onde todos nossos momentos resumem-se e finalmente e oficialmente, tornaremo-nos iguais aos demais. Será frágil o momento derradeiro, nossa mão de aço e alma de ferro nada poderão fazer por nosso orgulho recém deixado nesta terra. Alguns irão chorar, infelizmente talvez só possamos ler pensamentos, e eles dirão mais do que as lágrimas momentâneas. Neste tempo, apenas teremos sido. A ausência fará de nós uma coleção rápida de esquecimentos sucessivos. Estarão lá os supostos amigos todos em meio as partes interessadas. De fato será um bom momento para não ter como intervir. Pegarão nas alças do caixão e nela com certeza irão sentir a frieza de um último aperto de mão. Muitos não sentirão qualquer diferença, Embora seja... um adeus de carne e ossos dado a uma alça metálica. Nenhum de nós irá ao próprio enterro. Caberia, se fossemos, questionar como alguém que era tão importante pode virar pó. Caberia, se servíssemos ainda para alguma coisa, perguntar porque o fim não permite qualquer distinção. Tanto o caixão como a cova, sem contar os enfeites externos, são comuns a todos. não há lugar para o orgulho, para a exploração e para o ódio. Triste fim, para um anfitrião de corpo presente. Talvez sinta-se até.... vontade de morrer !

Tem gente Que quando olha Olha tudo;
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Tem gente Que quando olha Olha tudo; A memória das coisas As lembranças da vida A relação com o subjetivo de tudo. Mas há outros Que são tão tranqüilos Porque eles apenas se olham Como se tudo e todos Não fossem mais Do que um cenário Para sua vida.

Enquanto caminhas para mim por ruas que não sei por noites onde choro
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Enquanto caminhas para mim por ruas que não sei por noites onde choro por estreitos passeios de mentira meu coração se enche diante da ilusão minhas lágrimas secam minhas mãos estendem em sua direção. Não sou mais do que uma coisa e assim amo a coisificação. Poucos como eu sabem sobre a alma muitos se perdem em corpos. Torno-me comum nos que há de mais prazerosos no lugar comum. Enquanto caminhas para mim não se importa, eu sei com o que sonhei pelas quedas já vividas pelo levantar sem porque ou melhor, pelo mero sobreviver. Meus olhos enxergam apenas a fumaça do cigarro simbolo único e próximo de tudo quanto sei sobre amor. Não sou mais do que um desamado e assim, só sei supor amor. Poucos como eu desejaram amar. Muitos como eu só conhecem o prazer Torno-me amante como se meu corpo representa-se em algum momento que fosse uma alma pródiga de sentimentos. Entre os meus dois eus há um lago sereno alimentado por um rio violento que uma hora acaba num imenso mar sem sentido qualquer.

Entre o pai que não tive E o pai que não sou Há uma avenida que separa
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Entre o pai que não tive E o pai que não sou Há uma avenida que separa o perder do ter perdido. Não sei bem o que move. Talvez seja medo Talvez seja comodidade Talvez seja a convicção De não ter de fato o que dar. Entre o pai que se foi E o pai que jamais fui Há uma relação de intima similaridade. As vezes penso: Meu coração é repleto ! Por todo tempo tenho certeza: ele tem muros ! Muros com imensa capacidade de nada deixar sair E ao mesmo tempo, nada até ele consegue chegar. As vezes pego-me mudo, mesmo podendo e sabendo falar. No entanto não me basta saber falar se para o assunto não encontro palavras As vezes, sinto-me cego, mesmo sabendo de onde vem a luz, Porque não me basta ver quando sobre certos assuntos Tão pouco consigo enxergar. Entre o passado e o presente Há não mais do que uma linha, linha forte, Que me assusta pela suposta fragilidade, Que me prende pela força sútil. Sendo livre encontro-me preso, em dois tempos. Em dois distintos e distantes papeis. Tendo a quem dar, não sei mais onde são os caminhos. Por isso, sempre peço que nada me perguntem. Por isso me calo diante daquilo que não entendo. Por isso peço que me entendam Que me desculpem Pois embora esta pobreza me doa Jamais soube como fazer para encher as mãos.

O que a gente quer da vida Quase sempre é bem pouco; Um afago, um carinho, alguém que faça calor
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O que a gente quer da vida Quase sempre é bem pouco; Um afago, um carinho, alguém que faça calor Quando os dias internos são muito frios Uma caminhada lado a lado Uma palavra de esperança Um dedo que aponte alguma direção. Pobre de nós que não temos nada disso. Mas bem mais pobre e quem não tem nada disso Para nos dar.

Agora são dois caminhos cada um segue
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Agora são dois caminhos cada um segue para um lado oposto e distinto cada um busca o seu labirinto sua tentativa e forma toda própria de chegar Não terás minha mão guiando teus passos não terei que dividir fracassos e as noites serão mais vazias o retornar uma coisa fria de quem sabe que não tem onde chegar. Agora há o silêncio e a mim parece que jamais foi diferente, porque juras que se acabam são juras de quem mente. E assim foi e assim apartaram-se nossos caminhos em direção a um eterno desencontro em direção ao convicto nunca mais.

Onde foram todas as coisas ? Onde estão aquelas pessoas ? Abro os olhos e vejo a minha volta
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Onde foram todas as coisas ? Onde estão aquelas pessoas ? Abro os olhos e vejo a minha volta Um mundo vazio E não fossem as doces cantigas Que alentaram a infância E como podem – sustentam a vida Diria que não nasci. Onde estão todas as pessoas ? Para onde foram todas as coisas ? Eu que segui o mesmo caminho Não encontro nada de familiar. Teriam todos morridos Nas guerras do ter ? Ou estariam bem escondidos Em lugar que não posso ver ? Era bem ali a linha do começo E ali havia tanta gente Tantas coisas Tantos sonhos. De repente a vida veio E levou um a um E no lugar deixou desencanto E só este delírio Este fingir que não sei Me restou. Para onde foi à moça pura Que um dia ia para o altar ? Onde ficou o amigo que ia mudar o mundo E hoje vende a inteligência Para ganhar o que não precisa ? Porque não tive tempo De falar com o amigo Que ficou preso em meio à overdose ? Era bem ali a linha do começo Servia também de linha Para pique bandeira E quando só estavam as meninas Prestava-se a queimada. Onde eu estive Que deixei que todos se fossem Que a menina só Fosse jogada para fora do caro Na noite escura Na estrada que hoje é preta. O que eu fiz Quando os filhos dos menos sortudos Foram caindo pouco a pouco Mereço a solidão Como premio pela covardia Mereço o pouco amor Pela ausência de fraternidade. Mas a linha ainda está ali Havia um campinho de futebol E nele a ONU parecia ser possível A velha ponte caiu A praça que era bela Virou trevo E os carros que passam por ali Depressa Não tem respeito pela memória. A vida passou E eu esqueci de ir.

Há dias Que por mais que você se procure Você não se acha
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Há dias Que por mais que você se procure Você não se acha Por mais que você tente ouvir A voz do seu intimo Ele não responde Por mais que você se olhe no espelho Você não se vê. Quando você é mais novo Isso lhe causa muito medo Depois de velho Você aprende Que em alguns momentos o não estar É mais importante do que o ser.

Trago em mim toda a agonia no mundo Um tempo de incertezas O medo da noite escura
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Trago em mim toda a agonia no mundo Um tempo de incertezas O medo da noite escura O sentimento de não ter Uma mão para segurar No derradeiro momento. Não há outros olhos E não tenho mais coragem Para olhar-me em algum espelho. Não cheguei a ser quem queria E não me engano com minhas estórias. Trago em mim toda a agonia do mundo E isso não importa de fato a ninguém A consciência dos que barbarizam Tem mais sorte nas madrugadas; A eles é mais fácil entender A forma rude de todas as coisas. O escuro tem razoes para ser O silencio tem algumas explicações As verdades dos fatos Tem muito mais chão Do que toda Toda filosofia. No momento Em que todos somos rudes A vida se explica E os caminhos apenas se distinguem Pelas escolhas Que não temos certeza Se são de verdade ou não Mas já é tarde demais Para voltar e errar tudo E ter certezas.

Acolha-me. Deixei que deite em seu colo e tenha sonhos de criança
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Acolha-me. Deixei que deite em seu colo e tenha sonhos de criança permita-me ter medo e confessa-lo deixa que eu solte meu ser por campos onde seja possível andar sem jogos, sem temores e mentiras. Acolha-me. E guarde em seus braços meus infantis segredos minhas dúvidas de gente grande meus sentimentos de ser pequeno faça com que eu deixe o mundo lá fora por apenas alguns instantes e assim, que dentro de mim possa encontrar alguma razão real para ainda estar vivo. Acolha-me. Norteai-me pelo seu olhar, mostre-me luzes que não mais vejo segure minhas mãos com o carinho que não mais conheço seca meu choro com palavras reais sobre um mundo tão distante de onde vim. Acolha-me. Traga-me a paz em forme de gestos não apenas me diga, mas mostre-me, decora meu rosto com desenhos feitos com seus dedos com linhas que novamente me liguem ao mundo doce e terno as possibilidades de ser mais do que o herói de uma noite o vilão de um amanhecer. Acolha-me. Dê guarida ao meu fugitivo, ao meu insistente ser ao que resta dos meus exércitos de bondade e luz. Semeia em meu corpo gestos puros e leves guarda minhas costas para que eu possa enfim dormir para que me sinta na casa dos seus braços como um viajante que finalmente chegou. Acolha-me. E não peça nome e nem documento não me fale daquilo que eu possa lhe dar e você possa e pegar e perder com as mãos Acolha-me e olhe dentro dos meus olhos busque por mim grite num sussurro meu nome tira-me disso tudo enquanto ainda há o que tirar. Acolha-me. E com a tinta do seu amor escreva comigo uma história bonita destas onde o amor existe. Segue comigo num cavalo branco numa noite de lua para um lugar qualquer que mesmo existindo apenas em nossa comum imaginação será uma ilusão segura que me fará de novo viver. Acolha-me. Preciso de seus braços para de novo poder ver Deus.