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Frase de Bia Pardini

⁠Exortação Quando eu morrer voltarei para contemplar os momentos que não pude abraçar nos meus viveres para provar que a matéria acaba e para que não abandonem os deveres para acariciar os passarinhos que cantavam à minha janela para revelar que oração não é terço na mão, mas aos seus a total entrega. Quando eu morrer voltarei para cantar a canção que minha voz em vão a repetiu sem que me ouvissem para dar de beber às plantas que cultivei com carinho sem que sentissem para dar as mãos às crianças que docemente me amaram sem desdém para ensinar que gratidão ao Universo vem da alma para usufruir do bem. Quando eu morrer voltarei para perdoar a quem não entendeu o quanto amei no meu viver para mostrar que vale a pena aceitar quem deseja o acolher para olhar com olhos do bem o mundo que não me tolerou para perdoar a quem tanto atormentou minha alma e a violentou. Quando eu morrer voltarei para caminhar em paz sobre as pedras que me foram atiradas. (Bia Pardini)

Bia Pardini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Bia Pardini

⁠Amanhecer Sentir o perfume da manhã, o encanto do amanhecer, as cores do céu, o sol tentando penetrar pelas nuvens... da minha janela a vista de mais um dia, o refazer do que ficou de ontem e não deu certo, desatar nós...
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⁠Amanhecer Sentir o perfume da manhã, o encanto do amanhecer, as cores do céu, o sol tentando penetrar pelas nuvens... da minha janela a vista de mais um dia, o refazer do que ficou de ontem e não deu certo, desatar nós... É fascinante o amanhecer, a esperança de um hoje melhor e do coração cansado da insatisfação, da pressa, que seja como uma folha amassada e lançada para bem longe. (Bia Pardini)

⁠Laços Ela vive num lugar onde metade é experiência, outra metade é poesia e bemquerênça.
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⁠Laços Ela vive num lugar onde metade é experiência, outra metade é poesia e bemquerênça. Ela vive num lugar onde anjo é uma criança, onde irmão é laço, velho é confiança. O lugar que ela vive tudo é dividido e logo multiplica o que foi concedido. O lugar que ela vive é sabor de alimento e também é aroma de lavanda ao vento. A vida no lugar é luz na escuridão, é sol na tempestade com mansidão. A vida no lugar é silêncio e respiração, leve como pluma na imensidão. Vai, menina, dê a mão aos seus irmãos, enlace-os no abraço e ouça a pulsação de onde o bem é o ninho de sustentação. (Bia Pardini)

⁠Inútil Pensas errado que alguém te ama por nada em troca, o agrado e a beijoca são por tua utilidade. Quando te tornares inútil, o fútil passa a não tolerar mais o teu vazio, ele mesmo esvazia tua utilidade e te faz fatalidade. Um vazio de engasgar com o próprio ar, olhos a mei…
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⁠Inútil Pensas errado que alguém te ama por nada em troca, o agrado e a beijoca são por tua utilidade. Quando te tornares inútil, o fútil passa a não tolerar mais o teu vazio, ele mesmo esvazia tua utilidade e te faz fatalidade. Um vazio de engasgar com o próprio ar, olhos a meio mastro, já que nem rastro fica. É como um dia inútil, se for à praia, ao clube, ele é bom, mas se não tiver nada, nem camarão nem piscinão... esqueça, é completamente inútil. A utilidade te torna obrigação no dia inútil, não te acolhe e ainda te tolhe do que mais desejou. E escolhe a sucessão menos cansativa se tua utilidade for só prestativa. Uma sensação de intolerância com arrogância inútil te colocando no eterno vazio depois do fastio na tua mesa. E no monólogo da tua vida, não querida, sem diálogo, pegas no catálogo e tentas outra utilidade que te traga felicidade. (Bia Pardini)

⁠Inspiração O sol está nas ruas, nos parques, nas praias, montanhas, no Universo, em todos os lugares e ao se pôr é de uma beleza tamanha que nenhum poeta encontra palavras, métricas e rimas para cantar o seu fogo, seu jogo de cor, sua alteza, sua reza como ele realmente se apre…
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⁠Inspiração O sol está nas ruas, nos parques, nas praias, montanhas, no Universo, em todos os lugares e ao se pôr é de uma beleza tamanha que nenhum poeta encontra palavras, métricas e rimas para cantar o seu fogo, seu jogo de cor, sua alteza, sua reza como ele realmente se apresenta. O pôr do sol já foi tema para declarações, já acendeu luzes e ascendeu desejos, já abriu flores e fechou solidões, já enfraqueceu dores e intensificou amores, já causou lágrimas e já foi motivo de sorrisos... o se pôr... Assim como a semente precisa de dor para brotar, o sol precisa morrer para surgir a lua. Oh magnânima, comovedora, altruísta, sedutora lua que em todas suas fases revela-se aos poetas, namorados, seresteiros. Quisera eu sentir-te nos meus braços, sentir tua calma na minha palma para construir poemas sem dilemas, sentir tua paz que satisfaz, rimar-te no meu inspirar. És vida no resplandecer, descanso no cansaço, preenches espaços vazios dos insanos sombrios, misturas com o oceano, és serenidade na eternidade, sonho no adormecer. *Diz a lenda que o Sol e a Lua sempre foram apaixonados um pelo outro, mas nunca puderam encontrar-se e Deus, na sua infinita bondade, criou o eclipse para haver o encontro quatro vezes ao ano. (Bia Pardini)