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Frase de Claudia Perotti

MAGIA Evoco teu nome ao som das ondas e a voz do mar... Dentro do azul profundo surge uma nau solitária vestindo o manto escuro da noite. Chega, ondeando os véus, as nuvens e clarões. Suas asas, benditas velas, imponentes e majestosas, calam as encostas, aproximam os mistérios e corações. Oh! Caravela do desejo, destino meu, arranha-me a alma com tua grandeza. Sagra-me o corpo com teus humores, teus beijos e teu amor. Cerra-me os olhos na tua alegria, no teu bem e na euforia. Veste-me com tua pele, tuas células, teu calor e fique assim, agora e sempre, totalmente debruçado em mim...

Claudia Perotti

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Com um pingo de tinta consegue-se escrever uma história.
Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento.
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Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento. Os pensamentos sangravam-me em gotas. Uma arrastada eternidade tirava-me o foco de todo resto. Vesti-me de um delírio solitário. Abracei os meus desatinos. Abocanhei os sons distorcidos. Não senti frio, tão pouco o calor. Uma sensação única devorou-me toda. Não lutei contra. Deixei-me levar. Flutuei. Apenas flutuei . . .

outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento
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outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento aguardo naufrágio certo desse amor outrora sonhado não compreendo esses intervalos indefinidos que parte a alma minha inquieta em pedaços deixo ruir então sem esforço algum os sentimentos agora calados a noite recolhe as lágrimas rendilhadas que umedecem os olhos meus desamparados ofereço-me treva na dor da sombria madrugada um choro infindo gemente e desesperado na fronte minha difusa liquida descabelada sou sombra na escuridão da tua ausência perco-me toda em lamento, desassossego e angústia estremeço a turbulência de uma mágoa soluçada Bebo o cálice da eterna solidão E caio morta por dentro no pesado frio dos mares de sonho Destrono-te das vagas espumantes do meu coração E sigo quieta vazia incompleta