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Frase de Cosmo Palasio de Moraes Jr.

Entre o pai que não tive E o pai que não sou Há uma avenida que separa o perder do ter perdido. Não sei bem o que move. Talvez seja medo Talvez seja comodidade Talvez seja a convicção De não ter de fato o que dar. Entre o pai que se foi E o pai que jamais fui Há uma relação de intima similaridade. As vezes penso: Meu coração é repleto ! Por todo tempo tenho certeza: ele tem muros ! Muros com imensa capacidade de nada deixar sair E ao mesmo tempo, nada até ele consegue chegar. As vezes pego-me mudo, mesmo podendo e sabendo falar. No entanto não me basta saber falar se para o assunto não encontro palavras As vezes, sinto-me cego, mesmo sabendo de onde vem a luz, Porque não me basta ver quando sobre certos assuntos Tão pouco consigo enxergar. Entre o passado e o presente Há não mais do que uma linha, linha forte, Que me assusta pela suposta fragilidade, Que me prende pela força sútil. Sendo livre encontro-me preso, em dois tempos. Em dois distintos e distantes papeis. Tendo a quem dar, não sei mais onde são os caminhos. Por isso, sempre peço que nada me perguntem. Por isso me calo diante daquilo que não entendo. Por isso peço que me entendam Que me desculpem Pois embora esta pobreza me doa Jamais soube como fazer para encher as mãos.

Cosmo Palasio de Moraes Jr.

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Pensador.com

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Como é fácil destruir. Rasgar um livro, Abater uma arvore,
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Como é fácil destruir. Rasgar um livro, Abater uma arvore, Poluir a água, Acabar com uma vida. Mas olhando bem Que prazer de verdade há nisso tudo ? Porque se escrevesse um livro, talvez fosse lido De plantasse uma arvore, talvez desse causa a uma sobra ou até mesmo a frutos Se cuidasse da água – mataria a sede no futuro E poderia se ver na límpida água Como um límpido ser.

Se tivéssemos em nossas vidas Gente que tem prazer em ajudar trocar o pneu como tem de passear no carro
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Se tivéssemos em nossas vidas Gente que tem prazer em ajudar trocar o pneu como tem de passear no carro Gente que ajuda a arrumar a casa Com a mesma alegria que participa da festa Certamente tudo seria mais fácil. O grande problema e que parte das pessoas Que conhecemos são oportunistas Gostam de falar mas não gostam de fazer Adoram um fotografia mas pouco ajudam a melhorar o cenário Tem sempre tempo para palpite Mas nunca aparecem para um bom paporesponsável. Gosto de gente que gosta da gente Que vai até perto do chão para nos dar a mão Que coloca o dedo na cara quando estamos errados Que abre mão da mediocridade simpática para de fato ser amigo. Não gosto de quem gosta dos meus erros De quem muda o mundo para que eu caiba Gente que tem lado – mesmo que seja o lado errado Gente que não me cobra o direito de ser melhor. Prefiro os que colocam pimenta em minha boca Do que aqueles que dão água para os meus fantasmas

Há certas manhãs, quando ao acordar os pássaros parecem cantar uma Ave Maria de Felicidade.
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Há certas manhãs, quando ao acordar os pássaros parecem cantar uma Ave Maria de Felicidade. Há um tempo dentro de mim que as vezes parece ser maior que a eternidade e apenas segue... segue... segue... Tempo de você constante manhã de sol e luz caminho que a sedução me conduz tempo de ser apenas aquilo que meu coração pede e deseja. Há certas noites, onde o escurecer apenas trás mais tranqüilidade e harmonia e dentro de mim silenciosa alegria me faz ver que o dia não foi em vão. Tempo de você por todos os meus caminhos pedaços de raras rosas e tantos espinhos agora tão diferentes depois do seu chegar. Há uma vida que segue lugar onde encontro cada vez mais noticias sobre quem de fato sou. Há um encontro uma comunhão há de fato você para por fim a solidão.

Horas serenas me invadem a vida E eu que raramente sei o que é ter paz Assusto-me diante da plenitude
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Horas serenas me invadem a vida E eu que raramente sei o que é ter paz Assusto-me diante da plenitude E guardo-me no medo. Nascemos todos poetas Morremos a maioria Soldados. E as mãos – instrumentos Para um mundo melhor Jamais passam de garras Que apenas tiram Deformam e batem. Poderíamos passar a vida Cantando Ser cigarras sobre arvores E não formigas arrastando nas costas O peso do mundo Para que alguns poucos bebam vinho E acham graça Da desgraça que os cerca. Horas serenas me invadem a alma E eu de tão vadio que já sou Procuro coisas entre as lendas Da criação e a vida que vejo Não me entrego ao prazer Por medo da porta do mundo Que sempre abre-se sem me avisar Não dou vida as aves Porque voar pode ser perigoso Num tempo e instante Onde rastejar é a ordem do dia. Se o que parece anjo Me sussurra amor Logo me aqueço E me escondo entre pernas No mundo conhecido do prazer. Horas serenas me invadem a alma São como chá quente Mas minha boca viciou-se em cachaça A vida dorme na sarjeta E aprendi apenas a sonhar Com fatos, pessoas e coisas Que eu possa trazer E empurrar Com as próprias mãos. Não me digam Não me falem De coisas que suponho existam Mas habitam mundos Onde os mortais não podem ir. Quando as horas serenas Habitam meu ser Aprendo a ser forte Refaço a couraça E distraidamente olho as armas Que me manterão vivo Quando a paz novamente se for.