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Frase de Claudia Perotti

Cansei de andar lado a lado. Quero subir nos teus pés Experimentar o teu caminhar, O ritmo do teu corpo E os teus movimentos. Cansei de andar de mãos dadas. Desejo vestir-te, Fazer parte de ti Como pele, célula e átomo. Perceber as batidas do teu coração Como se fossem minhas. Cansei de olhar-te os olhos Necessito ver através deles, Ser tua íris. Assistir e sentir As cores do teu universo. Há uma vontade de conhecer-te cada milímetro!

Claudia Perotti

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Com um pingo de tinta consegue-se escrever uma história.
Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento.
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Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento. Os pensamentos sangravam-me em gotas. Uma arrastada eternidade tirava-me o foco de todo resto. Vesti-me de um delírio solitário. Abracei os meus desatinos. Abocanhei os sons distorcidos. Não senti frio, tão pouco o calor. Uma sensação única devorou-me toda. Não lutei contra. Deixei-me levar. Flutuei. Apenas flutuei . . .

outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento
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outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento aguardo naufrágio certo desse amor outrora sonhado não compreendo esses intervalos indefinidos que parte a alma minha inquieta em pedaços deixo ruir então sem esforço algum os sentimentos agora calados a noite recolhe as lágrimas rendilhadas que umedecem os olhos meus desamparados ofereço-me treva na dor da sombria madrugada um choro infindo gemente e desesperado na fronte minha difusa liquida descabelada sou sombra na escuridão da tua ausência perco-me toda em lamento, desassossego e angústia estremeço a turbulência de uma mágoa soluçada Bebo o cálice da eterna solidão E caio morta por dentro no pesado frio dos mares de sonho Destrono-te das vagas espumantes do meu coração E sigo quieta vazia incompleta