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Frases de Claudia Perotti

146 frases

Fervem em mim todos os chamamentos Atraí-me, puxa-me o sangue queimante das tuas ânsias E a minha carne torna-se nau no teu mar labareda de sal
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Fervem em mim todos os chamamentos Atraí-me, puxa-me o sangue queimante das tuas ânsias E a minha carne torna-se nau no teu mar labareda de sal Pulsam em mim as tuas obscenas vastas águas Que ainda tem força para me fazer indecente transbordar E nas enxárcias minhas volvem a sinfonia dos corpos em chamas Penetra-me a fúria rubra dos delírios teus Alagando-me toda com a audácia incandescente das vagas tuas derrocando as resistências, as altas gáveas, diluindo com volúpia as tormentas minhas Fogo, fogo, fogo... Queimamos atlânticos nos espasmos quentes do sentir Inflamamos a imensidão dos desejos molhados e escondidos Estouramos as amarras garridas de nossas veias torturantes Entregamo-nos aquiescentes e vulcânicos ao faminto naufrágio

Cansei de andar lado a lado. Quero subir nos teus pés Experimentar o teu caminhar,
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Cansei de andar lado a lado. Quero subir nos teus pés Experimentar o teu caminhar, O ritmo do teu corpo E os teus movimentos. Cansei de andar de mãos dadas. Desejo vestir-te, Fazer parte de ti Como pele, célula e átomo. Perceber as batidas do teu coração Como se fossem minhas. Cansei de olhar-te os olhos Necessito ver através deles, Ser tua íris. Assistir e sentir As cores do teu universo. Há uma vontade de conhecer-te cada milímetro!

AS CORES DA NOITE ... Enrolo-me em tons violetas Visto as cores da noite
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AS CORES DA NOITE ... Enrolo-me em tons violetas Visto as cores da noite Vagueio por entre as estrelas E levemente flutuo como as borboletas . . . Deixo-me levar pelo vento Ziguezagueando pra cá e pra lá Rompo o silêncio É minha alma que grita . . . Estou cheia de vida! . . . Busco o tempo perdido Liberto-me da dor Não existe mais solidão Nem pecado . . . Purifiquei-me!

Há uma comunicação silenciosa entre os amigos... Uma cumplicidade nas entrelinhas Um silêncio que diz tudo
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Há uma comunicação silenciosa entre os amigos... Uma cumplicidade nas entrelinhas Um silêncio que diz tudo Um olhar que busca a alma Uma voz que penetra as entranhas e faz a alma sorrir Um abraço que traz aconchego e aquece o coração São mãos que se tocam e dizem “estou aqui” A distância perde o significado quando o telefone toca As lágrimas tornam-se menos doloridas quando está por perto Os dias ficam mais iluminados quando próximo É assim que sinto você, meu amigo!

I Ainda guardo
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I Ainda guardo os ecos das tuas confissões e provo a vibração dos teus tremores II Ainda experimento o toque da tua língua na pele minha que arde na chama da paixão e desejo III Ainda estou suspensa nos delírios loucos e insanos das tuas carícias ousadas e queridas IV Ainda sinto os traços os rastros as marcas molhadas dos teus e os meus humores em nossos corpos apaixonados e entregues V Ainda Flutuam as nossas promessas de amor na corrente dos sentires destinando-nos a um orbe colorido

Existe uma imensa distância entre os teus olhos e os meus .
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Existe uma imensa distância entre os teus olhos e os meus . . . Vem de longe, do mais distante mar, um frio que gela as mãos. Dele emerge impossibilidades que trespassa os ossos e transcende tudo o que conheço. Teus tons chegam-me raros e não colorem todas as minhas células. Dentro, uma noite, um vazio, um vácuo sentido que ninguém preenche. E essa parte ondeada e monocromática chega a doer. . . . Faz-me falta tuas pestanas nas minhas . . . Quero o raiar das tuas cores pintando os meus sonhos e o pulsar do teu coração juntinho ao meu . . . Quero-te, amor, nos dias e nas noites . . . teu oceano inteiro!

MAGIA Evoco teu nome ao som das ondas e a voz do mar... Dentro do azul profundo surge uma nau solitária vestindo o manto escuro da noite. Chega, ondeando os véus, as nuvens e clarões. Suas asas, benditas velas, imponentes e majestosas, calam as encostas, aproximam os mistérios…
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MAGIA Evoco teu nome ao som das ondas e a voz do mar... Dentro do azul profundo surge uma nau solitária vestindo o manto escuro da noite. Chega, ondeando os véus, as nuvens e clarões. Suas asas, benditas velas, imponentes e majestosas, calam as encostas, aproximam os mistérios e corações. Oh! Caravela do desejo, destino meu, arranha-me a alma com tua grandeza. Sagra-me o corpo com teus humores, teus beijos e teu amor. Cerra-me os olhos na tua alegria, no teu bem e na euforia. Veste-me com tua pele, tuas células, teu calor e fique assim, agora e sempre, totalmente debruçado em mim...

Às vezes a única coisa que me arrebata um sorriso significativo é estar diante de um mar imenso, de braços abertos, de olhos fechados mesmo que só em pensamento,
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Às vezes a única coisa que me arrebata um sorriso significativo é estar diante de um mar imenso, de braços abertos, de olhos fechados mesmo que só em pensamento, e sentir que não há nada mais próximo da minha alma do que a sensação da imensidão do Universo . . . Isso me faz alcançar a presença de Deus em mim E faz minha fé transbordar por todos os meus poros . . .

Acreditei que não havia coisa alguma a ouvir. Fechei os ouvidos. Tapei os olhos. Cheguei bem perto de embaçar as sensações dos pensamentos dando outro sentido as coisas ou simplesmente silenciando. Afundei-me em meu próprio abismo de fantasia. Mas os dias passaram incansáveis e i…
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Acreditei que não havia coisa alguma a ouvir. Fechei os ouvidos. Tapei os olhos. Cheguei bem perto de embaçar as sensações dos pensamentos dando outro sentido as coisas ou simplesmente silenciando. Afundei-me em meu próprio abismo de fantasia. Mas os dias passaram incansáveis e içaram-me desse torpor... Mesmo resistindo, relutando em recolher os braços aborrecidos do vazio, mesmo com o corpo dorido da ilusão letárgica que nutria os meus anseios e me mantinha alheia, abri os olhos e solidifiquei o olhar no horizonte... Ah! Foi bem neste instante que algo dos longes chegou-me como um inverno antecipado, congelando-me por dentro e por fora . A pele arrepiou a ausência. As entranhas tremeram a frígida saudade. E uma amargura se amontoou em mim... Pena! Agora não há mais tempo de encostar a minha língua na tua, nem de tocar-te os dedos até segurar as tuas mãos... nem posso mais me enfeitar de ti, pois no momento, te afastas com as marés . . .

Foi a gota d’água... Apagaram-se todos os lampadários que mantinham a sua alma acesa. A imersão apavorante no mar da angústia foi inevitável
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Foi a gota d’água... Apagaram-se todos os lampadários que mantinham a sua alma acesa. A imersão apavorante no mar da angústia foi inevitável . . . Partida em aflições deixou-se arrastar pálida pelos remoinhos sombrios. E mais e mais entristecida e chorosa por cada flash pesadelo, afundava longe e profunda . . . Percebeu-se completamente só tragando o lodo negro de suas dores . . . O corpo latejava agudo esquecido inerte indefeso inconstante Seus gritos se perdiam antes mesmo de serem ouvidos. Entregou-se enfim . . . Hoje, encontra-se cerrada numa mortalha de pavor padecendo num abismo perturbador sem sequer compreender que somente ela mesma possui a chave que a livrará desse sofrimento . . .

Hoje, sinto-me meio de lado [bem feito!], paralisada em algum lugar esperando não sei o quê. O tempo segue o seu curso
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Hoje, sinto-me meio de lado [bem feito!], paralisada em algum lugar esperando não sei o quê. O tempo segue o seu curso sem se importar com quem ficou pelo caminho. Será que não aprendo nunca que não devo esperar ninguém, que a passagem é individual ? Às vezes, tenho a impressão [ou a certeza] que gosto de sofrer . . .

Ahhhhh! Meus olhos... É bem rente aos cílios que se debruçam certezas e medos e que deságuam as tormentas de dentro...
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Ahhhhh! Meus olhos... É bem rente aos cílios que se debruçam certezas e medos e que deságuam as tormentas de dentro... É por ali sorriem as alegrias, brilham os desejos e incendeiam paixões... E aquele que possuir a espada do atrevimento e o escudo perseverante desvendará um bocado de mim...