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Frases de Armando Moro

13 frases

Palavras... Força, expressão Mais que força, atitude
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Palavras... Força, expressão Mais que força, atitude Mais que expressão, explosão Palavras... Flechas disparadas A corações esmos Flechas de saudade Amor, alegria, dor Outras pura e simplesmente Flechas certeiras... O alvo? Coração... Embaraço da mente, Perca de sentidos, Cadê razão? Sinceridade? Quem a sente sabe Em muitas vezes Sinceridade, descompromisso, Fuga, justificativa Do que a ninguém Se deve Simplesmente a Quem se destina E das palavras Se faz receio, dor Onde deveria amor Desabafo De onde um poema De sentimento puro... Luz ao invés de sombras Casulo onde liberdade... Sinceridade... Lança afiada Se não conjunta De sensibilidade... Sinceridade pura É dura, pedra A ser lapidada De valor confesso, Mas ainda bruta O tato, o sentir Lapida e complementa, Faz de palavras Sinceras um Caminho coeso, Sem percalços Sem marcas... Não dá forma As palavras de Cicatrizes... Cicatrizes profundas Não torna de Infinito amor Dor sem supremacia... Pura e simplesmente dor Sem adjetivos... Sem vida... Pura e simplesmente assim Sem palavras...

Ritmo... Impossível não pensar em uma tarde como essa o que o corpo e o coração desejam e não confrontar-me com o que a realidade e disponibilidade me dispõem. Fico impassível, imóvel, respirando apenas o necessário p/ fazer-me valer da vida, para que aquiete meus pensamentos n…
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Ritmo... Impossível não pensar em uma tarde como essa o que o corpo e o coração desejam e não confrontar-me com o que a realidade e disponibilidade me dispõem. Fico impassível, imóvel, respirando apenas o necessário p/ fazer-me valer da vida, para que aquiete meus pensamentos nesse redemoinho e tormenta. E ele tranqüiliza-se... Absorve a paz que rege a sua volta como se cedesse à ausência dos ventos, como se perdesse força e do redemoinho surgisse uma leve brisa tranqüilizadora e constante... E impera o silêncio... Impera a ponto de ouvir e sentir o ritmo de minha freqüência cardíaca. Serena, constante... O som me diz algo, os batimentos soam como sílabas separadas... Reconheço o nome... O seu nome... E dessa respostas vejo o coração em disparada, acelerando abruptamente... É você... Minha paz, minha tormenta, meu sol... Dona de meus momentos de aflição e destempero, dona de minhas palavras de carinho e amor.Motivo de meus sorrisos sinceros, embora tímidos, mas muito e acima de tudo sinceros. Minha intempestividade, temporal de ventos sem nexo. Minha bonanza e meu furtivo sol das manhãs... Se o fosse apenas um lado sem o viver e o criar dos contrastes não seria pleno, não seria repleto e único. Só é completo quem percorre os dois caminhos e muitas vezes mais que uma vez. Não seria esse comboio de emoções desordenadas, felizmente desordenadas e desse não nexo faço minhas surpresas e aprendizados, me entrego a esmo sem esperar o que me trazem os céus. Escrevo hoje a mãos suadas, de onde molha-me o grafite por sobre o papel e borra-me algumas letras. Talvez como o suor às letras, borre as pessoas à volta a forma como vejo... Felizmente tenho luz e transparência para me iluminar, mesmo nessa tempestade que às vezes ronda-me. E aí existe o milagre... Na turbulência e na falta senso ou orientação abre-se o clarão e cessa-se a escuridão, nasce perante os ventos a paz e o caminho que necessito seguir, os ventos contra me são pró. És um milagre... Pura e simplesmente um milagre... E no ritmo do batimento tenho saudades do que já vivemos e do que senti com a presença, porque o que sinto perdura... Tenho saudades do toque, o carinho e o cheiro de mulher. Fruto único de meus anseios e desejos, sinto o coração ritmado, pulsante, como a um baile sem companhia, como a uma dança solo de onde me é permitido apenas meios passos... Para que entendesse o ritmo precisaria apenas de uma parede e você levemente recostada... Ora de frente, olhos nos olhos... Ora de costas, mãos presas uma a parede para sua sustentação e outra entrelaçada por entre meus dedos, a sua cintura...submissão pura...presa e predador... E nesse momento seria minha, pura e simplesmente minha e ali dançaríamos um enlace ao compasso de nossos batimentos, com a destreza e a sensualidade que a dança pedisse... Seria um sonho...talvez o meu sonho, que para ser perfeito faltaria apenas aquele “beijo molhado”, hoje inspirador de minhas palavras...

Decidir... decidir, valer-se da arbitrariedade,
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Decidir... decidir, valer-se da arbitrariedade, do sentido e o rumo ao andar de estrelas, flutuar pelo campo das dúvidas, colher-se por entre as certezas de um jardim regado a esperanças... convicção do certo reflexão, decisões a caminhos sem volta, banidos de um mundo triste, desprezível voltado a arte de viver, decisão de vida, minha vida, pura e simplesmente minha em sentido, direção e intensidade como a um vetor, mas longe de sua frieza física, perto sim do calor físico apaixonante do ser que me acolhe, que renega mas se demonstra, se mostra me ilumina me preenche, me faz decidir amá-la...

DESEJO... OLHAR, COBIÇA, TRANSPACE DE
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DESEJO... OLHAR, COBIÇA, TRANSPACE DE UMA MIRA ÓPTICA. ALVO DESNUDO... SENÃO A REALIDADE DESNUDO A CRIAÇÃO, A IMAGINAÇÃO, SÓRDIDO, EGOÍSTA... EGOÍSTA E PERFEITO. PERFEITO NOS GESTOS, OLHAR, SUOR DE MOVIMENTOS SÍNCRONOS... PERFEITO A COBIÇA, PRESA E PREDATOR, PRISÃO SEM FUGA, SOLITÁRIA EM CUMPLICIDADE, QUATRO PAREDES DE ONDE FORMA-SE UM MUNDO SURREAL, TUDO VALE, TUDO VIVE, TUDO FANTASIA-SE... FANTASIA-SE? OU FANTASIA-SE A REALIDADE, A TRISTEZA, A DISTÂNCIA? NESSE MUNDO, NO DESEJO, NA COBIÇA FAÇO A PERFEIÇÃO... E SE ASSIM FOR CHAMEM-ME LUNÁTICO... LUNÁTICO EXTASIADO... LOUCO POR VOCÊ.

Saudades... Temerária, distância Solidão composta,
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Saudades... Temerária, distância Solidão composta, Solidão gerada. Ausência, amor Amor, excesso Querência, falta Asilo, ilusão Saudade intrínseca Mas não dor, Amor, vontade De revelar-se Exprimir-se, falar Abrigar, sentir Trocar, viver Mostrar-se sem dever Beijar-lhe olhando ao sol, O por do sol de um dia Infinito, céu vermelho, Sol ao fundo E a cor do céu mistura-se A dos sentimentos, As mãos dadas perdem-se No tempo e no espaço Porque torna os sentimentos Infinitos, sem rumo... Apenas o sentir, bem estar, Bom estar da presença Da pessoa amada. E revela-se o céu Revela-se o mundo O prazer, cumplicidade, O viver, verdades No simples dizer “Eu também estou com saudades”

Rotina Não sou adverso, Bradando à cantos
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Rotina Não sou adverso, Bradando à cantos Contra o tema Mas compete-me Discordar dos que Fazem de rotina Contaminação Dos dias, dela Deixam fazer-lhe Aspiração e inspiração. Dias em si são Mais que a rebuscada Corrida para e pelo ouro São mais do que Frieza de números Aspereza de definições Conclusões, ordenamentos. Dias em si são Apreciação de Brilho de olhar, Coleta de energia Vital de um sorriso De ente amado (quem dera de quem se ama e desse sorriso faz passagem livre de ida aos céus) apreciar de flores nas ínfimas cores formas, com jeito único de mobilizar olhares e tirar do âmago doce suspirar. Dias em si São renovação de fé O acreditar que montanhas Não somente vão a Maomé, Mas além dessa passagem Levam-nos ao topo Onde de forma suave Tocam-se as antes Intocáveis nuvens. Dias em si São renovação do amor, Entender que a arritmia Mais do que um mal Moderno ao coração É efeito de grandes E poderosos sentimentos Onde altera-se o ritmo, Acelerado na presença Disforme na ausência lento de batimentos Na distância acentuada E colapso cardiovascular Na saudade.

CASA VAZIA Não há mais nada, a casa está vazia. O ar empoeirado e a mobília desfeita
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CASA VAZIA Não há mais nada, a casa está vazia. O ar empoeirado e a mobília desfeita lembra que ali houve um lar. O cheiro de limpeza se foi, e de longe percebe-se o bolor e teias que se acumulam em todo o lugar. Se havia amor, ninguém declara. Há um ruidoso silêncio em toda parte. Existirá sempre uma pergunta no ar. Quem seriam os habitantes? E de onde vieram? o que sentiram? Ficará sempre a pergunta e a dúvida. Não havia nada escrito, um diário, um papelucho que fosse, Nada deixava rastro do que houve ali. Sabe-se que a casa está vazia E da história nada se sabe porque ninguém se preocupou em escrever. Valentina Fraga Resposta: Casa Vazia (cont.) Não há mais nada, a casa está vazia. Quem a mobilhou aqui não mais vive. Quantos invernos por timidez do sol, Quanta solidão por timidez de se amar, Quanta indiferença onde deveria vida... Não me importam as teias pelo descaso Desde que a desculpa fosse o excesso De olhar nos olhos, as risadas bobas, A entrega no convívio intenso e vívido. Quem dera a timidez fosse das palavras Profanas que destroem ao invés de construir, Que como marretadas fortes atacam A estrutura e fazem das colunas Que deveriam sustentar ruínas que Mal suportam o próprio peso. Quem dera as lembranças dos sons Fossem acima de tudo as risadas felizes, O trocar de uma cócega casual. Me pergunto à quem ali morou Porque não a facilidade com o amor Como o eram com as ofensas, o descaso... Porque não a facilidade com o plantio Das rosas como era o pisar no jardim Como se dele houvesse obrigação de Crescer e renascer sozinho, como Se pisado tivesse o destino insólito De pura e simplesmente se superar. Das paredes onde deveriam decoradas, Vejo paredes vazias de quem sequer Tentou escrever um história de verdade, E sem a desculpa escusa da grana Porque tão romântico ou bonito quanto É o capricho da simplicidade e do “faça você mesmo”... A visão de ruínas cabe ao coração Mal cuidado, onde de colocam-se Todo e qualquer problema acima Desse amor e desse zelar. Coloca-se em risco o amor Como quem por um formigueiro à porta Da fortaleza enviasse todo seu exército Em forma de kamikazes sem pensar Que por detrás da entrega de cada um Existe uma família que chora, Filhos com lágrimas aos olhos Por uma batalha que não entendem, Mas por uma vida perdida pela Honra do que se acredita. A casa esteve sempre cheia... Cheia do amor e do sabor dos sentimentos Que sempre cultivei e servi. Se hoje vazia o é pura e simplesmente Porque a quem servia não deu-lhe valor E passei a perder o incentivo de Quem constrói, de quem zela, Reforma, torna aconchegante. Problema não é chamar uma casa De vazia por que sempre em alguns Momentos assim estamos, Por mudanças, introspecção... Problema é cheia ou vazia não termos A boca cheia para chamá-la de lar, Porque lar só é feito de verdade Com o termo “família” aplicado Mesmo que essa seja uma Nova família. Armando Moro

O que vejo? um retrato? apenas um retrato, de traços lisos, papel apenas. Lá esta você, e em outro estamos nós.
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O que vejo? um retrato? apenas um retrato, de traços lisos, papel apenas. Lá esta você, e em outro estamos nós. O que vejo? um retrato? Apenas um retrato, a imagem eternizada, o tempo preso num pedaço de papel, apenas. corro meus dedos sobre a película, que já gasta pelo carinho excessivo e totalmente inútil, pois, não o sinto e não me sentes. Reparo outras lembranças. Um papel aqui, outro ali, muita palavra perdida pelos deletes da vida, muita lembrança clara na memória. Mas, ficam sempre os momentos de amor, do meu amor, do que fui capaz de declarar com tanta dificuldade. E apesar desse amor imerecido, que teimo em guardar dentro do peito escondido, que é só meu, ainda amo, como o primeiro dia, como o primeiro olhar, como a primeira palavra, como as primeiras letras, como a primeira poesia. Tudo igual, sempre igual, apesar da dor cortante, sempre igual esse grande amor, sobre o qual escrevo nesse instante. Valentina Resposta: Retrato ou abstrato? Papel em branco e traços lisos De personalidade e traços inconsistentes. Retrato ou abstrato? Traços em grafite ou carvão Esperando as cores da história Pintadas pela convivência, Pintadas e finalizadas pela reciprocidade. Nada é perdido, nem palavras, Nem tempo, nem lembranças Ficam em traços claros como rascunho Em forma pela insegurança da mão Que sozinha desenha. Ficam traços claros porque a insegurança Não deixa que os traços saiam Firmes, definidos, são uma sucessão De pequenas semi-retas Que como um tremor de Parkinson Formam o retrato de um amor doente. Se não plenamente, amputado pela Mão faltante onde as lembranças Em muito são de memória única E nunca se completa o retrato Que deve ser em Duo. Sempre igual não é o amor, Mas a falta de reciprocidade. Armando Moro

RESSUSCITAR NÃO CUSTA RESSUSCITAR O POETA ADORMECIDO
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RESSUSCITAR NÃO CUSTA RESSUSCITAR O POETA ADORMECIDO POIS A MORTE DUROU, O TEMPO QUE FOI PRECISO. A VOLTA COBERTA DE AMOR, E CHEIA DO TEU DESEJO, TRANSFORMA EM DESPERDICIO, MORRER E NÃO TER TEU BEIJO. QUANTAS VEZES FOR PRECISO, MORRER E TORNAR A VOLTAR, DO SEPULCRO MAIS PROFUNDO SÓ PRA PODER TE AMAR. SE SOU LUZ QUE TE ILUMINA, NÃO POSSO MORRER DE VEZ, EI DE SEMPRE ADORMECER, E TORNAR A VIVER OUTRA VEZ. E PERDIDOS EM TANTAS LETRAS VERSOS E POESIAS, LEVAREMOS NOSSA VIDA NUM SOMATORIO DE DIAS. E ASSIM DEPENDEREMOS UM DO OUTRO PRA VIVER, ENTREMEANDO OS VERSOS NUM MOMENTO DE PRAZER. ASSIM TU CHEGAS BEM PERTO, ENCHENDO A VIDA DE ALEGRIAS, E EM VERSO FALAS DO AMOR E DE NOSSAS FANTASIAS. VALENTINA FRAGA Motivo Está em sepulcro Jade O poeta pela ausência Posto que a saudade Causa-lhe impotência A presença traz vida Verdade, amor, desejo Forma de vida esplêndida E dela se faz ensejo O ir e vir presente Viver na eternidade, Na ausência descrente Posto morte em saudade És me luz que ilumina Ai se me abandonar Mesmo se adormecer, menina Vida ei de lhe insuflar De nossas letras encontros Poesia, além da vida Da troca de versos confronto Desse coração, guarida Um do outro palavras De amar e viver E com elas lavras Prazer e vida em meu ser Mais que perto vives dentro Nessa sua presença constante Faz de brisas meu tormento Um bem viver exuberante Armando Moro

Ainda é tempo de dizer que eu quero apenas o amor, nada mais.
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Ainda é tempo de dizer que eu quero apenas o amor, nada mais. Apenas o amor, enquanto houver. Sem papéis, juiz e testemunha, apenas o amor, nada mais, enquanto houver. Antes que esqueça, sem juras eternas e pactos de sangue, apenas o amor, apenas isso, enquanto houver. Sem conceitos e preconceitos, apenas o amor, enquanto houver. Quero a brisa no rosto e mãos dadas, o olhar sem desvio, e o amor, apenas ele, enquanto houver. Quero tua pele colada, e o fogo do amor, Se houver e enquanto houver. Quero tão pouco, tão simples, se houver amor, ou enquanto houver. Valentina Fraga Resposta: Saiba que o querer É almejar e receber Ainda mais amor Com intensidade e calor Haverá sempre; No cruzar de dois olhares Na arritmia de dois corações Nos lábios sedentos pelo beijo No arrepiar da pele por um toque No frio de barriga na entrega No tatear o ar ao pensar em um rosto No respirar em busca do perfume No olhar a multidão buscando um sorriso Na conjunção de uma música e um momento No alimentar esse fomento No converter-se adolescente No disparar palavras irreverentes No esquecer a censura No fazer parte da loucura No desvencilhar-se da clausura No soltar da imaginação Nas palavras nunca em vão No lacrimejar de um olhar em saudade No viver a espera e a ansiedade No despertar toda a bondade No porto seguro buscar amparo No fazer da brisa da saudade reparo No entender que no amor nada é caro E com tudo isso não ter dúvida Sobre o “se houver” Pois em todos os momentos Está presente. Armando Moro

TROFEU NARIZ DE PALHAÇO Em alguns momentos, não em todos, temos uma forte tendência de acreditar em tudo,
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TROFEU NARIZ DE PALHAÇO Em alguns momentos, não em todos, temos uma forte tendência de acreditar em tudo, principalmente no grande vilão dos relacionamentos, o amor. Essa tendência, normalmente nos leva a ficar vulneráveis, e a acreditar em tudo que nos é falado, principalmente, se o discurso parte de quem nos é caro. Salta os olhos então, como se estivesse diante do grande público dentro do picadeiro, encantado, com a graça e inocência do palhaço, e por que não dizer para os mais críticos, aqueles que vão no dever de acompanhar, a idiotice estampada naquela cara colorida, o riso constante de quem está feliz. A roupa cheia de laçarotes estapafúrdios com cheiro de suor de tantas apresentações consecutivas. Cabe a esses que acreditam demasiadamente, Utilizar como troféu na ponta do nariz a grande bola vermelha, que lhe dá um quê de bobo da corte, disposto a alegrar a plateia que o cerca. Sim, é apenas mais uma etapa do grande espetáculo, e novamente, pronto pra ser motivo de chacota se veste mais uma vez para o show de horrores. Acredito, sem sombra de duvida, que as pessoas mais infelizes do mundo são os palhaços, que de forma instintiva, desesperam-se na intenção de fazer feliz. E depois do show, com as próprias lágrimas fazem escorrer a maquiagem espessa, pra então cair em si, e descobrir que a vida não tem nada de engraçada. Valentina Fraga Valentina!!! Em alguns momentos, não em todos Temos o dever e não o direito de acreditar Em tudo o que as pessoas nos falam E principalmente as pessoas de relevância. Essas pessoas são as que nos fazem Ao longo da vida entendermos Os sentimentos como um grande Picadeira e na verdade um verdadeiro show. Não devemos atribuir ao amor tudo aquilo Que o cerca e o que carrega consigo Em sua intensidade, seja A tristeza por detrás do Vulgo palhaço feliz, Seja a solidão em uma apresentação Dramática de mímica de alguém que Sozinho se expressa. Seja na doma das feras do ciúme Na doma da intolerância, Da possessividade, do descontrole. Seja no malabarismo dos passos Em corda bamba para com responsabilidade Não ferirmos a quem entregamos sentimento. Seja como mágicos que entre os dedos Fazem diabruras e nunca desconfiamos Como conseguem tal efeito e hipnotismo O que importa de verdade é que nesse Picadeiro da vida, nós somos os Donos do circo e ali se apresentam Os shows que permitirmos. Prefiro ser qualquer um dos acima, Inclusive o palhaço, só não quero Me divertir ou chorar como expectador E não fazer nunca parte do show Que o amor proporciona. Armando Moro

Acróstico Vislumbre em palavras soltas Austeras, sentimento carregado
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Acróstico Vislumbre em palavras soltas Austeras, sentimento carregado Leio e encontro muitas Em teu nome é grafado Não conheço face ou olhar Tenho a sensação de senti-la Imagino quanto pode me encantar. Não sei se tão bom eu sou A algumas palavras arriscar. Florescem pensando nas suas Regam o papel como a águas em flores A oportunidade de um dia nas ruas Giro de um dia em um mundo qualquer A unirem-se e amenizarem nossas dores.

Olhar de pôr-do-sol Nas nuances cruas De pôr-do-sol em êxtase,
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Olhar de pôr-do-sol Nas nuances cruas De pôr-do-sol em êxtase, Onde o misto do dourado Dos cabelos ao vento Fundem-se e convergem No movimento aleatório À paisagem. Sobre o cume De braços abertos E olhar esguio como Minuto ultimo onde O sol toca a extensa Linha do horizonte, Como o olhar apertado Do céu, que imprime À terra o estreito brilhar. Nasce o olhar, beleza única. Acomete de vergonha Já tão bela paisagem, Mas hipnótico apelo Em desordem mental Fogem olhares, pensamentos... Foge noção de espaço, De tempo devastador E vira ponto único De olhar, de se admirar. O dourado do sol e os cabelos, A Matiz verde do olhar E da paisagem ao fundo, O azul do céu, A visão do anjo Leuviah. Fundem-se como Imagem única, Como foto premiada De foco à protagonista, Paisagem desfocada. O magnetismo da íris Atrai, mistifica, seduz Torna o homem menino, O cérebro inquieto Em foco único. Olhar felino esconde Suave, mas intensa inquietação. A paz no olhar antagoniza A tormenta de pensamentos. Externa olhar brando e amor, Interna criticidade impiedosa. Olhar, brilho de vida exterior. Olhar, brilho entumecido interior. Prova que a beleza do mundo É incorreta, imperfeita. Se perfeita fosse seria O céu reflexo puro desse Intenso e infinito olhar. Perfeito seria por dar-me O direito (em que a ele tenho) De para o céu olhar e me encontrar, Não só ocupar-me guardando A mente os detalhes, Com medo de não mais Usufruir do que me inspira, Do que me encanta e instiga, Do que em curiosidade Me dá ímpeto em buscar, Só pela Matiz de seu olhar.