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Frase de Cosmo Palasio de Moraes Jr.

Onde foram todas as coisas ? Onde estão aquelas pessoas ? Abro os olhos e vejo a minha volta Um mundo vazio E não fossem as doces cantigas Que alentaram a infância E como podem – sustentam a vida Diria que não nasci. Onde estão todas as pessoas ? Para onde foram todas as coisas ? Eu que segui o mesmo caminho Não encontro nada de familiar. Teriam todos morridos Nas guerras do ter ? Ou estariam bem escondidos Em lugar que não posso ver ? Era bem ali a linha do começo E ali havia tanta gente Tantas coisas Tantos sonhos. De repente a vida veio E levou um a um E no lugar deixou desencanto E só este delírio Este fingir que não sei Me restou. Para onde foi à moça pura Que um dia ia para o altar ? Onde ficou o amigo que ia mudar o mundo E hoje vende a inteligência Para ganhar o que não precisa ? Porque não tive tempo De falar com o amigo Que ficou preso em meio à overdose ? Era bem ali a linha do começo Servia também de linha Para pique bandeira E quando só estavam as meninas Prestava-se a queimada. Onde eu estive Que deixei que todos se fossem Que a menina só Fosse jogada para fora do caro Na noite escura Na estrada que hoje é preta. O que eu fiz Quando os filhos dos menos sortudos Foram caindo pouco a pouco Mereço a solidão Como premio pela covardia Mereço o pouco amor Pela ausência de fraternidade. Mas a linha ainda está ali Havia um campinho de futebol E nele a ONU parecia ser possível A velha ponte caiu A praça que era bela Virou trevo E os carros que passam por ali Depressa Não tem respeito pela memória. A vida passou E eu esqueci de ir.

Cosmo Palasio de Moraes Jr.

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Pensador.com

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Como é fácil destruir. Rasgar um livro, Abater uma arvore, Poluir a água, Acabar com uma vida. Mas olhando bem Que prazer de verdade há nisso tudo ? Porque se escrevesse um livro, talvez fosse lido De plantasse uma arvore, talvez desse causa a uma sobra ou até mesmo a frutos Se cuidasse da água – mataria a sede no futuro E poderia se ver na límpida água Como um límpido ser.

Se tivéssemos em nossas vidas Gente que tem prazer em ajudar trocar o pneu como tem de passear no carro
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Se tivéssemos em nossas vidas Gente que tem prazer em ajudar trocar o pneu como tem de passear no carro Gente que ajuda a arrumar a casa Com a mesma alegria que participa da festa Certamente tudo seria mais fácil. O grande problema e que parte das pessoas Que conhecemos são oportunistas Gostam de falar mas não gostam de fazer Adoram um fotografia mas pouco ajudam a melhorar o cenário Tem sempre tempo para palpite Mas nunca aparecem para um bom paporesponsável. Gosto de gente que gosta da gente Que vai até perto do chão para nos dar a mão Que coloca o dedo na cara quando estamos errados Que abre mão da mediocridade simpática para de fato ser amigo. Não gosto de quem gosta dos meus erros De quem muda o mundo para que eu caiba Gente que tem lado – mesmo que seja o lado errado Gente que não me cobra o direito de ser melhor. Prefiro os que colocam pimenta em minha boca Do que aqueles que dão água para os meus fantasmas

Há certas manhãs, quando ao acordar os pássaros parecem cantar uma Ave Maria de Felicidade.
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Há certas manhãs, quando ao acordar os pássaros parecem cantar uma Ave Maria de Felicidade. Há um tempo dentro de mim que as vezes parece ser maior que a eternidade e apenas segue... segue... segue... Tempo de você constante manhã de sol e luz caminho que a sedução me conduz tempo de ser apenas aquilo que meu coração pede e deseja. Há certas noites, onde o escurecer apenas trás mais tranqüilidade e harmonia e dentro de mim silenciosa alegria me faz ver que o dia não foi em vão. Tempo de você por todos os meus caminhos pedaços de raras rosas e tantos espinhos agora tão diferentes depois do seu chegar. Há uma vida que segue lugar onde encontro cada vez mais noticias sobre quem de fato sou. Há um encontro uma comunhão há de fato você para por fim a solidão.

Horas serenas me invadem a vida E eu que raramente sei o que é ter paz Assusto-me diante da plenitude
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Horas serenas me invadem a vida E eu que raramente sei o que é ter paz Assusto-me diante da plenitude E guardo-me no medo. Nascemos todos poetas Morremos a maioria Soldados. E as mãos – instrumentos Para um mundo melhor Jamais passam de garras Que apenas tiram Deformam e batem. Poderíamos passar a vida Cantando Ser cigarras sobre arvores E não formigas arrastando nas costas O peso do mundo Para que alguns poucos bebam vinho E acham graça Da desgraça que os cerca. Horas serenas me invadem a alma E eu de tão vadio que já sou Procuro coisas entre as lendas Da criação e a vida que vejo Não me entrego ao prazer Por medo da porta do mundo Que sempre abre-se sem me avisar Não dou vida as aves Porque voar pode ser perigoso Num tempo e instante Onde rastejar é a ordem do dia. Se o que parece anjo Me sussurra amor Logo me aqueço E me escondo entre pernas No mundo conhecido do prazer. Horas serenas me invadem a alma São como chá quente Mas minha boca viciou-se em cachaça A vida dorme na sarjeta E aprendi apenas a sonhar Com fatos, pessoas e coisas Que eu possa trazer E empurrar Com as próprias mãos. Não me digam Não me falem De coisas que suponho existam Mas habitam mundos Onde os mortais não podem ir. Quando as horas serenas Habitam meu ser Aprendo a ser forte Refaço a couraça E distraidamente olho as armas Que me manterão vivo Quando a paz novamente se for.