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Frases de Celso de Freitas

16 frases

Essas aguas silentes Caindo deliciosamente Impregnando minha noite
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Essas aguas silentes Caindo deliciosamente Impregnando minha noite Com chuvisco vertical Na vidraça abstrata Escondendo a rua mística De terra molhada Com cheiro noturno Na quietude deslumbrante Que paralisa a presa E arrebata a alma São borbulhas passageiras São nuvens que não se veem São aguas que não voltam

Pensar em ti É viajar no infinito Ficar perplexo e maravilhado
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Pensar em ti É viajar no infinito Ficar perplexo e maravilhado Com a grandeza do teu poder Chamar teu amor à lembrança Continuamente, seguidamente Me faz digerir, metabolizar Tua beleza, Tua essência Imaginar o quanto Tu me amas Transcende meu pensamento Infinitamente esgota meu vocabulário Facilmente vence minha lógica Inexplicavelmente me fascina Até ser vencido Por uma deliciosa exaustão

Encontros geométricos Banho de sol Sobre o verde admirável
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Encontros geométricos Banho de sol Sobre o verde admirável Realeza rústica No ar quieto e sereno O cheiro transcendente da chuva Majestoso e místico Nessa descida barrenta Curva graciosa Evaporação do sublime Pau e pedra riscada Cantiga muda da poesia Enquanto falo cipó contorcido Calango, besouro e borboleta Gravidade anestesiada Invocação in natura da harmonia

Eu penso poesia Intuição à la carte Reflexão prisioneira
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Eu penso poesia Intuição à la carte Reflexão prisioneira Ao desarranjo harmonioso Da ação libertadora Minha asas mecânicas Na fluidez automática do piloto Velocidade irracional Aplaudindo a estagnação Combustão e loucura neuronal Implodida, recuada Vencendo a gravidade Minha potência de agir descabida Planta desnudada invernal Com raízes de sangue suga Extração do abstrato Sem ar de arrogância Sem pretensão de humildade Em aguas turvas misteriosas Encontros e desencontros De partículas eternas

Nessas horas de aguas noturnas Deslizando na vidraça fria Vai surgindo como alma nua
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Nessas horas de aguas noturnas Deslizando na vidraça fria Vai surgindo como alma nua No vazio etéreo da melodia Lembranças da imagem tua Nessas horas de aguas noturnas Quando um vento assopra do norte E de alegria faz sorrir uma flor No deserto árido da boa sorte Some no oásis a miragem da dor Nessas horas de aguas noturnas Como teatro liquido cristalino Segredos escorrem pelo chão Torrentes da alma em desatino Borbulham coisas do coração Nessas horas de aguas noturnas Na lentidão do tempo que corrói Como o híbrido passado da ironia Fala mais alto o bem que não dói Despedindo da noite um novo dia

Enquanto o abraço da noite Sorrateira chega novamente E passam as horas vorazmente
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Enquanto o abraço da noite Sorrateira chega novamente E passam as horas vorazmente Eu fito meus olhos nas estrelas Enquanto cai o orvalho nas flores Das lembranças tuas os labores E nas saudades minhas os amores Do ritmo mecânico das horas Uma máquina e um coração Imaginam qual a emoção No teatro da vida o momento Que no espinho do tempo a dor Colhe como recompensa a flor A sorte da espera um amor

Nessa minha janela eu sonho E com a boca desses olhos castanhos Vou devorando a fruta madura
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Nessa minha janela eu sonho E com a boca desses olhos castanhos Vou devorando a fruta madura Doce como os poemas da vida Enquanto no céu alaranjado Vejo avião branco sumindo Riscando segredos esquecidos Então olho pra baixo e sinto saudades Dos ruídos inocentes de criança Brincando aos últimos raios de sol Os pássaros voltando ao ninho E um trem apitando perto de casas Enquanto luzes vão se acendendo E os cenários se rendem À noite onde as pessoas se recolhem

A Cada dia eu me emudeço A cada minuto me desfaleço Numa solidão de sentinela
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A Cada dia eu me emudeço A cada minuto me desfaleço Numa solidão de sentinela No alto de minha janela Pra capturar um poema Seja de um triste ou alegre dia Ou no por do sol escondido Por um olhar desapercebido Como um grito de criança Na voz viva a esperança Uma brisa discreta que passa No telhado úmido a fumaça Mesmo um pássaro voando Entre nuvens brancas passando Vai na esquina uma despedida Criaturas de paixão nascida

Meu pensamento voa Canta e desencanta Ajunta os cacos no caos
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Meu pensamento voa Canta e desencanta Ajunta os cacos no caos Se embriaga e sai da linha Se recompõe, se levanta Sente dor e desatina Corre atrás do vento No extremo leste e oeste Se alegra na inclusão Da unidade e cumplicidade E afeta o desafeto Do homem-menino Fraqueza-força, pau e pedra Infinita raridade A soma da complexidade O amor complexo da idade Exaltação a sensibilidade

Doce lembrança Que descanso de alma Essa felicidade
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Doce lembrança Que descanso de alma Essa felicidade De asas tão brancas Tão leves Tão soltas Que viagem tão calma Essa lembrança Ecoando do passado Tão distante E tão perto Que segredo tenho na palma Essa firme calma Como pluma ao vento Tão envolvente Tão inocente

Escrever coisas que a gente gosta É dar asas à liberdade É pairar sobre o ninho
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Escrever coisas que a gente gosta É dar asas à liberdade É pairar sobre o ninho Liberando os ovos incubados Da imaginação na grafia É soltar das rédeas a ânsia Que ópta pelo sofrer A dor incessante da reflexão Fazer acrobacia com o pensamento Fustigando a fera enjaulada Não domesticada do potencial Desatar águas dormidas Do subconsciente represado Vomitando larvas vulcânicas Numa cratera de idéias Numa busca de paixão

Pensar poema É extrair o sumo Da beleza da fruta
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Pensar poema É extrair o sumo Da beleza da fruta Cuja essência Esconde o misterioso aroma Suave e doce Lido pelos os olhos do coração Pensar poema É viajar fora de si mesmo Alçar as velas Em aguas desconhecidas E festejar a chegada Em território estrangeiro