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Frases de Bia Pardini

46 frases

⁠Amanhecer Sentir o perfume da manhã, o encanto do amanhecer, as cores do céu, o sol tentando penetrar pelas nuvens... da minha janela a vista de mais um dia, o refazer do que ficou de ontem e não deu certo, desatar nós...
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⁠Amanhecer Sentir o perfume da manhã, o encanto do amanhecer, as cores do céu, o sol tentando penetrar pelas nuvens... da minha janela a vista de mais um dia, o refazer do que ficou de ontem e não deu certo, desatar nós... É fascinante o amanhecer, a esperança de um hoje melhor e do coração cansado da insatisfação, da pressa, que seja como uma folha amassada e lançada para bem longe. (Bia Pardini)

⁠Lembranças Lembro de quando conheci cada amigo, cada filho de amigo, cada irmão, cunhado, neto, sobrinho de amigo. Lembro de cada encontro que todos os amigos formavam uma família, a mistura de famílias, como lembro!
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⁠Lembranças Lembro de quando conheci cada amigo, cada filho de amigo, cada irmão, cunhado, neto, sobrinho de amigo. Lembro de cada encontro que todos os amigos formavam uma família, a mistura de famílias, como lembro! Lembro dos passeios, dos cafezinhos, das compras, viagens, formaturas, aniversários, sempre juntos, todos. Lembro das festas, dos porres, das danças, do encanto da troca de presentes, muito mais que amigos, famílias. Lembro dos momentos tristes, das perdas, das doenças, o apoio irrestrito de cada amigo, ao lado, dividindo dores. Lembro do amor, da dedicação, sem nada em troca, a troca era carinho, devoção, a união da amizade. Lembro de ontem, que a vida nos afastou, nos levou para outro endereço, nos impediu de poder os mesmos poderes de antes. Lembro de hoje, que na lembrança de hoje mesmo do bom dia online foi esquecido de clicar “enter”. Lembro de amanhã, mais distante ainda, como fumaça ao vento, nada mais importa, nem velho, nem criança. Lembro do próximo Natal, com ele um cartão digital, que triste lembrança, a ausência da presença não importará mais. Lembro do ano que virá, não mais virá nem abraço, nem laço, nem cuidado, só deixa pra lá, não mais importa. Lembro da criança que suplica a substituição de quem ela tanto esperou e que não teve tempo, o tempo é poder, a criança é criança. Lembro da derradeira hora do velho amigo, do sentimento à família que foi como sua e que agora é pó. (Bia Pardini)

⁠Intercessão Ensina-me, Senhor a (re)conhecer o Teu tempo a preencher o vazio das horas infinitas de solidão
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⁠Intercessão Ensina-me, Senhor a (re)conhecer o Teu tempo a preencher o vazio das horas infinitas de solidão a ser boa companhia a quem necessita de alento a ter olhos destemidos às incertezas sem razão. Ensina-me também, Senhor, a entender o adiado a entregar minh’alma a Teus ensinamentos a levar alegria aos idosos na janela encostados a auxiliar ser inteiro a quem está em fragmentos. Ensina-me, por fim, Senhor, a ser forte no sofrer a não desabar quando tudo parece interditado a transformar o coração frio em benquerer e a não deixar cair por terra o que foi conquistado. (Bia Pardini)

⁠Insônia Oh tempo... tempo... tempo... Sinto calor, sinto frio, arrepio
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⁠Insônia Oh tempo... tempo... tempo... Sinto calor, sinto frio, arrepio Não é meteorologia Só contratempo São altas horas da noite Perdi o sono Um açoite No coração abandono Contar carneirinhos Roubam a inspiração Um a mil destes bichinhos Nem oração Tento escrever uma poesia Caneta e caderninho a postos Rabisco... só heresias Caminhos opostos Subscrevo (Bia Pardini)

⁠Inspiração O sol está nas ruas, nos parques, nas praias, montanhas, no Universo, em todos os lugares e ao se pôr é de uma beleza tamanha que nenhum poeta encontra palavras, métricas e rimas para cantar o seu fogo, seu jogo de cor, sua alteza, sua reza como ele realmente se apre…
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⁠Inspiração O sol está nas ruas, nos parques, nas praias, montanhas, no Universo, em todos os lugares e ao se pôr é de uma beleza tamanha que nenhum poeta encontra palavras, métricas e rimas para cantar o seu fogo, seu jogo de cor, sua alteza, sua reza como ele realmente se apresenta. O pôr do sol já foi tema para declarações, já acendeu luzes e ascendeu desejos, já abriu flores e fechou solidões, já enfraqueceu dores e intensificou amores, já causou lágrimas e já foi motivo de sorrisos... o se pôr... Assim como a semente precisa de dor para brotar, o sol precisa morrer para surgir a lua. Oh magnânima, comovedora, altruísta, sedutora lua que em todas suas fases revela-se aos poetas, namorados, seresteiros. Quisera eu sentir-te nos meus braços, sentir tua calma na minha palma para construir poemas sem dilemas, sentir tua paz que satisfaz, rimar-te no meu inspirar. És vida no resplandecer, descanso no cansaço, preenches espaços vazios dos insanos sombrios, misturas com o oceano, és serenidade na eternidade, sonho no adormecer. *Diz a lenda que o Sol e a Lua sempre foram apaixonados um pelo outro, mas nunca puderam encontrar-se e Deus, na sua infinita bondade, criou o eclipse para haver o encontro quatro vezes ao ano. (Bia Pardini)

⁠Inútil Pensas errado que alguém te ama por nada em troca, o agrado e a beijoca são por tua utilidade. Quando te tornares inútil, o fútil passa a não tolerar mais o teu vazio, ele mesmo esvazia tua utilidade e te faz fatalidade. Um vazio de engasgar com o próprio ar, olhos a mei…
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⁠Inútil Pensas errado que alguém te ama por nada em troca, o agrado e a beijoca são por tua utilidade. Quando te tornares inútil, o fútil passa a não tolerar mais o teu vazio, ele mesmo esvazia tua utilidade e te faz fatalidade. Um vazio de engasgar com o próprio ar, olhos a meio mastro, já que nem rastro fica. É como um dia inútil, se for à praia, ao clube, ele é bom, mas se não tiver nada, nem camarão nem piscinão... esqueça, é completamente inútil. A utilidade te torna obrigação no dia inútil, não te acolhe e ainda te tolhe do que mais desejou. E escolhe a sucessão menos cansativa se tua utilidade for só prestativa. Uma sensação de intolerância com arrogância inútil te colocando no eterno vazio depois do fastio na tua mesa. E no monólogo da tua vida, não querida, sem diálogo, pegas no catálogo e tentas outra utilidade que te traga felicidade. (Bia Pardini)

⁠Laços Ela vive num lugar onde metade é experiência, outra metade é poesia e bemquerênça.
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⁠Laços Ela vive num lugar onde metade é experiência, outra metade é poesia e bemquerênça. Ela vive num lugar onde anjo é uma criança, onde irmão é laço, velho é confiança. O lugar que ela vive tudo é dividido e logo multiplica o que foi concedido. O lugar que ela vive é sabor de alimento e também é aroma de lavanda ao vento. A vida no lugar é luz na escuridão, é sol na tempestade com mansidão. A vida no lugar é silêncio e respiração, leve como pluma na imensidão. Vai, menina, dê a mão aos seus irmãos, enlace-os no abraço e ouça a pulsação de onde o bem é o ninho de sustentação. (Bia Pardini)

⁠Chuva Esperada, desejada, ela chegou calmamente, mansa, sem alarde, elegante, ela que tantas vezes destrói, mata, desta aquietou nossa alma, nossa respiração. Não fez barulho, não incomodou, a noite foi calma como música na folhagem. Renovou-nos em esperança como bênção do céu,…
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⁠Chuva Esperada, desejada, ela chegou calmamente, mansa, sem alarde, elegante, ela que tantas vezes destrói, mata, desta aquietou nossa alma, nossa respiração. Não fez barulho, não incomodou, a noite foi calma como música na folhagem. Renovou-nos em esperança como bênção do céu, como doce sabor de mel, pureza e amor. Ela, a chuva é sempre renovação. (Bia Pardini)

⁠Coração pausado Ritmo acelerado, música, versos, sons do amor, desejo e pecado,
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⁠Coração pausado Ritmo acelerado, música, versos, sons do amor, desejo e pecado, coraçãopoeta ligeiro adverso surpreendido pausado, trincado. Tolo músculo decreta o tempo? Suplica o poeta sem luz, irreflexo clama à divindade ao templo tomba falido, fraco, em genuflexo. Suspende o fluxo, vida perversa luz apagada, poeta sem rima... a sós, finito, nem cruz, reversa Imortal só palavra... que sina! (Bia Pardini)

⁠Exaurido Lábios sedentos, taças decadentes flutuam no mergulho raso do abandono, um bolor da lembrança do trono.
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⁠Exaurido Lábios sedentos, taças decadentes flutuam no mergulho raso do abandono, um bolor da lembrança do trono. Gotículas escorrem do corpo cansado borbulham no coração enfastiado e nauseado. Pobres lábios carentes de prazeres, desejos reprimidos, coibidos, das taças, só veneno amargo, áspero, ácido na escuridão do isolamento insípido. Iluminada a translúcida água que restou a deriva do desalento exaustas gotas rareiam. A matéria inerte quase sem vida verte o líquido do prazer enfraquecido, envelhecido, ferido, caído finito... (Bia Pardini)

⁠Exortação Quando eu morrer voltarei para contemplar os momentos que não pude abraçar nos meus viveres para provar que a matéria acaba e para que não abandonem os deveres
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⁠Exortação Quando eu morrer voltarei para contemplar os momentos que não pude abraçar nos meus viveres para provar que a matéria acaba e para que não abandonem os deveres para acariciar os passarinhos que cantavam à minha janela para revelar que oração não é terço na mão, mas aos seus a total entrega. Quando eu morrer voltarei para cantar a canção que minha voz em vão a repetiu sem que me ouvissem para dar de beber às plantas que cultivei com carinho sem que sentissem para dar as mãos às crianças que docemente me amaram sem desdém para ensinar que gratidão ao Universo vem da alma para usufruir do bem. Quando eu morrer voltarei para perdoar a quem não entendeu o quanto amei no meu viver para mostrar que vale a pena aceitar quem deseja o acolher para olhar com olhos do bem o mundo que não me tolerou para perdoar a quem tanto atormentou minha alma e a violentou. Quando eu morrer voltarei para caminhar em paz sobre as pedras que me foram atiradas. (Bia Pardini)

⁠Ciranda de emoções A vida, senhores, é uma ciranda de emoções. Riem hoje, mas choram amanhã. Ninguém está imune a nada. Tudo muda todo dia, toda hora, a cada segundo. Enquanto um nasce outro morre, enquanto um dorme outro dança, enquanto um ora outro mata. Da vida, senhoras, n…
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⁠Ciranda de emoções A vida, senhores, é uma ciranda de emoções. Riem hoje, mas choram amanhã. Ninguém está imune a nada. Tudo muda todo dia, toda hora, a cada segundo. Enquanto um nasce outro morre, enquanto um dorme outro dança, enquanto um ora outro mata. Da vida, senhoras, não levamos os sapatos altos, o encanto das saias, a marca do perfume, o prazer da sobrancelha feita, mas deixamos o exemplo, a marca do caráter, o caminho dos pés cansados do trabalho nem sempre reconhecido, a honestidade do dever cumprido. A vida, senhores, não os poupa das malas surrupiadas, um dia elas aparecem em forma de matéria podre e suas cinzas serão poeira ao vento. Mas o amor que ensinam aos seus, a direção indicada pelo senso de justiça, a virtude da integridade, as canções que embalam os seus, senhores, serão o legado inesquecível. Da vida, senhoras, levamos sim, na derradeira hora, a gratidão de poder deixar aos descendentes a doutrina da moral, dos bons costumes que não caem de moda. A vida, senhoras e senhores, é uma ciranda de emoções. (Bia Pardini)

⁠Crepúsculo Caminho ao encontro do crepúsculo busco na nostalgia o acalento
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⁠Crepúsculo Caminho ao encontro do crepúsculo busco na nostalgia o acalento um toque sem escrúpulo melancolia do tempo Na trilha trem descarrilado coração compassado imaculado ultrajado A dor? Insistente O tempo arca no aroma da tarde lembranças desfilam a afrontar coragem insiste em ficar crepúsculo frio arde Clamo por teu nome ausente percebo-te mais distante passo segue insolente Vida? Poente... (Bia Pardini)

⁠Frenesi Noites em claro olhos fechados Dias escuros sonhos alados
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⁠Frenesi Noites em claro olhos fechados Dias escuros sonhos alados Despida de palavras desce o véu Serena erguida alcança o céu Fervilhante tateia o vigor presente Hora atroz hora cortês, pendente Sussurros delirantes inevitáveis Permissiva imerge mãos afáveis Jorra em pulsação retumbante Momento cabal aquece penetrante. (Bia Pardini)

⁠Estações amigas A primavera alegra-me desde menina Na natureza e nas pinturas de Linah
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⁠Estações amigas A primavera alegra-me desde menina Na natureza e nas pinturas de Linah Na terra dos ipês a florada é perene Assim como as orquídeas de Irene O outono inspira-me e faço poesia Sempre na lembrança as Marias Heloisas, Lúcias, Anésia, Helenas Loiras, ruivas, grisalhas, morenas No inverno a circunspecção cotidiana Lembrança da juventude com Eliana Histórias partilhadas com Emiliana E a poesia de Elzinha vem soberana No verão o amigo sol com seu calor Bendigo o pão de Sandras com fervor Mara, Maris, Maíra, Marinês e o clamor Tempos de Regina, Marilena com amor. (Bia Pardini)

⁠Clemência Pensamentos encarcerados Solidão de desejos reprimidos
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⁠Clemência Pensamentos encarcerados Solidão de desejos reprimidos Pernas e corpo dilacerados Capacidade e tempo deprimidos Liberdade infernal, presidiária Dependência, insatisfação Coletividade imaginária Circunstâncias sem emoção Mundo contraditório Pena pede clemência Tudo é provisório História que não seduz Vida transitória Trevas sem luz. (Bia Pardini)

⁠... e faz versos Ela aposta na doçura nunca na amargura, ela tem fé de que seu caminho, mesmo nublado, um dia o sol a aquecerá e ouve a voz de Deus sussurrar para não desistir. Ela insiste em acreditar que suas ilusões, mesmo miúdas, um dia se tornarão realidade. Ela é assim, n…
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⁠... e faz versos Ela aposta na doçura nunca na amargura, ela tem fé de que seu caminho, mesmo nublado, um dia o sol a aquecerá e ouve a voz de Deus sussurrar para não desistir. Ela insiste em acreditar que suas ilusões, mesmo miúdas, um dia se tornarão realidade. Ela é assim, nasceu poesia e encanta-se com pequenos galanteios, letras de música, versos de um livro charmoso. Não sabe guardar rancor, não desapega-se de quem a rejeita. Ela é poesia, vê poemas nas indelicadezas e, mesmo errado, ela permite que faça morada no seu coração generoso... e faz versos. Divagações, poemas, músicas, danças, frutos de sua imaginação, de seu encanto pela vida, coleciona ilusões. Então, na onomatopéia do bem-te-vi, ela acorda e percebe que é hora de direcionar afeto para si mesma. Ela entende que a sensação de construir versos é só pra ela mesma e devagar descobre que pode fazer poesia do vazio e das esperas. E que, em algum lugar, não muito longe dali, há um menino-poema, como ela, capaz de lembrá-la todos os dias que é preciso força e coragem para insistir na doçura num mundo cheio de amargura... e faz versos. (Bia Pardini)

⁠DIVAgando (escritor) Escrevo para que a memória não fique perdida em um canto qualquer amassada como papel velho. Escrevo para aqueles que sinto saudades, para outros que nunca pisaram meu chão, mas que comungamos o mesmo olhar, longínquo e brilhante. Escrevo para que possamos…
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⁠DIVAgando (escritor) Escrevo para que a memória não fique perdida em um canto qualquer amassada como papel velho. Escrevo para aqueles que sinto saudades, para outros que nunca pisaram meu chão, mas que comungamos o mesmo olhar, longínquo e brilhante. Escrevo para que possamos guardar na parte mais sagrada de nossos corações as generosidades da vida, o amor, a plenitude das bênçãos dos céus franjados de estrelas. Brincando com as palavras, que nascem do coração numa inspiração inesperada, elas incorporam à mente tomando forma de textos, prosa poética, poemas que falam de amor e dor, numa ascensão incontida e daí a necessidade de mostrar ao mundo pensamentos e sentimentos na esperança que o leitor entre nas frases encadeadas e interprete a seu jeito. Sem nenhum constrangimento exponho ao mundo o que sai da minha alma e agradeço à vida que não me negou os meios e às mais diversas experiências que delas faço minhas companheiras quando concebo e credito minha marca: Bia Pardini.

⁠É Outono!!! Mal dei-me conta que o tempo está passando mais rápido que meus pensamentos. Sinto os ares da estação, nem calor de sois exaustos nem frio de pedra silente, adormecida. É a minha estação, o outono, que me foi dada a vida e, agora, no meu outono, escrevo, escrevo par…
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⁠É Outono!!! Mal dei-me conta que o tempo está passando mais rápido que meus pensamentos. Sinto os ares da estação, nem calor de sois exaustos nem frio de pedra silente, adormecida. É a minha estação, o outono, que me foi dada a vida e, agora, no meu outono, escrevo, escrevo para mim mesma. Assim como as folhas não caem porque querem, caem porque chegou a hora, hora de renovação, mas não de deixar a memória esquecida num canto qualquer qual folha amassada como papel velho. Por isso escrevo, escrevo para guardar na parte mais sagrada do meu coração todos os que estão ao meu lado, todos que pisaram meu chão e os que surgiram na minha vida rapidamente e deixaram seus nomes gravados nas minhas linhas do tempo. Tempo de renovação, tempo de reflexão, de gratidão às generosidades que a vida proporcionou a cada um, o amor, a família, a plenitude que se instala nos nossos céus franjados de estrelas para que cada um encontre a sua (já disse o pequeno). Que crianças possam desfrutar sobre as folhas caídas, de calmaria, de alegria, bem longe da dor, da violência e do sofrimento. Outono!!! Amo a estação e faço dela meus momentos de reflexão e de preparação para o caminho que sigo, reservado para a continuação da minha história, nem maior nem menor que qualquer outra, porque cada história é única. (Bia Pardini)

⁠Confiança Nas ondas do mar no rio
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⁠Confiança Nas ondas do mar no rio na luz do luar no infinito na semente a germinar no orvalho nas flores a desabrochar nas nuvens na lua e nas estrelas na brisa no canto dos passarinhos na vida está Deus. Na paz, na esperança na justiça, fé no coração no olhar de uma criança na saúde, sorte, perdão está Deus. Pai, mãe, filho, irmão trabalho, suor, bondade por Deus é missão de Deus a felicidade. Na perene poesia no pão de cada dia a chegada e a partida por Deus é dita. (Bia Pardini)

⁠Casa da Felicidade Teus sonhos te levarão sempre à Casa da Felicidade e ao alcançá-la farás dela a tua morada. O que importa é que a alcance, assim teus olhos aprenderão a ver beleza no que sonhastes. Teus sonhos te farão capaz, de em cada passo dado, encontrar equilíbrio para…
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⁠Casa da Felicidade Teus sonhos te levarão sempre à Casa da Felicidade e ao alcançá-la farás dela a tua morada. O que importa é que a alcance, assim teus olhos aprenderão a ver beleza no que sonhastes. Teus sonhos te farão capaz, de em cada passo dado, encontrar equilíbrio para não tropeçar. Então deixe a tua alma leve, para encontrar serenidade e trazer para tua vida tudo aquilo que te proporciona paz, confiança, segurança e muita emoção. Este é o grande encontro com a Casa da Felicidade. Neste teu caminhar, não existirão esforços além do que és capaz de suportar. No teu coração caberão todos os teus amores, cada um com sua peculiaridade, cada um te levará a um êxtase diferente te completando e te proporcionando todas as emoções que te acordarão e te farão mais mulher, mais bela, mais jovem. (Bia Pardini)

⁠Futuro branco Branco que te quero branco, do algodão, da sabedoria, da prata, da paz. Branco da experiência, da liberdade, dos sonhos que agora vão se realizando, da neve que queima deliciosamente, da estrada desconhecida e do futuro que chegou, chegou com luz, com os netos. Em…
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⁠Futuro branco Branco que te quero branco, do algodão, da sabedoria, da prata, da paz. Branco da experiência, da liberdade, dos sonhos que agora vão se realizando, da neve que queima deliciosamente, da estrada desconhecida e do futuro que chegou, chegou com luz, com os netos. Em cada fio um pouco de Deus, um pouco de história que vai sendo escrita nas linhas das rugas, lindas, abençoadas, intensamente felizes. O perfume da sapiência que o tempo entregou em gotas, umas sofridas; mas quem disse que seria fácil chegar aqui? Olhar para trás e ver tudo que semeou agora florescendo; continuar semeando porque não acabou, enquanto existir vida existirá sonho. A voz do espelho agora soa lenta, linda, límpida, livre, luzidia como o sol da esperança contido em cada fio sincero, amado, forte, saudável, inabalável e corajoso. Coragem é preciso. Coragem para contar dias e anos agradecendo a Deus pela vida. (Bia Pardini)

⁠Devaneio A lágrima se perdeu no curso natural devastada pela tempestade que abria gavetas na memória enlutada do esquecimento que se fez presente. Era uma noite escura e velas resistiam aos ventos intensos violentos;
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⁠Devaneio A lágrima se perdeu no curso natural devastada pela tempestade que abria gavetas na memória enlutada do esquecimento que se fez presente. Era uma noite escura e velas resistiam aos ventos intensos violentos; nas gavetas as sensações da imaginação criavam um passado que sucumbiu na tempestade da perturbação intempestiva e inoportuna. O que haveria do outro lado do absoluto esquecimento de cenas agora vazias de vida, vítima de versos talvez revoltos, escrotos ou singelos, quem sabe, esculpidos e tingidos de paz, pureza, leveza ou até carmim do amor? Cenas criadas, concebidas, fantasiadas remeteram a uma multiplicidade de sentidos, imagens falsas, talvez geradas e abortadas de um juízo errôneo, irrefletido. Qual deus, qual nada, qual tudo lhe suprimiu, subtraiu a memória como um larápio poderoso que sublimou, se apropriou daquele passado na gaveta vazia da solidão. Os ventos violentos cessaram; desistiram do tormento do escuro; as cenas vividas na imaginação aguçando os sentidos se foram. A realidade de volta ao presente permitiu que a lágrima seguisse seu curso natural e de mãos dadas com a solidão na letargia do tempo olvido nem verso nem rima nem nada...a deriva... (Bia Pardini)